A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos da marca Ypê durante inspeção na fábrica da Química Amparo, em Amparo (SP).
A informação foi apresentada pelo diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, em reunião da Diretoria Colegiada, segundo registros divulgados pela imprensa a partir da sessão.
O que a Anvisa determinou
Antes da confirmação sobre os mais de 100 lotes, a Anvisa já havia determinado o recolhimento de detergentes lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca Ypê fabricados pela Química Amparo, mas apenas de lotes com numeração final 1.
A medida também suspende fabricação, comercialização, distribuição e uso desses produtos.
De acordo com a agência, a decisão ocorreu após avaliação técnica de risco sanitário e inspeção conjunta com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo.
A fiscalização identificou falhas relevantes em etapas críticas de produção, garantia da qualidade e controle de qualidade.
Por que há risco
A Anvisa informou que os problemas comprometem requisitos de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam possibilidade de contaminação microbiológica.
A Pseudomonas aeruginosa pode causar infecções graves em pessoas mais vulneráveis, como imunossuprimidos, idosos fragilizados, bebês, pacientes com feridas, queimaduras ou doenças que reduzem a defesa do organismo.
No entanto, o alerta não significa que todos os produtos da marca estejam contaminados. A orientação oficial mira os itens listados na Resolução 1.834/2026 e com lote final 1.
O que o consumidor deve fazer
Quem tiver um dos produtos afetados em casa deve interromper o uso imediatamente. Além disso, a Anvisa orienta o consumidor a entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para receber informações sobre o recolhimento.
A recomendação também vale para comerciantes. As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais devem reforçar o monitoramento do mercado para impedir a circulação dos lotes envolvidos.




