A pandemia de COVID-19 impactou intensamente os sistemas de saúde globais, afetando particularmente o controle da tuberculose.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mortes por tuberculose aumentaram para cerca de 1,5 milhão em 2020. Até esse ano, estava em declínio.
O desvio de recursos para o combate à COVID-19 contribuiu significativamente para esse aumento.
Dados alarmantes
O acesso a serviços de diagnóstico e tratamento da tuberculose diminuiu substancialmente. Em 2020, houve uma queda de 7,1 milhões para 5,8 milhões no número de diagnósticos. Essa redução é grave nos 30 países que concentram a maioria dos casos, gerando preocupação para a evolução futura da doença.
Desde o início da pandemia, recursos essenciais foram desviados para enfrentar o novo coronavírus. Este cenário gerou brechas nos serviços de saúde, especialmente nos países de baixa e média renda, afetados por limitações financeiras e estruturais.
A COVID-19 expôs fragilidades preexistentes, dificultando ainda mais o combate a outras doenças infecciosas, como HIV e malária.
Situação do Brasil e projeções sobre a tuberculose
No Brasil, o quadro também é desafiador. Um estudo da Fiocruz Bahia destaca que o país não alcançará as metas da OMS de eliminação da tuberculose até 2030.
Em 2023, a incidência foi de 39,8 casos por 100 mil habitantes, muito acima da meta de 6,7 casos. As projeções indicam que esse número pode aumentar para 42,1 casos por 100 mil até 2030.
Estratégias de contenção da tuberculose
Ainda que a situação seja crítica, iniciativas estão em curso para contê-la. A OMS, juntamente com outras entidades, destaca a importância de manter serviços essenciais e desenvolver novas estratégias para o tratamento da tuberculose.
A ampliação de coberturas de terapia diretamente observada (DOT), e o uso de tecnologias para diagnóstico rápido, podem fazer a diferença se implementadas de maneira eficaz.




