A Igreja Luterana da Noruega deu um passo importante ao reconhecer, no último dia 16 de outubro, erros históricos cometidos contra a comunidade LGBTQIA+.
Em uma cerimônia ocorrida no London Pub, um bar em Oslo que é um ponto de encontro tradicional da comunidade e que foi palco de um trágico tiroteio em 2022, a instituição pediu formalmente perdão.
Este pedido acontece após décadas de discriminação, incluindo retóricas prejudiciais dos anos 1950, em que líderes da igreja descreviam pessoas LGBTQIA+ como um “perigo social de dimensões globais”.
Desde então, medidas de inclusão começaram a ser implementadas. A igreja permitiu a ordenação de pastores homossexuais em 2007 e passou a celebrar uniões entre pessoas do mesmo sexo a partir de 2017.
Contexto e evolução histórica
A Igreja Luterana norueguesa, com seus 3,4 milhões de membros, representa mais de 60% da população do país.
Durante décadas, a instituição compartilhou do conservadorismo religioso, dificultando a inclusão de pessoas LGBTQIA+. Contudo, nos últimos anos, as políticas da igreja começaram a mudar em resposta à evolução social norueguesa, reconhecidamente avançada em direitos LGBTQIA+.
A retração dessas barreiras reflete declarações recentes que buscam igualdade e inclusão. No entanto, apesar desses esforços, muitos consideram que tais mudanças são tardias.
O pedido de perdão
O pedido de desculpas foi descrito como essencial, mas insuficiente para aqueles que enfrentaram discriminação no passado.
A retórica prejudicial dos anos 1950 ainda é um ponto sensível, e o reconhecimento desses erros é visto como um passo em direção à reparação. Embora tardio, o pedido é considerado um movimento necessário por boa parte da sociedade norueguesa, que esperava essas mudanças há muito tempo.
Embora a reconciliação completa com a comunidade LGBTQIA+ seja um desafio complexo, a Igreja Luterana da Noruega iniciou sua tarefa confrontando erros passados.
Participações em eventos inclusivos, como a Marcha do Orgulho, indicam uma tentativa de alinhar ações institucionais com valores de igualdade atuais.




