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Essa aranha venenosa vive no Brasil e se esconde onde você menos espera dentro de casa

Especialistas alertam que essa espécie tem um veneno sutil, mas que pode ser fatal

Por Júlio Nesi
21/04/2026
Em Geral
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A aranha-marron (Loxosceles) é comum da América Latina e é mais perigosa do que aparenta.

Reprodução: Ikimedia Commons / Sclerotacious

A aranha-marron (Loxosceles) é comum da América Latina e é mais perigosa do que aparenta. Reprodução: Ikimedia Commons / Sclerotacious

Tem um animal pequeno, discreto e potencialmente perigoso que pode estar dentro da sua casa agora mesmo sem que você perceba. A aranha-marrom (Loxosceles) é um dos aracnídeos que mais causam acidentes no Brasil. Isso vem do fato de que ela vive nos mesmos espaços que as pessoas, escondida em locais que raramente são mexidos.

O veneno dela é capaz de causar lesões graves na pele e, em casos mais sérios, complicações que envolvem os rins, o fígado e até risco de morte. O problema é que a picada costuma passar despercebida nas primeiras horas, o que atrasa o atendimento médico e piora o prognóstico.

Onde ela se esconde?

A aranha-marrom prefere ambientes escuros, secos, quentes e com pouca movimentação. Segundo o Instituto Butantan, esses animais se instalam com facilidade em armários, estantes, atrás de móveis e quadros, em frestas de paredes e em rodapés soltos.

Roupas guardadas há muito tempo são um dos esconderijos mais comuns do aracnídeo. A picada pode acontecer no momento em que a peça é vestida, porque o animal reage ao ser pressionado. O mesmo vale para sapatos e tênis parados em locais escuros. Por isso, sacudir e inspecionar calçados antes de calçar é uma medida simples que pode evitar acidentes.

Pilhas de material de construção, telhas, madeiras e tijolos também funcionam como refúgio. Depósitos e cantos da casa com caixas e objetos esquecidos são igualmente vulneráveis.

O que a picada pode causar?

O Brasil registrou mais de 43 mil acidentes com aranhas em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde. O Sul do país concentra mais da metade das ocorrências, com destaque para o Paraná.

A picada da aranha-marrom raramente dói de imediato. Em até 24 horas, porém, pode surgir uma lesão arroxeada e dolorida no local. Sem tratamento, ela tende a evoluir para necrose em até três dias, dependendo da quantidade de veneno inoculada.

Nos casos mais graves, o envenenamento afeta o sangue por um processo chamado hemólise, que destrói as hemácias. Isso pode levar à anemia, à icterícia, à insuficiência renal e, em situações extremas, à morte.

Como reduzir o risco?

Algumas medidas práticas podem diminuir bastante as chances de encontrar a aranha-marrom no ambiente doméstico. O Ministério da Saúde recomenda manter quintais e jardins limpos, sem acúmulo de entulho, folhas secas ou materiais de construção perto das paredes.

Já dentro de casa, a recomendação é vedar frestas, consertar rodapés soltos e instalar telas em ralos e janelas ajuda a bloquear a circulação do animal. Colocar soleiras nas portas é outra medida indicada.

Ao suspeitar de picada, a orientação é ir ao pronto-socorro sem esperar os sintomas piorarem. O tratamento precoce com soro antiloxoscélico é eficaz e reduz significativamente o risco de complicações graves.

 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: aranha-marrombrasilhemóliseinstituto butantanloxoscelesMinistério da Saúdeparanápicada de aranhavenenoveneno de aranha
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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