Embora seja reconhecido como um dos estados mais produtivos do Brasil, São Paulo também carrega uma reputação negativa entre parte da população, principalmente devido aos elevados índices de poluição.
Especialmente na capital, a qualidade do ar pode ser afetada pela combinação de fatores como a queima de combustíveis fósseis por veículos, atividades industriais e, em alguns períodos, queimadas.
Contudo, o relatório “Céus Tóxicos”, divulgado pelo Greenpeace Internacional na última terça-feira (4), surpreendeu ao revelar que os níveis de poluição do território paulista já foram superados por algumas cidades da Amazônia.
De acordo com o levantamento, em determinados períodos do ano, a poluição do ar supera as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e a fumaça de queimadas está entre as principais causas para isso.
Vale lembrar que as queimadas são adotadas por setores como o agronegócio para abrir ou renovar áreas de pastagem na região amazônica. E mesmo com uma redução nos números em 2025, os níveis de poluição ainda foram alarmantes.
Poluição da Amazônia acende alerta crítico
Por ser responsável por regular o clima e sustentar parte dos ciclos hídricos do planeta, a Amazônia segue no centro das discussões ambientais. Ainda assim, o relatório do Greenpeace ressaltou que, só nos últimos anos, a floresta já perdeu mais de 30 milhões de hectares para as queimadas.
Além disso, também foi apontado que hospitais da região registraram aumento de internações por problemas respiratórios, principalmente entre crianças e idosos, durante os picos de poluição.
Desta forma, o levantamento serve como um reforço para intensificar ações de preservação da Amazônia. Inclusive, com a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) prestes a ocorrer, o Greenpeace passou a defender a criação de programas e estratégias para zerar o desmatamento até 2030, com o Brasil assumindo a liderança do planejamento.




