A enfermeira Sanya Elayne decidiu deixar a profissão para se dedicar integralmente ao resgate de animais em Picos, no Sul do Piauí. Atualmente, ela cuida de cerca de 200 cães e gatos, muitos deles em situação de abandono ou doenças.
O trabalho começou de forma espontânea. Enquanto ainda atuava na área da saúde, ela passou a se incomodar com a realidade de animais sem tutor, especialmente os que eram sacrificados por falta de acolhimento.
Com o tempo, os resgates aumentaram. Diante da demanda, Sanya decidiu abandonar a enfermagem e dedicar a rotina exclusivamente à causa animal.

Resgates cresceram e viraram rotina
Hoje, o cuidado com os animais ocupa o dia inteiro. A rotina começa cedo e inclui alimentação, limpeza, tratamento e acompanhamento de casos mais graves.
Além disso, muitos dos animais chegam em estado crítico. Alguns são feridos ou doentes, o que exige cuidados constantes e gastos com medicamentos e atendimento veterinário.
Para manter o trabalho, ela conta com doações e apoio de voluntários. Mesmo assim, a estrutura ainda é limitada diante da quantidade de resgates.
ONG ajudou a organizar o trabalho
Com o aumento da demanda, Sanya se uniu a outras pessoas e participou da criação da ONG Amigos Protetores dos Animais em Picos (Apapi).
A organização atua no resgate, tratamento e castração de animais. Hoje, ela ocupa a presidência da entidade e coordena as atividades no município.
O trabalho também inclui a busca por adoção responsável. Após o tratamento, os animais são encaminhados para novos lares.

Histórias de resgate marcam a trajetória
Entre os casos mais marcantes está o de uma cadela ferida de forma grave ainda filhote. O resgate exigiu cuidado intenso, mas o animal conseguiu se recuperar com o tempo.
Situações como essa fazem parte da rotina e ajudam a explicar o impacto emocional do trabalho. Segundo Sanya, o cansaço é constante, mas o resultado compensa.
Mesmo com as dificuldades, ela afirma que encontrou sentido na atividade. Para ela, cada animal recuperado representa um recomeço.




