Em 1993, foi lançado o aclamado filme Jurassic Park, dirigido por Steven Spielberg, que acompanhou um grupo de pessoas visitando uma ilha habitada por criaturas pré-históricas criadas a partir de amostras de DNA.
E agora, cerca de 32 anos depois, a startup americana Colossal Biosciences pretende alcançar um objetivo semelhante, revertendo o processo de extinção do dodô (Raphus cucullatus), que desapareceu há aproximadamente 350 anos.
Para isso, a empresa arrecadou um aporte de cerca de US$ 120 milhões, que será aplicado em tecnologias avançadas de reprodução assistida e engenharia genética para garantir o sucesso do experimento.
Basicamente, os pesquisadores utilizarão células germinativas primordiais do pombo-nicobar, que é o parente vivo mais próximo do dodô, para gerar óvulos e espermatozoides que carreguem as características da ave pré-histórica.
A expectativa é que sejam produzidos ovos compatíveis com a espécie, com a previsão de um exemplar vivo a cada cinco a sete anos, e assim estabelecer um avanço importante para a pesquisa científica.
Desextinção: projeto de startup pode beneficiar outras espécies
Vale destacar que o investimento obtido pela empresa veio de grandes fontes, incluindo o cineasta Peter Jackson, que é amplamente conhecido por dirigir a trilogia O Senhor dos Anéis e um ávido investidor em inovações científicas.
E o valor generoso foi alcançado principalmente por conta do potencial do projeto, que além de trazer o dodô de volta, pode auxiliar na recuperação de diversas outras espécies que foram extintas por conta da ação humana.
Além de financiar o processo de desextinção em si, o montante também será utilizado na construção de um centro de pesquisa no Texas, dedicado exclusivamente ao estudo genético de aves.
Desta forma, não deve demorar para que a Colossal Biosciences logo possa atuar na reintrodução de animais extintos mais recentemente, restaurando assim o equilíbrio ecológico e revertendo os danos à fauna.




