O psiquiatra Luis Augusto Rohde fez história ao se tornar o primeiro pesquisador brasileiro a receber o prêmio Ruane, reconhecimento internacional da Brain & Behavior Research Foundation (BBRF) dos Estados Unidos, conhecido como o “Oscar da Saúde Mental“.
A premiação ocorreu na última semana, durante o International Awards Dinner em Nova York. O evento destacou a contribuição de Rohde para a psiquiatria infantil e adolescente, uma das quatro categorias do prêmio.
Rohde é notável por seu impacto no estudo do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes. Ele atua como professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordena o Programa de Déficit de Atenção/Hiperatividade no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Sua trajetória está focada na pesquisa e inovação em saúde mental. Internamente e em âmbito global, suas contribuições influenciam práticas e diretrizes médicas.

Influência na percepção de TDAH e autismo
Estudos de Rohde indicam que a prevalência do TDAH não aumentou significativamente globalmente. A maior busca por serviços de saúde reflete, em parte, uma melhor conscientização, identificando o transtorno em meninas e adultos.
Quanto ao autismo, o aumento na identificação de casos é atribuído à ampliação dos critérios diagnósticos, sem um crescimento populacional real nos casos. Com isso, Rohde desmistifica percepções comuns e destaca a importância de diagnósticos criteriosos.
Desinformação nas redes sociais e saúde mental
Rohde alerta contra a desinformação nas redes sociais, especialmente em plataformas como TikTok.
Muitos vídeos populares sobre TDAH têm informações imprecisas, potencialmente levando a diagnósticos equivocados. Ele defende o treinamento de influenciadores em saúde mental para melhorar a qualidade da informação.
A exposição aumentada ao ambiente digital entre jovens com TDAH é frequentemente uma consequência, não uma causa, do transtorno.
Inovações em intervenções para TDAH
Rohde está investigando novas abordagens terapêuticas para TDAH. Projetos incluem o estudo da eficácia de acomodações acadêmicas e o uso de exercícios físicos gamificados.
Sua perspectiva é que a colaboração científica, integrando pesquisadores globais de destaque, fornecerá soluções valiosas para os desafios da saúde mental.




