Embora suas origens sejam alvo de pesquisas frequentes, sabe-se que grande parte das formações do planeta Terra surgiram por conta de grandes desastres, como atividade vulcânica, terremotos e quedas de meteoros.
Inclusive, um estudo recente, publicada na revista Nature Communications, conseguiu finalmente explicar o surgimento da cratera Silverpit, descoberta originalmente em 2002 nas profundezas do Mar do Norte.
Além de afirmar que a cratera teria sido formada pelo impacto de um meteoro de 160 metros de largura que atingiu o fundo do mar há cerca de 43 milhões de anos, a pesquisa ainda revelou que o evento ainda originou um tsunami devastador.
Isso ocorreu porque o impacto ergueu uma cortina de rocha e água de 1,5 km de altura que, ao desabar no mar, acabou forçando o surgimento da onda, que de acordo com os registros, pode ter ultrapassado os 100 metros de altura.
Por conta disso, estima-se que o ambiente marinho da época também foi profundamente afetado, confirmando assim que Silverpit em si não foi a única mudança no planeta causada pela queda do meteoro.
Queda de meteoro encerra debate científico
Os novos dados descobertos pelos especialistas da Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, Escócia, ainda puseram fim a uma longa discussão sobre a verdadeira origem de Silverpit, que foi alvo de diferentes teorias durante anos.
Embora a possibilidade de se tratar de uma cratera de impacto tivesse surgido ainda nos estudos iniciais, teorias alternativas destacavam que fatores como a atividade vulcânica na área também poderiam ter influenciado a formação.
Contudo, a análise das imagens sísmicas da região, somadas à averiguação microscópica de cortes de rochas, conseguiram finalmente comprovar que um meteoro foi o grande responsável pela formação.
Os argumentos foram reforçados pela presença de cristais raros de quartzo e feldspato em amostras de um poço de petróleo nas redondezas, uma vez que tratam-se de minerais típicos de impactos de alta energia.




