A OpenAI, empresa dona do ChatGPT, anunciou que prepara a sua maior reformulação desde que a inteligência artificial foi lançada ao público. A empresa, avaliada em US$ 850 bilhões, quer transformar o ChatGPT em um “superapp” voltado para programação e agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma.
A mudança representa uma “alteração geral” no app. O modelo atual do ChatGPT é focado em conversas diretas com o usuário, mas a companhia agora aposta que o futuro da IA está em sistemas que operam sozinhos, sem precisar de interação constante. Internamente, executivos já defendem que a era do “chat convencional” ficou para trás.
Um dos principais objetivos da mudança é competir com o Google, um dos rivais da OpenAI no setor, que já anunciou o Gemini Spark, agente de IA autônomo.
O que muda no ChatGPT?
As primeiras alterações chegam nas próximas semanas, começando pela interface do site e dos aplicativos. O novo design vai direcionar os usuários para ferramentas de parceiros externos e destacar os recursos de programação da plataforma.
Um dos principais protagonistas dessa nova fase é o “Codex“, plataforma de desenvolvimento de software da OpenAI. A base de usuários do produto cresceu seis vezes desde fevereiro, chegando a 5 milhões de usuários ativos por semana. O salto aconteceu depois que uma versão para desktop foi lançada.
Para liderar a transição, a OpenAI unificou suas equipes de produtos sob o comando de Thibault Sottiaux, executivo que antes chefiava o próprio Codex. Segundo ele, a visão da empresa vai além de uma atualização de interface. O objetivo é criar um sistema em que cada usuário tenha um “agente pessoal” capaz de ajudá-lo em todas as áreas da vida, tanto pessoal quanto profissional.
Foco corporativo
A mudança também tem motivação financeira. Hoje, cerca de 2 milhões de empresas usam os serviços da OpenAI, e o segmento corporativo já responde por 40% da receita total. A meta é elevar essa fatia para 50% até o fim do ano.
A estratégia coloca a empresa em rota de colisão direta com a Anthropic, concorrente que também disputa contratos corporativos de alto valor. Ambas as companhias precisam demonstrar capacidade de gerar lucro antes de abrirem capital na bolsa, com o IPO da OpenAI previsto para ainda este ano.




