Em 2007, uma votação mundial definiu os sete monumentos ou locais históricos que ficariam conhecidos como as maravilhas do mundo moderno, e garantiu duas posições para a América do Sul ao elencar o Cristo Redentor, no Brasil, e o Machu Picchu, no Peru, entre os destaques.
Contudo, para muitas pessoas, a criação de mais uma posição na lista para o continente é necessária, tendo em vista que ele também abriga o belíssimo Parque Nacional Torres del Paine, situado ao sul do Chile.
Fundado no final da década de 1950, o local tem uma área de aproximadamente 242 mil hectares e apresenta um visual estonteante, composto por cadeias montanhosas, lagos, rios, cascatas e glaciares.
Considerado um ótimo destino para acampar, o Parque Nacional Torres del Paine atrai uma grande quantidade de turistas, principalmente na alta temporada, o que fortalece a atividade na região.
Para desfrutar do local, muitos visitantes desembarcam na cidade de Puerto Natales, que foi palco de um grande protesto político em 2011, que é um dos destinos mais próximos da “oitava maravilha do mundo”.
Oitava maravilha do mundo sofre com impactos e desafios
Apesar da visibilidade e do reconhecimento que recebe, o Parque Nacional Torres del Paine ainda não é tratado como uma das maravilhas do mundo, carecendo até mesmo de recursos para assegurar sua preservação.
Vale destacar que incêndios acidentais causados por visitantes já destruíram uma parcela significativa da área do parque, e poucos esforços parecem estar sendo feitos para reverter a situação.
Ainda mais considerando que as receitas de áreas protegidas, como Torres del Paine, não acompanham o crescimento do turismo na região, o que acaba deixando o orçamento disponível para conservação defasado.
Contudo, nos últimos anos, o Chile passou a promover grandes mudanças regulatórias estruturais. Sendo assim, há esperanças de que uma revisão sobre os cuidados da “oitava maravilha do mundo” seja realizada.




