O Brasil deve receber um investimento de R$12 bilhões para produção de hidrogênio verde, com foco no Nordeste; o projeto deve ficar em Areia Branca, no Rio Grande do Norte.
A iniciativa está ligada à instalação de plantas industriais próximas a portos estratégicos e ao uso de fontes renováveis, como energia solar e eólica, para viabilizar a produção em larga escala.
O hidrogênio verde é produzido a partir da eletrólise da água, processo que separa hidrogênio e oxigênio usando energia limpa.
Por isso, ele aparece como alternativa para reduzir emissões em setores de difícil descarbonização, como siderurgia, transporte pesado e indústria química.
Nordeste concentra projetos estratégicos
O Nordeste desponta como principal pólo desse tipo de investimento no país. Estados como Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco já estruturam hubs energéticos voltados à produção e exportação do combustível.
Além disso, a localização próxima à Europa favorece o envio do hidrogênio para mercados que buscam reduzir emissões rapidamente. A União Europeia, por exemplo, tem metas agressivas para substituir combustíveis fósseis nas próximas décadas.
Exportação e indústria
A maior parte da produção prevista deve ser destinada ao mercado externo. Ainda assim, o hidrogênio verde também pode ganhar espaço na indústria nacional, sobretudo em setores que dependem de energia intensiva.
O investimento reforça a posição do Brasil como potencial protagonista na transição energética, com alta disponibilidade de energia renovável, o país aparece como um dos candidatos naturais a liderar esse mercado nos próximos anos.




