Um jequitibá-rosa estimado em 500 anos foi descoberto no Parque Estadual da Pedra Branca, no Rio de Janeiro. Localizada em uma área de difícil acesso, a árvore mede cerca de 40 metros de altura e 7 metros de circunferência.
A descoberta foi realizada por pesquisadores da Fiocruz, e sublinha a importância da preservação na Mata Atlântica, onde muitas espécies enfrentam risco de extinção devido à extração de madeira e à perda de habitat.
O jequitibá-rosa está localizado a 200 metros de altitude, a aproximadamente 1 km no interior do parque. A área restrita, conhecida como Sítio Jequitibá-Rosa, é uma propriedade privada que protege não apenas este exemplar, mas também outros da mesma espécie.
Importância da descoberta
A árvore faz parte do projeto Biota Pedra Branca, que busca valorizar e conservar a biodiversidade da área.

Com base em características como altura e circunferência, biólogos estimaram sua idade comparando-a com outros jequitibás. Este exemplar se destaca como símbolo de resistência.
Os pesquisadores pretendem coletar suas sementes para armazenamento e replantio no horto da Fiocruz Mata Atlântica, criando um plano de conservação que pode restabelecer sua presença em áreas onde a cobertura original do bioma foi reduzida.
Parque Estadual da Pedra Branca
O Parque Estadual da Pedra Branca não é apenas local do maior jequitibá-rosa, mas também abriga a maior floresta urbana do mundo. A proteção dessa área, que está na Zona Oeste do Rio de Janeiro, sustenta um ecossistema rico e diversificado.

O local também desempenha um papel fundamental nos esforços de estudo sobre zoonoses e na criação de estratégias de conservação, integrando ciência e educação ambiental.
A Fiocruz explora a possibilidade de abrir a área ao público para visitas controladas, incentivando pesquisas educativas.




