A cratera de impacto Domo de Araguainha, formada há cerca de 250 milhões de anos por um meteoro, é a maior desse tipo na América do Sul.
Localizada no município mato-grossense de Araguainha, de apenas 997 habitantes, a cratera fica entre os estados de Mato Grosso e Goiás, abrangendo mais cinco cidades: Ponte Branca, Alto Araguaia, Doverlândia, Mineiros e Santa Rita do Araguaia.
Esta cratera não só se destaca por suas dimensões, com um diâmetro de 40 km, mas também por sua relevância geológica, sendo classificada como um dos 100 principais sítios geológicos do mundo pela International Union of Geological Sciences.
Impacto geológico relevante
A descoberta da cratera ocorreu na década de 1970, quando imagens de satélite revelaram sua formação circular, resultado do impacto de um meteoro.

O Domo de Araguainha oferece uma perspectiva única sobre o passado geológico da Terra. Evidências geológicas indicam que o impacto do meteoro foi tão intenso que causou terremotos e tsunamis, afetando a vida em um raio de até 250 km, entre os períodos Permiano e Triássico.
Os estudos revelam que o impacto trouxe à superfície minerais raros, como o zircão, que sofreram deformações devido à pressão e temperatura extremas. A área, com suas características geológicas únicas, representa um verdadeiro tesouro para cientistas e pesquisadores.
Desafios de preservação e potencial turístico
Apesar de sua importância científica, a cratera enfrenta abandono. A vegetação densa, a ausência de sinalização e a presença de detritos de animais mortos mostram a negligência com a área.
Pesquisadores e especialistas sugerem a criação de um parque geológico, o que não apenas preservaria a área, mas também fomentaria o turismo e atividades educativas.
Um projeto em andamento idealiza o Geoparque Astroblema de Araguainha, promovido pelo Serviço Geológico do Brasil. Este projeto visa proteger o local e incentivar o geoturismo, trazendo benefícios acadêmicos e econômicos para a região.




