Desde o começo de julho, agências espaciais de todas as partes do mundo têm monitorado um objeto interestelar que, durante sua trajetória, acabou alcançando o Sistema Solar.
Por se tratar de um fenômeno raro, a passagem do visitante chamou grande atenção. Contudo, como inicialmente, suas características eram pouco conhecidas, ele também acabou provocando alertas e alimentando muitas teorias.
E uma das hipóteses mais alarmantes foi a do astrônomo de Harvard e líder do Galileo Project, que investiga sinais de inteligência extraterrestre, Abraham “Avi” Loeb, que sugeriu que o objeto representava algum tipo de risco à humanidade.
Em seu blog, Loeb destacou que o visitante não possui a cauda típica de poeira e plasma dos cometas e seguiu um trajeto incomum, indicando que poderia ser “um artefato tecnológico com inteligência ativa”.
Mas apesar das especulações do astrônomo, não demorou para que entidades como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) confirmassem que o objeto era, na realidade, o cometa 3I/ATLAS.
Peculiaridades do visitante interestelar
Apesar de ter sido catalogado como o terceiro objeto espacial a cruzar o Sistema Solar, o 3I/ATLAS de fato apresenta algumas peculiaridades que não foram observadas em seus antecessores.
Além de se destacar por seu tamanho (5,6 km de largura), sua velocidade (209 mil km/h) e sua excentricidade orbital, o cometa tem uma espécie de “anticauda” ao invés de uma cauda mais vistosa, conforme observado pelo Telescópio Espacial Hubble.
Apesar disso, especialistas como Tom Statler, que é cientista líder da NASA para pequenos corpos do Sistema Solar, asseguram que o 3I/ATLAS não apresenta riscos, mesmo com suas propriedades incomuns.
3I/ATLAS está quase se aproximando do Sol
Registros recentes da trajetória do 3I/ATLAS indicam que ele está se aproximando de uma passagem próxima a Marte, prevista para outubro, antes de chegar ao seu ponto mais próximo do Sol.
Com a proximidade do Sol, o cometa está recebendo maior radiação solar, e assim liberando gelo, gases e poeira de seu núcleo, possibilitando o desenvolvimento da cauda característica.
De acordo com o que foi divulgado pela NASA e outras agências, o 3I/ATLAS passará a cerca de 210 milhões de quilômetros de distância da Terra, e por isso, não poderá ser observado a olho nu.




