Em 2024, o Brasil registrou um aumento de 8,6% nos divórcios em comparação ao ano anterior, totalizando mais de 400 mil separações. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) observou tendências nas regiões brasileiras.
Enquanto a região Centro-Oeste teve uma redução de 11,8%, a região Norte apresentou um aumento de 9,1% nos divórcios.
Dados demográficos e o aumento dos casamentos civis
Homens se divorciam, em média, aos 44,5 anos, e mulheres, aos 41,6 anos, segundo a pesquisa. Nos Estados, Sudeste e Centro-Oeste destacaram-se com as maiores taxas de casamentos civis, com 6 mil e 6,6 por mil habitantes, respectivamente.
A formalização crescente de novas uniões contrasta com a permanência do relacionamento. Essa realidade indica que os brasileiros continuam buscando novas formulações de laços matrimoniais.
Em 2024, o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo atingiu 12.187, representando um crescimento de 8,8% em relação a 2023.
Análise regional dos divórcios e casamentos
Rondônia e o Distrito Federal apresentaram as taxas mais altas de divórcios em 2024. Por outro lado, os estados do Amapá e Roraima registraram os menores índices.
Os casamentos homoafetivos também apresentaram aumento, principalmente na região Nordeste, enquanto o Norte experimentou uma leve queda neste tipo de união.
Transformações nos relacionamentos desde 2010
Desde 2010, mudanças nos relacionamentos brasileiros foram observadas. O tempo de casamento até o divórcio caiu de aproximadamente 16 anos para 13,8 anos.
Mudanças legais, como a priorização da guarda compartilhada, contribuíram para essa transformação. Hoje, a guarda compartilhada supera a guarda unilateral da mãe, refletindo avanços na legislação e práticas sociais.
O cenário dos divórcios no Brasil em 2024 mostra um aumento nos números gerais e uma aceleração na dissolução dos casamentos.
A disparidade regional nas taxas de divórcio e casamento, juntamente com a crescente formalização das uniões homoafetivas, reflete uma sociedade em evolução.




