A partir de dezembro, o Google passará a implementar uma novidade nos celulares Android: os aparelhos serão vendidos com o “modo ladrão” ativado por padrão, recurso criado para ajudar a reduzir a alta incidência de roubos de smartphones no país.
Desenvolvido pela gigante da tecnologia, o recurso usa inteligência artificial para detectar movimentos bruscos, bloqueando automaticamente o dispositivo.
Sobre o modo ladrão
O “modo ladrão”, oficialmente chamado de “Proteção contra Roubo”, foi introduzido no Brasil em junho de 2024. O país é pioneiro na adoção desta tecnologia.
O recurso é fundamental, considerando que o Brasil ocupa uma posição de destaque global nos índices de roubo de celulares. A detecção de roubo começa a partir do Android 10, com melhorias no Android 16, aumentando a eficiência na proteção contra crimes.
Além de bloquear a tela imediatamente ao identificar um roubo, o sistema permite aos usuários apagar dados remotamente, mesmo que a senha do Google não seja acessível.
Além das funções essenciais, o Android 16 introduziu novas camadas de proteção, incluindo a autenticação biométrica obrigatória para ajustes em locais fora dos “locais de confiança”, impedindo o acesso não autorizado e dificultando a revenda de dispositivos roubados.
Vantagens do modo ladrão na segurança pública
O “modo ladrão” já demonstra impacto positivo na segurança pública, sendo utilizado pela Polícia Militar de São Paulo. Desde sua implementação em junho, o recurso de “Bloqueio Remoto” foi acionado mais de cinco mil vezes, auxiliando vítimas de roubo e furto.
O recurso está disponível para dispositivos com Android 10 ou superior, e há uma expectativa de que mais aparelhos recebam atualizações para compatibilidade com o sistema.
Como ativar o modo ladrão em modelos antigos
Para usuários de modelos anteriores, é necessário ativar manualmente o “modo ladrão”. O procedimento é simples: basta acessar “Configurações”, selecionar “Google” e escolher “Segurança do Dispositivo e Proteção contra Roubo”.
Ao fazer isso, o sistema assegura que, em caso de furto, todas as informações sejam bloqueadas, protegendo os dados pessoais e impedindo o uso contínuo ou a revenda do aparelho por criminosos.




