O Brasil está prestes a fazer história ao se tornar o maior produtor de carne bovina, superando os Estados Unidos pela primeira vez.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país sul-americano deverá produzir 12,35 milhões de toneladas de carne bovina, enquanto os Estados Unidos devem produzir 11,81 milhões de toneladas.
Este marco representa uma transformação na indústria global de carne bovina, que se desenvolve desde a década de 1960 quando o USDA iniciou suas estatísticas.
Avanço do Brasil na produção de carne
Em 2025, o Brasil consolida seu lugar como líder em produção de carne bovina, impulsionado por avanços tecnológicos e aumento do rebanho.
O país conseguiu uma vantagem significativa sobre os EUA, com uma diferença de 530 mil toneladas produzidas a mais.
Desafios dos Estados Unidos
Enquanto o Brasil avança em produtividade com a adoção de tecnologias no manejo do gado, os EUA enfrentam desafios. A produção de carne bovina no país deve registrar queda, com previsão de atingir 11,81 milhões de toneladas.
O declínio é atribuído a uma redução no rebanho bovino devido a secas severas e altos custos de produção. Esses fatores estão forçando ajustes na indústria pecuária estadunidense, como fechamento de plantas de processamento.
Impacto no comércio global
A liderança do Brasil não apenas redefine o cenário da produção de carne bovina, mas também pode influenciar o comércio global deste produto.
Como maior exportador mundial de carne bovina, o Brasil fortalece ainda mais sua competitividade. Este movimento pode levar a mudanças nas rotas de exportação e na estrutura de tarifas globais.
Perspectivas para o Brasil em 2026
O USDA prevê um equilíbrio na produção em 2026, com o Brasil e os EUA projetados para produzir volumes semelhantes, por volta de 11,7 milhões de toneladas.
No Brasil, a expectativa de redução está ligada a um ciclo de retenção de fêmeas para melhoramento genético e recomposição do rebanho, enquanto os EUA devem incrementar ligeiramente a produção.




