Localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, a lagoa Rodrigo de Freitas é amplamente conhecida como um verdadeiro cartão postal da cidade, e é tombada como patrimônio cultural brasileiro.
No entanto, o local foi recentemente palco de uma descoberta ao mesmo tempo surpreendente e preocupante, feita pelo biólogo Mário Moscatelli durante um trabalho de monitoramento realizado nesta segunda-feira (10).
Isso porque o profissional encontrou um saco de açúcar datado de fevereiro de 1995 na famosa lagoa, que por sua vez, já estava até mesmo servindo de abrigo para seres marinhos.
Em entrevista à TV Globo, Moscatelli revelou que criaturas como mexilhões, cracas e algas já estavam se proliferando ativamente sobre o material plástico, dando origem a todo um ecossistema.
Por conta do achado, o biólogo ressaltou a importância do descarte correto do lixo, apontando a durabilidade do plástico na natureza e os impactos negativos que ele causa aos ambientes aquáticos.
Biólogo ressalta necessidade de ação conjunta para preservar lagoa
Ainda durante a entrevista, Moscatelli ressaltou que a preservação de ambientes, como a lagoa Rodrigo de Freitas, não depende apenas de autoridades, mas também da população.
“Além de exigir das autoridades, os compromissos ambientais, se preocupar com a questão da Cop 30, precisamos que as pessoas assumam o mínimo de responsabilidade. E esse mínimo é o descarte adequado, na lixeira”, disse o biólogo (via g1).
Achado revela estado de degradação da lagoa
Mesmo tratando-se de um ponto turístico extremamente popular que, nos últimos anos, vem passado por um processo de reparação, o plástico trigenário encontrado na lagoa serve como um reflexo dos maus-tratos sofridos por anos.
Atualmente, 13 estações elevatórias operam na lagoa Rodrigo de Freitas, desviando milhões de litros de dejetos por dia para tratamento. E de acordo com especialistas, a estrutura tem sido essencial para conter a poluição no local.




