Um estudo canadense, apresentado no Congresso da Sociedade Respiratória Europeia, em Amsterdã, indicou que a exposição ao alérgeno Can f1, presente na pele e saliva dos cães, pode reduzir em até 48% o risco de crianças desenvolverem asma, além de melhorar a função pulmonar.
O estudo envolveu 1.050 crianças, reavaliando o papel dos cães na saúde respiratória das crianças.
Contrariando a percepção comum de que pets representam risco à saúde infantil, o contato com cães tem mostrado ser um aliado na prevenção de problemas respiratórios, especialmente para crianças geneticamente predispostas a esses problemas. O estudo destaca que bebês em lares com cães apresentam melhor função respiratória.
Fortalecendo o sistema imunológico
Além dos benefícios respiratórios, uma pesquisa da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, publicada na revista Plos One, revelou que crianças que convivem com animais de estimação tendem a desenvolver uma microbiota intestinal mais rica e diversa.
Essa diversidade é associada a um sistema imunológico mais robusto e a menores riscos de alergias.
Diferença entre cães e gatos
Por que os cães oferecem benefícios que os gatos não parecem proporcionar na mesma medida? A resposta pode estar na diferença dos alérgenos.
O Can f1 dos cães está associado a melhorias na saúde respiratória, enquanto o Fel d1 dos gatos é mais propenso a desencadear reações alérgicas.
Imunidade e bem-estar emocional
O contato com cães não se limita apenas à saúde física. Eles ajudam no desenvolvimento emocional das crianças, promovendo empatia e responsabilidade.
Isso cria um ambiente onde as crianças podem aprender a manejar suas emoções e interagir de forma positiva com o mundo ao seu redor.
As famílias têm um caminho a seguir ao adotar um animal, com a expectativa de melhorias tanto na saúde física quanto emocional das crianças.




