Thaddeus, um bebê nascido em Ohio, nos Estados Unidos, tornou-se um marco na área da reprodução assistida. Seu embrião, congelado desde 1994 (30 anos), tornou-se o mais antigo a resultar em um nascimento bem-sucedido, marcando um recorde na história da fertilização in vitro.
O embrião foi adotado pelo casal norte-americano Lindsey e Tim Pierce, que enfrentava dificuldades para engravidar.
Bebê nasce de embrião após 30 anos
A prática de adoção de embriões, utilizada pelo casal, é uma solução para muitos que buscam aumentar ou começar a construir suas famílias.

Como tudo começou?
A jornada de Thaddeus começou nos anos 90, quando Linda Archerd, residente do estado do Oregon, optou pela fertilização in vitro. Um dos embriões gerados tornou-se uma filha, enquanto os outros foram preservados em nitrogênio líquido.
Após seu divórcio, Linda decidiu doar esses embriões para adoção, permitindo que famílias como a de Lindsey e Tim pudessem usufruir da experiência de criar um filho.
Nos anos 90, o congelamento lento era o processo padrão, muitas vezes resultando em cristais de gelo que comprometiam os embriões. Hoje, a vitrificação garante resultados mais seguros, mesmo para embriões que passaram décadas congelados.
O processo de adoção de embriões
O nascimento de Thaddeus não apenas quebra recordes, mas também levanta discussões sobre as práticas éticas na medicina reprodutiva.
Nos EUA, embriões são frequentemente produzidos em excesso durante ciclos de FIV, resultando em milhões de vidas potenciais, cujo destino permanece incerto. A adoção de embriões surge como uma alternativa para muitas famílias e embriões disponíveis.
Agências facilitam esse processo, garantindo que doadores e receptores concordem com as condições de adoção, como crenças religiosas e localização. No caso de Thaddeus, sua família adotiva foi cuidadosamente selecionada para atender aos critérios estabelecidos por Linda.




