A Ferrari revelou a Luce, o primeiro carro 100% elétrico da sua história. O modelo tem 1.050 cavalos de potência combinada e acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
A bateria do carro, porém, foi projetada com uma característica pouco comum no mercado: durabilidade praticamente ilimitada. A Ferrari projetou o chassi e o compartimento da bateria para serem permanentes.
Os módulos internos, podem ser substituídos individualmente ao longo dos anos. Mesmo que as células atuais saiam de linha dentro de duas décadas, o carro pode receber qualquer tecnologia futura sem precisar trocar a estrutura inteira.
Os 15 módulos da bateria ficam dispostos numa grade dentro da estrutura do carro, e não fixos de forma permanente, como costuma acontecer em outros fabricantes de elétricos.
O que está dentro da bateria
O conjunto soma 122 kWh de capacidade, distribuídos em aproximadamente 210 células fornecidas pela sul-coreana SK On. A montagem acontece em Maranello, fábrica onde a Ferrari produz os componentes elétricos do carro.
A arquitetura de 800 volts permite recarga ultrarrápida de até 350 kW. Nesse ritmo, o carro recupera 70 kWh em cerca de 20 minutos, desde que esteja conectado a uma estação compatível.
A bateria também foi integrada ao assoalho do veículo, essa configuração contribui para a rigidez estrutural e baixa o centro de gravidade em quase 95 milímetros em relação ao Purosangue, o SUV da marca.
Segundo a Ferrari, isso cria sensação de um carro 400 quilos mais leve, mesmo a Luce pesando cerca de 2,2 toneladas.
Garantia de oito anos
A Ferrari está oferecendo garantia de oito anos para todo o conjunto elétrico, incluindo a bateria, sem limite de quilometragem rodada.
A montadora também estuda soluções financeiras específicas para sustentar o valor de revenda do modelo.
O Ferrari Luce chega ao mercado a partir de 550 mil euros, cerca de 40% mais caro que o Purosangue. As entregas estão previstas para o quarto trimestre de 2026.




