Um avião da Saudia Airlines colidiu com uma formação densa de pássaros na decolagem do Aeroporto de Argel, na Argélia, no último domingo (26). A aeronave, um Boeing 777-300ER com matrícula HZ-AK31, seguia para Jidá, na Arábia Saudita.
Apesar dos danos causados ao nariz e à fuselagem, a aeronave completou a viagem e pousou em segurança, sem feridos entre os passageiros e tripulantes.
Incidente no céu de Argel
Durante a decolagem, o Boeing 777 da Saudia Airlines atingiu uma “nuvem” de pássaros, resultando em danos superficiais ao nariz e manchas de sangue pela fuselagem.
As imagens registradas no aeroporto saudita após o pouso evidenciaram o estado do avião, porém o funcionamento da aeronave não foi comprometido. A eficiência das medidas e treinamento dos pilotos permitiu que o voo continuasse sem maiores problemas.
Os riscos dos “bird strikes”
Colisões com pássaros, conhecidas como “bird strikes“, são uma ameaça constante para a aviação, especialmente em fases críticas do voo como decolagens e pousos.
A Organização de Aviação Civil Internacional destaca que esses eventos ocorrem com frequência durante as operações em baixas altitudes, onde a concentração de aves é maior. Aeronaves modernas, no entanto, são projetadas para suportar tais impactos.
Desde 1988, colisões com aves resultaram em perdas materiais, mas a maioria dos casos não causa consequências graves, graças à resistência estrutural das aeronaves e aos protocolos de emergência. No Brasil, cerca de 3.400 colisões foram relatadas nos últimos dois anos.
Medidas preventivas e ação rápida
Para evitar colisões com pássaros, os aeroportos adotam técnicas como o uso de sons de explosão controlados e falcoaria, estratégias que ajudam a afastar aves das áreas críticas.
Um sistema de comunicação eficaz entre as torres de controle e os pilotos é essencial para prevenir riscos e tomar medidas preventivas. No caso do Boeing 777, a experiência da tripulação e a estrutura da aeronave foram decisivas para manter a segurança do voo.
Incidentes semelhantes reforçam atenção
Eventos semelhantes não são incomuns. Recentemente, voos da GOL, Latam e Azul precisaram retornar aos seus aeroportos de origem após encontrarem pássaros durante o trajeto.
Em fevereiro, um voo da GOL retornou a Brasília após um choque com um pássaro. Episódios como esses reforçam a necessidade de medidas e treinamentos constantes para garantir segurança.
A navegação segura exemplificada pelo voo da Saudia Airlines demonstra como a preparação e o equipamento certo podem transformar um imprevisto potencialmente perigoso em um incidente controlado, sem riscos para os ocupantes.
Após o incidente, a aeronave foi inspecionada e está programada para retornar às atividades normais após a manutenção necessária.




