A Aeronáutica brasileira passou a usar gaviões como parte das ações de controle de fauna para reduzir o risco de colisões entre aves e aeronaves.
A técnica, conhecida como falcoaria, utiliza aves de rapina treinadas para afastar espécies que representam risco em áreas de operação aérea.
A iniciativa aparece em um contexto de atenção permanente com o chamado risco de fauna. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), mantém sistema próprio para registrar colisões, quase colisões e avistamentos de animais em aeródromos.
Como funciona a técnica
No controle de fauna, os gaviões atuam como predadores naturais. Com isso, outras aves tendem a evitar a área, o que reduz a concentração de animais perto de pistas, hangares e áreas de aproximação.
O manual de gerenciamento de risco de fauna do Comando da Aeronáutica afirma que a falcoaria é usada na aviação desde os anos 1970 e pode ter boa eficiência sobre espécies que reagem ao instinto de predador.
No entanto, o documento orienta que a técnica integre um conjunto maior de medidas e tenha análise cuidadosa de custo-benefício.
Por que isso importa
Colisões com aves podem causar danos a motores, para-brisas, nariz da aeronave, asas e trem de pouso. Além disso, o risco aumenta em locais com lixo, água parada, vegetação descontrolada e presença de animais que atraem aves maiores.
O próprio CENIPA lista diversas espécies nos registros de risco de fauna, inclusive gaviões, urubus, garças, pombos, quero-queros e outras aves comuns em áreas próximas a aeródromos.
Medida não atua sozinha
A falcoaria não substitui limpeza, manejo ambiental e monitoramento constante. Por isso, aeroportos e unidades militares precisam controlar focos de alimento, abrigo e água.
Assim, os gaviões entram como ferramenta complementar de segurança. A proposta é reduzir a presença de aves em pontos críticos e, dessa forma, diminuir a chance de incidentes durante pousos, decolagens e deslocamentos no solo.





