Apesar de terem sido lançados há alguns anos, os aplicativos de relacionamento Tea e TeaOnHer voltaram a se popularizar no começo deste ano, principalmente por conta do modo como funcionam.
Basicamente, ambos são uma espécie de “plataforma de avaliações”, nas quais mulheres e homens, respectivamente, compartilham suas experiências com pessoas com quem já se relacionaram.
Mesmo tendo viralizado, não demorou para que os apps logo se tornassem alvo de polêmicas, levantando questionamentos sobre privacidade e ética. Por isso, nesta terça-feira (21), a Apple decidiu colocar uma medida radical em prática.
A empresa removeu o Tea e o TeaOnHer da App Store, alegando que os dois serviços já acumulavam um grande número de reclamações e avaliações negativas. Além disso, em comunicado, a Apple ainda afirmou que ambos violaram as seguintes diretrizes (via Tecmundo):
- Regra 1.2: apps que hospedam conteúdo gerado por usuários precisam incluir botões de bloqueio e denúncia, além de adotar medidas eficazes para identificar e remover conteúdos impróprios;
- Regra 5.1.2: impede que dados pessoais sejam usados ou compartilhados sem a autorização prévia e explícita do usuário;
- Regra 5.6: estabelece que aplicativos com muitas denúncias e avaliações negativas podem ser removidos caso contrariem o Código de Conduta de Desenvolvedores.
Problemas do Tea e TeaOnHer: as polêmicas do serviço removido pela Apple
Conforme mencionado anteriormente, tanto no Tea quanto no TeaOnHer, usuários poderiam divulgar e avaliar experiências que tiveram em encontros com outras pessoas, com a justificativa de aumentar a segurança para relacionamentos online.
Entretanto, com o tempo, questões como difamações e exposições indevidas começaram a se tornar um grande problema em ambas as plataformas, deturpando totalmente o sentido original.
Em julho, os aplicativos ainda se tornaram alvo de um ataque hacker, que resultou no vazamento de dados de milhares de usuários, que passaram a questionar a segurança das plataformas.
Mesmo diante dos acontecimentos, a Apple foi a única empresa a adotar uma posição mais rígida, uma vez que ambos os aplicativos continuam disponíveis na Play Store.




