Cuba afirmou que ficou sem reservas de diesel e de óleo combustível em meio a uma crise energética agravada por restrições dos Estados Unidos.
O ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, disse que o país não dispõe desses combustíveis, enquanto a ilha enfrenta apagões prolongados e pressão crescente sobre os serviços públicos.
Rede elétrica em situação crítica
Segundo a Reuters, o ministro afirmou que Cuba não tem diesel nem óleo combustível e que o sistema elétrico opera em condição crítica.
A falta desses insumos afeta a geração de energia, o transporte, a distribuição de mercadorias e o funcionamento de atividades básicas.
A crise ocorre em um país que depende de importações para suprir parte relevante do consumo energético. Cuba produz petróleo, mas a produção local não cobre toda a demanda. Por isso, a redução de entregas externas atinge diretamente usinas, reservatórios e postos.
Bloqueio e fornecedores
O governo cubano atribui o agravamento da crise ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos sobre o fornecimento de combustíveis.
De acordo com a cobertura internacional, autoridades cubanas afirmam que sanções e ameaças a fornecedores dificultaram a chegada de carregamentos de países que antes vendiam ou enviavam petróleo à ilha.
Além disso, a alta internacional do petróleo ampliou a dificuldade de reposição. A combinação entre restrições externas, baixa disponibilidade de divisas e fragilidade da infraestrutura energética reduziu a capacidade de resposta do governo.
Impacto na população
A falta de combustível já aparece na rotina dos cubanos. Moradores relatam longos apagões, perda de alimentos, paralisação de serviços e dificuldade de transporte.
Em Havana, protestos ocorreram em bairros afetados por cortes de energia de várias horas.
O governo tenta buscar novos fornecedores, mas a recuperação depende de negociações externas e chegada de carregamentos. Enquanto isso, a população convive com racionamento e instabilidade no fornecimento de energia.
Crise sem solução imediata
A situação não significa apenas falta de combustível nos postos. O problema atinge a estrutura energética do país, especialmente a geração elétrica e o abastecimento de setores essenciais.
Assim, Cuba entra em uma fase de forte restrição, sem reservas suficientes para normalizar rapidamente a oferta. A prioridade das autoridades deve ser garantir combustível para serviços básicos e reduzir o impacto dos apagões.





