O presidente norte-americano Donald Trump declarou, durante um evento na Casa Branca realizado nesta semana, que poderia ter Cuba como alvo de uma tomada militar, afirmando que teria uma “grande honra” de tomar o país sul-americano. A fala vem após o presidente americano atacar a Venezuela e enquanto os EUA seguem em uma guerra no Irã.
De acordo com Trump, a “libertação” de Cuba daria ao governo americano poder irrestrito sobre o país, mas ele não entrou em detalhes sobre o que faria.
A fala gerou preocupação nos bastidores da política do continente americano, especialmente entre as autoridades da América Latina, considerando que em janeiro deste ano os EUA realizaram a operação “Absolute Resolve”, que foi um ataque na Venezuela e culminou com a captura de Nicolás Maduro, presidente venezuelano.
Pressão econômica
Apesar de aludir a um possível ataque militar a Cuba, os Estados Unidos já estão pressionando o país latino de outras formas, como o corte de petróleo venezuelano destinado à ilha desde fevereiro, o que causou apagões recentes nas cidades cubanas. Além disso, Washington também impõe sanções econômicas a Cuba desde 1960.
Além das medidas para pressionar Cuba, Trump também assinou uma ordem executiva declarando “emergência nacional” com base em uma suposta ameaça atribuída a Cuba. O documento menciona acusações de alinhamento cubano com países hostis, referências a grupos como Hamas e Hezbollah, além de presença militar e de inteligência de Rússia e China na ilha.
E além das medidas, Trump também tem continuamente feito ameaças ao país sul-americano. Antes da declaração nesta semana, o presidente norte-americano também ameaçou Cuba e falou sobre a possibilidade de tomar o controle do país de forma “amigável” ou não, durante evento na Casa Branca na semana passada.
Apesar das ameaças, Trump reforçou que qualquer ação contra Cuba só será planejada e/ou executada após o fim da guerra contra o Irã.





