O vírus Oropouche, uma arbovirose transmitida por insetos conhecidos como maruins, já ultrapassou 5,5 milhões de infecções no Brasil, segundo estudo publicado na revista Nature Medicine.
A pesquisa também aponta que, desde a década de 1960, cerca de 9,4 milhões de pessoas foram infectadas na América Latina e no Caribe.
A alta incidência no país, com destaque para a crescente circulação em Manaus (AM), tem acendido alertas na área da saúde pública.
Fatores contribuintes para o avanço
De acordo com o relatório, o avanço da doença está associado a fatores ambientais e à adaptação dos vetores. No estado do Amazonas, a proporção de pessoas com anticorpos contra o vírus aumentou, indicando uma circulação intensa.
O desmatamento na Amazônia tem papel relevante nesse processo. A alteração dos habitats naturais força os insetos transmissores a se adaptarem a áreas urbanas e periurbanas, ampliando o alcance da doença.
Ambientes úmidos e ricos em matéria orgânica favorecem a reprodução dos vetores, intensificando a circulação do vírus. Além disso, períodos de chuvas intensas aumentam a disponibilidade de locais propícios para a reprodução dos insetos, o que costuma coincidir com o aumento no número de casos.




