Um estudo feito pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), identificou, até fevereiro, cerca de 17,7 mil áreas classificadas como de risco alto ou muito alto em 1.803 municípios brasileiros.
De acordo com o levantamento, mais de 4,6 milhões de pessoas vivem nessas áreas, que podem sofrer impactos de fenômenos naturais como inundações, erosões e movimentos de massa.
Entre os registros, aproximadamente 5,5 mil áreas foram classificadas como de risco muito alto e 12,1 mil como risco alto.
Os deslizamentos de terra aparecem como a principal ameaça, com cerca de 8,8 mil áreas identificadas, seguidos por 5,7 mil locais suscetíveis a enchentes.
Estados com maior número de áreas vulneráveis
O levantamento mostra que alguns estados concentram maior quantidade de zonas de risco. Entre os locais com maior número de áreas identificadas estão:
- Minas Gerais: cerca de 3,6 mil áreas;
- Santa Catarina: aproximadamente 3 mil;
- Rio Grande do Sul: cerca de 2,4 mil;
- Espírito Santo: aproximadamente 1,2 mil áreas de risco;
- Pará: cerca de 1,1 mil áreas;
- Pernambuco: apresenta 928 áreas de riscos;
- São Paulo: cerca de 904 áreas;
- Bahia: cerca de 846 áreas de risco.
Outros estados com números expressivos incluem Amazonas, Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro, segundo o levantamento.
Ferramenta para prevenir desastres
Segundo o SGB, o mapeamento tem como objetivo auxiliar governos e defesas civis no planejamento urbano e na prevenção de desastres.
Com os dados, gestores públicos podem priorizar obras de contenção, planejar a ocupação do solo e adotar medidas de mitigação para reduzir riscos à população.
Além da cartografia de áreas de risco, o órgão também desenvolve estudos de suscetibilidade a deslizamentos e inundações e mantém sistemas de alerta hidrológico que monitoram rios e ajudam a antecipar enchentes, beneficiando mais de 10 milhões de pessoas em diferentes regiões do país.
Especialistas apontam que o avanço da urbanização em áreas vulneráveis, aliado à intensificação de eventos climáticos extremos, reforça a necessidade de planejamento urbano e políticas públicas voltadas à prevenção de desastres naturais no Brasil.





