Uma fruta que aparece diariamente em mesas e lanches ao redor do mundo pode enfrentar um futuro incerto.
Pesquisadores alertam que a banana do tipo cavendish, conhecida no Brasil como nanica ou caturra, responsável por quase todo o comércio internacional da fruta, corre risco devido ao avanço de doenças que afetam as plantações.
Atualmente, essa variedade representa cerca de 99% das bananas exportadas no mundo, apesar de existirem mais de mil tipos diferentes da fruta.
Sua popularidade está ligada a características que facilitaram a produção em larga escala, como resistência ao transporte, baixo custo e sabor padronizado.
No entanto, essas mesmas características também tornaram a cavendish vulnerável. As plantações são formadas por plantas geneticamente idênticas, reproduzidas por clonagem, o que reduz a diversidade genética e aumenta o risco diante de doenças.
Doença ameaça plantações
A principal ameaça é uma variante da chamada doença do Panamá, provocada por um fungo que ataca as raízes das bananeiras e pode permanecer no solo por décadas. Quando infectada, a planta acaba morrendo e o terreno pode ficar inutilizável para o cultivo da fruta por muitos anos.
Esse cenário já ocorreu anteriormente. Até a década de 1950, a variedade mais consumida era a banana Gros Michel, conhecida pelo sabor mais intenso.
Ela praticamente desapareceu das grandes plantações após ser devastada pela mesma doença, levando os produtores a substituir a cultura pela cavendish.
Cientistas buscam soluções
Diante do risco de uma nova crise global da banana, pesquisadores e empresas agrícolas buscam alternativas. Entre as estratégias estão o desenvolvimento de novas variedades resistentes a doenças, técnicas de melhoramento genético e maior diversidade no cultivo.
Especialistas afirmam que a banana não deve desaparecer completamente, já que existem centenas de variedades ao redor do mundo.
No entanto, caso a cavendish seja afetada significativamente, o sabor, o preço e o tipo de banana disponível nos mercados podem mudar nas próximas décadas.





