Há pouco mais de um mês, o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, coordenou uma ação para prender o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro sob acusação de crimes como tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
A captura gerou manifestações ao redor de todo o mundo, tanto apoiando quanto condenando a operação. E embora o presidente argentino, Javier Milei, tenha celebrado o ocorrido, autoridades de seu país natal acreditam que Maduro precisa voltar para a América do Sul.
Isso porque, de acordo com o portal AFP, a Justiça da Argentina solicitou aos Estados Unidos, nesta quarta-feira (4), a extradição do presidente deposto, para que ele responda por acusações de crimes contra a humanidade.
A decisão se baseou principalmente em denúncias, apresentadas pela Fundação de George e Amal Clooney (CFJ, em inglês) e pelo Foro Argentino para a Defesa da Democracia (FADD), que alertaram sobre a existência de supostas ações de Maduro contra parte da população civil.
Vale lembrar que a Justiça argentina havia solicitado a captura internacional do ex-presidente venezuelano ainda em 2024. Agora, as autoridades aguardam para saber se haverá a possibilidade de interrogá-lo pelas acusações citadas.
Marcha na capital da Venezuela pede a libertação de Maduro
Enquanto a Argentina espera que Maduro retorne para responder por novas acusações, milhares de pessoas se reuniram em Caracas, a capital da Venezuela, para pedir a libertação do ex-presidente.
Chamada de “A Grande Marcha”, a mobilização ocorreu nesta terça-feira (3) e foi organizada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela. Na ocasião, apoiadores de Maduro se reuniram com membros da milícia bolivariana para protestar.
O ex-presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, permanecem detidos em uma prisão federal dos Estados Unidos. E de acordo com o portal g1, uma nova audiência deve ocorrer no dia 17 de março em Nova York.




