Uma nuvem de rolo com aparência semelhante à de um tsunami chamou a atenção de banhistas na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo.
O registro foi feito por volta das 12h30 de sábado, 2 de maio, e viralizou nas redes sociais pelo formato da formação, que lembrava uma grande onda avançando sobre a praia.
Apesar do susto visual, o fenômeno observado era meteorológico. Ou seja, tratava-se de uma nuvem, e não de um tsunami ou de qualquer alteração anormal no mar.
Fenômeno era uma nuvem, não um tsunami
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, a nuvem de rolo é uma formação baixa, horizontal e em formato de tubo, associada à frente de rajada de uma tempestade ou, em alguns casos, à passagem de uma frente fria.
A comparação com um tsunami ocorreu apenas por causa do formato da nuvem, que se estendia de maneira horizontal e dava a impressão de uma parede avançando em direção à faixa de areia. No entanto, tsunamis são ondas oceânicas provocadas, em geral, por grandes deslocamentos no fundo do mar, como terremotos submarinos.
O que aconteceu
No caso registrado em Bertioga, o que se formou foi uma nuvem no céu. O mar não apresentou uma onda gigante, e as imagens mostram uma formação atmosférica avançando sobre a região.
O Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido, explica que nuvens do tipo arcus podem se formar quando uma corrente de ar frio desce de uma nuvem de tempestade e se espalha próximo ao solo, empurrando o ar quente e úmido para cima. Com a subida, o vapor de água se condensa e forma a nuvem.
Quando há diferença na direção ou na velocidade dos ventos, a formação pode adquirir esse aspecto de rolo.
Formação pode indicar mudança no tempo
Embora não seja um tsunami, a nuvem de rolo pode estar associada à chegada de instabilidade, chuva, ventos fortes e trovoadas, dependendo das condições atmosféricas.
Por isso, especialistas recomendam atenção quando esse tipo de formação aparece próximo a áreas de praia ou locais abertos.
A orientação em caso de mudança brusca no tempo é deixar o mar, evitar permanecer em áreas descampadas e acompanhar avisos da Defesa Civil e de órgãos meteorológicos oficiais.





