Com o sucesso da missão Artemis II, da NASA, cientistas de diversos países se animaram com o avanço da tecnologia de viagem espacial e com o que isso pode trazer à sociedade. O Brasil foi um dos países que se interessaram pelo projeto e é signatário do projeto Artemis, dos EUA, que tem o objetivo de fazer um pouso na Lua até 2028.
No caso, o Brasil coopera em dois projetos diretamente relacionados ao esforço internacional de colocar pessoas no solo lunar. O primeiro deles é o Space Farming Brazil, encabeçado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Esse projeto tem o objetivo de garantir suprimentos alimentícios para os astronautas.
O segundo projeto é utilizar missões futuras da Artemis para levar um satélite brasileiro até a Lua. O objetivo disso é investir nos estudos brasileiros sobre o nosso satélite natural.
O que é o Space Farming Brazil?
De autoria da Embrapa, esse projeto estuda a viabilização alimentícia no espaço. No caso, fora da atmosfera terrestre, alimentos sofrem efeitos adversos que podem impactar sua habilidade de alimentar pessoas.
O principal objetivo do Space Farming Brasil é desenvolver a chamada “agricultura espacial“. Que é, na prática, criar sistemas sustentáveis e tecnologias para o cultivo de plantas em ambientes extraterrestres como na Lua, com foco simultâneo em aplicações práticas no planeta Terra.
Atualmente, o projeto visa enviar sementes para a Lua junto aos astronautas em suas futuras missões para estudar os efeitos da viagem espacial nelas. Em 2025, a Emprapa chegou a enviar mudas de batata-doce e grão-de-bico para o espaço. As mudas estavam a bordo da Blue Origin, empresa do bilionário Jeff Bezos. Ao voltarem à Terra, as mudas começaram a ser analisadas.
Apesar do início com batata-doce e grão-de-bico, que foram selecionadas por sua adaptabilidade e valor nutritivo, o projeto também irá estudar outras culturas.
Acordo Artemis com a NASA: O que queremos com um satélite na Lua?
O segundo projeto do Brasil como signatário do acordo Artemis é melhorar os estudos espaciais ao enviar um satélite nacional para a Lua. O equipamento já foi desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e pesa menos de 30 kg.
De acordo com Marco Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o satélite vai “pegar carona” em uma missão futura da Artemis, da NASA, e irá colaborar com a exploração espacial.
Inicialmente, o interesse é que o satélite ajude os cientistas brasileiros a estudar melhor a Lua com dados obtidos pelo satélite. No entanto, é esperado que o equipamento também ajude nos estudos sobre o planeta Marte, o “vizinho” mais próximo da Terra no sistema solar.




