Um novo estudo publicado no British Journal of Nutrition trouxe um alerta sobre o consumo excessivo de carne vermelha: pessoas que ingerem grandes quantidades desse alimento têm até 49% mais chances de desenvolver diabetes em comparação com quem consome pouco.
A pesquisa analisou os dados de quase 35 mil participantes americanos, com idade média de 46 anos. Os voluntários foram recrutados da National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), uma base de dados representativa da população adulta dos Estados Unidos que reúne informações sobre dieta, histórico médico e comportamentos de saúde.
Como o estudo foi feito
Os pesquisadores cruzaram os dados alimentares dos participantes com entrevistas sobre o que comiam e com registros de diagnóstico de diabetes. O resultado mostrou que quem tinha o maior consumo geral de carne vermelha apresentou 49% mais chances de ter a doença.
O estudo ainda separou o risco por tipo de carne. Quem consumia mais carne vermelha processada, como embutidos e frios, tinha 47% mais risco. Já quem consumia mais carne vermelha não processada, como bife e frango vermelho, registrou 24% mais risco. A diferença mostra que o nível de processamento importa.
O que dizem os especialistas
A endocrinologista Komal Patil-Sisodia, certificada pela American Board of Obesity Medicine, destacou que entre 60% e 70% dos americanos consomem carne vermelha regularmente, de duas a quatro vezes por semana. Segundo ela, cada porção diária adicional de carne vermelha eleva o risco de diabetes entre 10% e 16%.
Judy Simon, nutricionista clínica do UW Medical Center, apontou o achado mais animador do estudo: substituir uma porção diária de carne vermelha por uma proteína vegetal, como sementes, castanhas ou leguminosas, reduz o risco de diabetes entre 9% e 14%. Trocar por frango, laticínios ou grãos integrais também diminui o risco entre 11% e 12%.
O que fazer com a dieta
De acordo com os especialistas, não é necessário abandonar completamente a carne vermelha para colher os benefícios. A recomendação é começar com mudanças pequenas e sustentáveis como reduzir a frequência semanal, preferir cortes não processados e ir gradualmente substituindo por proteína vegetal.





