Com o intuito de reduzir os impactos causados pelos combustíveis fósseis ao meio ambiente, países de todo o mundo passaram a investir em alternativas limpas, acelerando assim o processo de descarbonização.
E vale destacar que o Brasil não está distante deste objetivo, uma vez que o país tem apresentado avanços significativos na eletrificação de frotas e no uso biocombustíveis, o que resulta em previsões positivas.
Inclusive, de acordo com um levantamento da LCA Consultores, encomendado pelo Instituto MBCBrasil, estima-se que dentro de duas décadas, o Brasil pode se tornar referência mundial no assunto dentro de duas décadas.
Intitulado “Iniciativas e Desafios Estruturantes para Impulsionar a Mobilidade de Baixo Carbono no Brasil até 2040”, o estudo aponta que o segredo do sucesso brasileiro está na união entre a cadeia de biocombustíveis consolidada e o avanço das tecnologias de propulsão elétrica e bioelétrica.
Além disso, o relatório ainda prevê um crescimento expressivo no número de veículos elétricos em circulação, impulsionado principalmente pela popularização dos modelos híbridos e híbrido-flex.
Biocombustível é visto como diferencial
Graças a evolução do setor sucroenergético, o estudo reforça que o etanol deve ampliar sua demanda em até 2,4 vezes até 2040. Já o biometano deve se tornar uma alternativa competitiva frente a combustíveis como o diesel e o GNL.
Levando em conta sua ampla disponibilidade e domínio tecnológico nacional, fica claro que o biocombustível se destaca como um dos principais agentes da descarbonização para o Brasil.
Eletrificação não perderá espaço
É importante ressaltar que, mesmo com a popularidade do biocombustível, o relatório ainda aponta que os veículos elétricos também ocuparão um espaço importante no futuro do Brasil, aumentando seu volume em até 44 veze até 2040.
Entretanto, tal resultado dependerá de um investimento ainda maior em infraestrutura, tendo em vista que será necessário construir mais de 800 mil estações públicas de recarga até o período estimado.
Com isso, o estudo também ressaltou que as decisões políticas continuam exercendo papel determinante para que o Brasil avance e consolide sua posição de destaque no cenário global da energia verde.




