Paris Jackson venceu uma etapa da disputa judicial contra os executores do espólio de Michael Jackson, em Los Angeles, nos Estados Unidos, após questionar pagamentos extras feitos a escritórios de advocacia em 2018.
A decisão, divulgada em 13 de maio de 2026, determinou que US$625 mil em bônus, cerca de R$3,2 milhões, sejam devolvidos ao patrimônio do cantor.
O que a Justiça decidiu
De acordo com documentos judiciais obtidos pela revista People, o juiz entendeu que os pagamentos feitos pelos executores John Branca e John McClain a escritórios terceirizados não deveriam ser aprovados.
Com isso, os valores foram desautorizados e devem retornar ao espólio de Michael Jackson.
A decisão também permite que Paris peça reembolso de honorários e custos legais, já que sua contestação beneficiou o patrimônio familiar. Ela é uma das beneficiárias do espólio, ao lado dos irmãos Prince e Bigi Jackson.
Disputa por transparência
Paris questiona há meses a forma como os administradores conduzem as finanças deixadas pelo pai. Segundo a People, a filha do cantor acusa os executores de falta de transparência e de uso abusivo de suas funções, alegações negadas pela defesa do espólio.
Os advogados dos administradores afirmaram que respeitam a decisão, mas discordam do entendimento. Também disseram que o tribunal não apontou pagamento indevido aos próprios executores e que os bônus discutidos foram destinados a terceiros.
Patrimônio segue em disputa
Michael Jackson morreu em 2009, e seu patrimônio passou por reorganização financeira desde então. Os executores afirmam que transformaram uma situação de dívidas em um ativo de alto valor comercial.
A vitória de Paris não encerra todas as disputas sobre a gestão do espólio. Ainda assim, a decisão reforça a necessidade de controle judicial sobre pagamentos feitos com recursos do patrimônio do artista e pode influenciar novas etapas do processo.




