Cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, identificaram uma nova espécie de anaconda, chamada anaconda verde do norte (Eunectes akayima), durante uma expedição ao território Waorani, na Amazônia equatoriana, em 2022.
Essa descoberta representa um marco significativo para a ciência, destacando a complexidade do ecossistema amazônico e a importância de sua preservação.
A anaconda verde do norte pode alcançar até 7 metros de comprimento e seu peso fica em torno de 200 quilos.
Anaconda e seu impacto genético
Estudos genéticos revelaram que a anaconda verde do norte é significativamente diferente da anaconda verde do sul, com uma variação genética de 5,5%.
Essa diferença, mais do que o dobro da diferença genética entre humanos e chimpanzés, sugere que as duas espécies divergiram há cerca de 10 milhões de anos.
Além de seu histórico evolutivo intrigante, essas cobras são conhecidas por suas técnicas de caça. Utilizando sua força física, as anacondas verdes se enrolam ao redor das presas, incluindo capivaras e pequenos jacarés, até imobilizá-las.
Colaboração indígena e a importância da cultura local
A descoberta foi viabilizada pela colaboração essencial com a comunidade Waorani, que possui vasta experiência e conhecimento sobre a biodiversidade local.
Este apoio foi fundamental para identificar as áreas específicas onde as anacondas habitam e reconhecer a importância cultural dessas cobras para os povos indígenas, que as consideram sagradas.
Desafios para a conservação do habitat
As anacondas no ambiente amazônico enfrentam ameaças, incluindo desmatamento e poluição por metais pesados. A contínua extração de petróleo e as mudanças climáticas também afetam diretamente seu habitat natural.
Cientistas da Universidade de Queensland estão empenhados em estudos adicionais para compreender o impacto dessas ameaças e determinar estratégias eficazes para mitigar seus efeitos sobre a vida selvagem.
Próximas expedições estão sendo planejadas para investigar mais profundamente o comportamento da anaconda verde do norte e seu papel no ecossistema. Tais esforços poderão informar melhor as políticas de conservação e ajudar a proteger esse símbolo da biodiversidade amazônica.




