Em dezembro de 1968, Barbara Jane Mackle, de 20 anos, foi sequestrada em Decatur, Geórgia. Acamada em um hotel devido à Gripe de Hong Kong, a jovem estudante era filha de Robert Mackle, um influente empresário da Deltona Corporation.
Os sequestradores Gary Steven Krist e Ruth Eisemann-Schier, disfarçados de policiais, invadiram o quarto do hotel e informaram à mãe de Barbara que o namorado da jovem havia sofrido um acidente.
Os criminosos imobilizaram a mãe de Barbara, utilizando clorofórmio e amordaçando-a. Sob a mira de uma arma, Barbara foi forçada a entrar em um carro rumo a uma floresta isolada. Ali, ela foi confinada em um caixão de fibra de vidro enterrado no solo.
Os sequestradores a deixaram com água adulterada com sedativos, comida, e tubos de ventilação, prometendo liberá-la em três dias após o pagamento de meio milhão de dólares em resgate.
Negociações e tensão
A família Mackle, sob intensa pressão, seguiu as instruções dos sequestradores, que exigiram que um anúncio fosse publicado no jornal Miami Herald como sinal de acordo.
Contudo, mesmo após completar o pagamento, o resgate sofreu atrasos por complicações inesperadas. O plano quase foi frustrado quando um morador, ao notar movimentos suspeitos, alertou a polícia, comprometendo as negociações.
O resgate e prisão dos criminosos
Após três dias, o FBI conseguiu recuperar Barbara Mackle com vida. A localização dela foi revelada pelos próprios sequestradores após obterem o dinheiro do resgate.
A jovem foi encontrada pelo FBI, desidratada e mais magra, mas ilesa. Gary Krist foi capturado enquanto tentava fugir em um barco na Flórida e condenado à prisão perpétua, conseguindo liberdade condicional após 10 anos.
Ruth Eisemann-Schier foi presa meses depois, sentenciada a 7 anos e deportada para Honduras após cumprir parte da pena.




