Em uma conquista histórica para os torcedores brasileiros, a nova tecnologia de transmissão TV 3.0, também chamada de DTV+, pode eliminar o delay entre as transmissões de rádio e televisão durante jogos de futebol. Especialistas em radiodifusão garantem que o novo sistema é capaz de sincronizar as duas formas de transmissão.
Revolução tecnológica
Para especialistas, a implementação do padrão internacional ATSC 3.0, adaptado para o Brasil como DTV+, é a “salvação” dos torcedores que gostam de ouvir jogos no rádio enquanto assistem a mesma partida na televisão. No caso, a tecnologia marca o fim da frustração para os fãs de esporte, que frequentemente ouviam o grito de “Gol!” no rádio segundos antes de verem a bola entrar no gol pela TV.
A tecnologia utiliza protocolos avançados de sincronização e uma arquitetura baseada em IP que permite o alinhamento em tempo real entre os feeds de áudio e vídeo. Diferente dos sistemas anteriores, a TV 3.0 trata áudio e vídeo como pacotes de dados sincronizados, eliminando a defasagem temporal.
Quando será implementado?
O Governo Federal acelerou o cronograma de implementação e prevê início de transmissões experimentais ainda neste ano. O Decreto nº 12.595/2025, assinado em agosto de 2025 pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu as bases regulatórias para a transição.
As transmissões comerciais nas principais capitais, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, já estão em operação desde o primeiro semestre de 2026. A meta é expandir a cobertura para todo o território nacional até o final de 2027.
Como usar?
Para aproveitar a nova experiência de transmissão sem atrasos, os telespectadores precisarão de equipamentos específicos. No caso, são necessários conversores como as “Set-Top Boxes”, que já estão disponíveis no mercado desde junho de 2026, com preços entre R$ 300 e R$ 350.
Além disso, também são necessários televisores integrados, como modelos com receptor TV 3.0 embutido.
Expansão
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) monitora a expansão da rede e prepara novas regulamentações para áreas rurais. O período de transição, estimado em 10 a 15 anos, permitirá a coexistência do sinal digital atual com a nova tecnologia, garantindo que nenhum espectador fique desassistido durante a migração.




