A GAC, montadora chinesa do Grupo Guangzhou Automobile, deu mais um passo no Brasil ao protocolar o pedido de habilitação no Mover, programa federal de incentivo à indústria automotiva verde e inovadora.
A adesão ao programa abre caminho para benefícios fiscais e coloca a empresa no grupo das montadoras reconhecidas pelo governo como parte da política de mobilidade elétrica nacional.
A empresa mantém o prazo de 2027 para começar a fabricar veículos em Catalão, no interior de Goiás, em parceria com a HPE Automotores, empresa brasileira que produz Mitsubishi e Suzuki no país há mais de 25 anos.
A fábrica terá capacidade para até 50 mil veículos por ano e será a primeira linha completa de produção de uma montadora chinesa no Brasil, cobrindo modelos a combustão, híbridos e elétricos e o investimento total previsto pela GAC até 2030 é de US$ 1,3 bilhão, cerca de R$ 6,7 bilhões.
A parceria com a 99
Além dos planos industriais, a GAC anunciou uma parceria com a plataforma de mobilidade 99 e a empresa de energia GreenV para expandir a rede de carregadores rápidos para veículos elétricos no Brasil.
Nessa divisão de tarefas, a GAC fornece os carregadores, a GreenV investe e opera a infraestrutura, e a 99 oferece condições diferenciadas para que seus motoristas parceiros usem os pontos de recarga pelo aplicativo.
A iniciativa marca a primeira ação conjunta entre a montadora e a 99 desde que a GAC entrou na Aliança pela Mobilidade Sustentável, coalizão com 31 empresas que promovem a transição energética no setor de transportes.
O que mais está planejado
A GAC também desenvolve um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil com engenheiros brasileiros. Será um dos apenas dois centros da empresa fora da China, ao lado do que já existe na Europa.
Os projetos em estudo incluem motores flex e a tecnologia REEV, que combina motor elétrico com um gerador a combustão para ampliar a autonomia do veículo.
A empresa chegou ao Brasil em maio de 2025 e já lançou cinco modelos. Tem parcerias com Inmetro, Unicamp, UFSC e UFSM para adaptar sua tecnologia às condições do mercado brasileiro.




