Quem recebe o Bolsa Família e conseguir um emprego com carteira assinada pode passar a receber um incentivo de R$ 300 por mês durante o período de adaptação ao trabalho formal. A iniciativa é do município de Criciúma, em Santa Catarina, por meio do programa Promove, sancionado em fevereiro de 2026.
O benefício pode ser pago por até seis meses consecutivos, totalizando R$ 1.800 por família. O repasse continua mesmo após o vínculo empregatício ser firmado, justamente para amenizar o impacto financeiro da transição. Caso o trabalhador perca o emprego e volte a receber o Bolsa Família de forma integral, o auxílio municipal é suspenso automaticamente.
Quem pode participar
Para ter acesso ao Promove, é necessário cumprir três requisitos: estar inscrito no CadÚnico como beneficiário do Bolsa Família na regra de transição, comprovar participação em ações de qualificação profissional reconhecidas pela prefeitura e residir em Criciúma com documentação comprobatória. O vínculo de emprego formal precisa ser mantido durante todo o período de recebimento do auxílio.
O programa tem capacidade para atender até mil famílias.
Por que o programa foi criado
O prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, defendeu o Promove como resposta a um “problema estrutural” que ele teria visto nos programas de transferência de renda: o desestímulo à busca por emprego. Segundo ele, quando o beneficiário começa a trabalhar registrado, o valor da Bolsa Família cai ou é cortado, o que faz muitas pessoas preferirem não arriscar a mudança.
“O Promove é uma ponte, uma porta de saída. E o mais importante: tem começo, tem meio e tem fim”, afirmou o prefeito.
A ideia é que o auxílio funcione como uma rede de segurança temporária durante os primeiros meses de trabalho formal, quando as finanças da família ainda estão se reorganizando.
O programa foi elaborado com a participação das secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Assistência Social, além da Controladoria-Geral e da Procuradoria-Geral do município.





