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Edição 082

Um aperitivo de Lava Toga

A operação que expôs o balcão de sentenças montado no TJ da Bahia e o avanço da investigação sobre a família de Asfor Rocha, ex-presidente do STJ, mostram que, sim, é possível combater a corrupção no Judiciário

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Fabio Leite
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Fabio Serapião
13 minutos de leitura 22.11.2019 02:01 comentários 10
Um aperitivo de Lava Toga
A sede do TJ baiano:
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Por muito tempo, desde o surgimento das grandes operações de combate a desvios de dinheiro público e corrupção na primeira década dos anos 2000, o Judiciário foi o único poder a manter-se intocável. Com raras exceções, quando uma investigação avançava sobre possíveis crimes praticados por magistrados, em especial aqueles envolvendo cortes superiores e tribunais de Justiça estaduais, o caso era direcionado para alguma gaveta ou crivado pela anulação. Mas esse cenário aparenta passar por uma mudança. Nas últimas semanas, ao menos duas operações da Polícia Federal, a Appius e a Faroeste, investiram contra possíveis crimes praticados por servidores públicos que, em tese, deveriam ser os defensores da lei. A Appius, em São Paulo, promoveu busca nos imóveis do ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça César Asfor Rocha, suspeito de receber 5 milhões de dólares para paralisar a Operação Castelo de Areia, em 2010. Já a Faroeste afastou quatro desembargadores baianos, incluindo o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, e dois juízes suspeitos de venderem sentenças de interesse de um grupo de grileiros de terras.

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Fabio Leite

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Fabio Serapião

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Comentários (10)

Aguia

2020-01-31 16:36:02

Ai...ai-ai...ai-ai...que faz um ai-6, né uai?


IRENICE

2019-12-06 23:30:28

Pra entender todo esse emaranhado de nomes, seria bom fazer um power point, pra ver qual o chefe dessa quadrilha.E os pobres sem saúde e saneamento básico.Canalhas!


Uira

2019-11-28 00:43:02

Além das sentenças, certamente deveria haver processos engavetados e arquivados tb, pq onde há oportunidade, há dinheiro para ser feito. Os próprios vendedores devem servir de parâmetros de si mesmos para se condenarem, pois é óbvio que eles adotavam critérios diferentes para os seus "CLIENTES" (os COMPRADORES) e os "NÃO-CLIENTES". Uma boa análise estátistica é capaz de revelar coisas escabrosas.


Uira

2019-11-28 00:39:32

Outros fatores que deveria ser considerados é o tempo de tramitação dos processos, tanto no caso de decisões favoráveis quanto de arquivamentos e prescrição de processos. Certamente as decisões favoráveis tinham tramitação relâmpago em relação aos mesmos casos dentro do judiciário e até mesmo com o mesmo VENDEDOR, além de que não certamente seria possível se ver diferença no teor das decisões quando se trata de um sentença "normal" e uma vendida.


Uira

2019-11-27 23:05:29

Além do mais, é necessário se criar frentes múltiplas para que os CORRUPTOS tenham que sair da toca e se expor diante de todos, além de se erodir a base da PIRÂMIDE DA CORRUPÇÃO gradualmente. Quanto mais o castelo de cartas montado pelos CORRUPTOS tiver que ser içado a altitudes cada vez mais insustentáveis, melhor, pq assim as contradições dentro do JUDICIÁRIO chegarão a um nível em que nem os IDIOTAS serão capazes de negar, restando só os PARASITAS e CORRUPTOS lutando contra os moinhos.


Uira

2019-11-27 22:58:13

Não basta que tudo esteja bem amarrado, é necessário que tudo seja apresentada da forma mais didática e inteligível possível. Inclusive, as apresentações deveriam ser elaboradas para que fossem o mais simples de serem compreendidas, qq cidadão inculto e desinformado deveria ser capaz de ligar os pontos e enxergar o quadro completo. Menos palavras e mais imagens, gráficos, diagramas, mapas, setas, hierarquia (inclusive entre os elementos gráficos, ex. círculo grande e pequeno indicando posição).


Uira

2019-11-27 22:52:07

A força de uma corrente está em seu elo mais fraco. Seria bom se um PREPOSTO desgarrado fosse pego, desde que ele apresentasse todos os critérios para que praticamente não houvesse qq justificativa para ele ser libertado da cadeia. Por exemplo, alguém que não atuou em processos suspeitos, mas recebeu honorários provenientes de VENDA DE SENTENÇAS. Unindo a divergência no padrão de distribuição de processo e decisões com o mapeamento da rede e os fluxos de comunicação não deve deixar qq saída.


Uira

2019-11-27 22:47:45

Portanto, considerando-se o JUDICIÁRIO inteiro, então os mesmos padrões tenderão a se repetir tanto a nível estadual quanto no STF e no STJ. Inclusive, é razoável se esperar que haja uma interseção, sobretudo dos INTERMEDIÁRIOS, e dos COMPRADORES, em menor escala, pois estes estão concentrados em lugares específicos. É um verdadeiro escândalo, praticamente nenhum dos advogados e escritórios mais renomados escapará de ser pego, o que torna o problema mais difícil de ser "resolvido".


Uira

2019-11-27 22:43:48

Uma vez que há uma relação incestuosa entre o JUDICIÁRIO e o MEIO POLÍTICO, através de uma conjunção entre VENDEDORES (pois eles já estão lotados dentro do JUDICIÁRIO e tem interesse em aumentar sua envergadura), INTERMEDIÁRIOS (que se já possuem uma convergência natural com os VENDEDORES para "infectarem" o JUDICIÁRIO inteiro) e o MEIO POLÍTICO (que obviamente almeja COBERTURA e PROTEÇÃO), todos eles trabalharão para colocar seus ovos de serpente no JUDICIÁRIO.


Uira

2019-11-27 22:39:49

Afinal, se o INTERMEDIÁRIO se constitui em canal para o VENDEDOR, é natural que ELE passe a concentrar os COMPRADORES e a MONOPOLIZAR o acesso ao VENDEDOR. Não é razoável que um VENDEDOR disperse seu(s) PREPOSTO(S) por vários INTERMEDIÁRIOS. Isto significa que estes tenderão a se elevar acima da arraia-miúda. Fora tudo isto, outra coisa tb razoável de se inferir é a dispersão dos tentáculos dos INTERMEDIÁRIOS (contando com ajuda dos PREPOSTOS, quando não sendo um destes, e os VENDEDORES).


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Comentários (10)

Aguia

2020-01-31 16:36:02

Ai...ai-ai...ai-ai...que faz um ai-6, né uai?


IRENICE

2019-12-06 23:30:28

Pra entender todo esse emaranhado de nomes, seria bom fazer um power point, pra ver qual o chefe dessa quadrilha.E os pobres sem saúde e saneamento básico.Canalhas!


Uira

2019-11-28 00:43:02

Além das sentenças, certamente deveria haver processos engavetados e arquivados tb, pq onde há oportunidade, há dinheiro para ser feito. Os próprios vendedores devem servir de parâmetros de si mesmos para se condenarem, pois é óbvio que eles adotavam critérios diferentes para os seus "CLIENTES" (os COMPRADORES) e os "NÃO-CLIENTES". Uma boa análise estátistica é capaz de revelar coisas escabrosas.


Uira

2019-11-28 00:39:32

Outros fatores que deveria ser considerados é o tempo de tramitação dos processos, tanto no caso de decisões favoráveis quanto de arquivamentos e prescrição de processos. Certamente as decisões favoráveis tinham tramitação relâmpago em relação aos mesmos casos dentro do judiciário e até mesmo com o mesmo VENDEDOR, além de que não certamente seria possível se ver diferença no teor das decisões quando se trata de um sentença "normal" e uma vendida.


Uira

2019-11-27 23:05:29

Além do mais, é necessário se criar frentes múltiplas para que os CORRUPTOS tenham que sair da toca e se expor diante de todos, além de se erodir a base da PIRÂMIDE DA CORRUPÇÃO gradualmente. Quanto mais o castelo de cartas montado pelos CORRUPTOS tiver que ser içado a altitudes cada vez mais insustentáveis, melhor, pq assim as contradições dentro do JUDICIÁRIO chegarão a um nível em que nem os IDIOTAS serão capazes de negar, restando só os PARASITAS e CORRUPTOS lutando contra os moinhos.


Uira

2019-11-27 22:58:13

Não basta que tudo esteja bem amarrado, é necessário que tudo seja apresentada da forma mais didática e inteligível possível. Inclusive, as apresentações deveriam ser elaboradas para que fossem o mais simples de serem compreendidas, qq cidadão inculto e desinformado deveria ser capaz de ligar os pontos e enxergar o quadro completo. Menos palavras e mais imagens, gráficos, diagramas, mapas, setas, hierarquia (inclusive entre os elementos gráficos, ex. círculo grande e pequeno indicando posição).


Uira

2019-11-27 22:52:07

A força de uma corrente está em seu elo mais fraco. Seria bom se um PREPOSTO desgarrado fosse pego, desde que ele apresentasse todos os critérios para que praticamente não houvesse qq justificativa para ele ser libertado da cadeia. Por exemplo, alguém que não atuou em processos suspeitos, mas recebeu honorários provenientes de VENDA DE SENTENÇAS. Unindo a divergência no padrão de distribuição de processo e decisões com o mapeamento da rede e os fluxos de comunicação não deve deixar qq saída.


Uira

2019-11-27 22:47:45

Portanto, considerando-se o JUDICIÁRIO inteiro, então os mesmos padrões tenderão a se repetir tanto a nível estadual quanto no STF e no STJ. Inclusive, é razoável se esperar que haja uma interseção, sobretudo dos INTERMEDIÁRIOS, e dos COMPRADORES, em menor escala, pois estes estão concentrados em lugares específicos. É um verdadeiro escândalo, praticamente nenhum dos advogados e escritórios mais renomados escapará de ser pego, o que torna o problema mais difícil de ser "resolvido".


Uira

2019-11-27 22:43:48

Uma vez que há uma relação incestuosa entre o JUDICIÁRIO e o MEIO POLÍTICO, através de uma conjunção entre VENDEDORES (pois eles já estão lotados dentro do JUDICIÁRIO e tem interesse em aumentar sua envergadura), INTERMEDIÁRIOS (que se já possuem uma convergência natural com os VENDEDORES para "infectarem" o JUDICIÁRIO inteiro) e o MEIO POLÍTICO (que obviamente almeja COBERTURA e PROTEÇÃO), todos eles trabalharão para colocar seus ovos de serpente no JUDICIÁRIO.


Uira

2019-11-27 22:39:49

Afinal, se o INTERMEDIÁRIO se constitui em canal para o VENDEDOR, é natural que ELE passe a concentrar os COMPRADORES e a MONOPOLIZAR o acesso ao VENDEDOR. Não é razoável que um VENDEDOR disperse seu(s) PREPOSTO(S) por vários INTERMEDIÁRIOS. Isto significa que estes tenderão a se elevar acima da arraia-miúda. Fora tudo isto, outra coisa tb razoável de se inferir é a dispersão dos tentáculos dos INTERMEDIÁRIOS (contando com ajuda dos PREPOSTOS, quando não sendo um destes, e os VENDEDORES).



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