O uso de veículos elétricos na Ilha do Mel (PR) passou a ter novas regras. A medida foi definida pelo Instituto Água e Terra (IAT), que publicou uma portaria estabelecendo restrições temporárias para esse tipo de transporte na região.
A decisão tem como objetivo priorizar pedestres nas trilhas e coibir o transporte irregular de passageiros. As novas normas fazem parte da Portaria nº 154/2026 e têm validade inicial de 90 dias, até o dia 3 de junho.
Durante esse período, está proibido o uso de equipamentos com acelerador ou qualquer sistema que permita propulsão independente do pedal quando a potência for igual ou superior a 1.000 watts, além da circulação de triciclos elétricos de qualquer potência.
Transporte de passageiros fica proibido
A regulamentação também determina que veículos elétricos não poderão ser utilizados para transportar passageiros, nem para atividades de aluguel ou exploração comercial. A adaptação de veículos de carga para transportar pessoas também foi vetada.
Outra restrição envolve scooters elétricas que ultrapassem o limite de potência permitido ou que exijam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Esses equipamentos também não poderão circular na ilha durante o período da portaria.
Bicicletas elétricas continuam permitidas
Apesar das limitações, alguns equipamentos seguem autorizados. Bicicletas com assistência elétrica ao pedal continuam liberadas, desde que o motor funcione apenas quando o ciclista pedala e respeite o limite de 1.000 watts de potência e velocidade máxima de 32 km/h.
Também é permitido o uso de carrinhos elétricos para transporte de carga, desde que atendam às regras de potência e velocidade estabelecidas e não sejam utilizados para levar passageiros.
Preservação ambiental motiva as medidas
A criação das regras está ligada à necessidade de preservar o ambiente natural da Ilha do Mel, um dos principais destinos turísticos do litoral do Paraná.

Grande parte do território da ilha é formada por unidades de conservação ambiental, com áreas protegidas destinadas à preservação da fauna, flora e trilhas naturais.
Com a regulamentação, o governo estadual busca equilibrar o aumento do turismo com a proteção ambiental e a segurança de moradores e visitantes, mantendo a prioridade de circulação para pedestres nas trilhas da ilha.




