Adriano Machado/Crusoé"Acho que as instituições, com acertos e erros, estão sólidas"

Cada um no seu quadrado

Ao mesmo tempo em que tenta baixar a temperatura da relação com Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diz que o Congresso precisa se impor. E promete: a reforma da Previdência será aprovada
29.03.19

Na saleta de espera da residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados, encravada em uma das porções mais exclusivas do Lago Sul de Brasília, o movimento é intenso. Políticos da situação e da oposição chegam o tempo todo. Alguns passam horas ali esperando a oportunidade para uma conversa mais reservada com Rodrigo Maia — no gabinete dele, no Congresso, a confusão costuma ser ainda maior, e muitos preferem ir à residência. Enquanto aguardam, entre um cafezinho e outro, trocam ideias sobre os mais diversos temas. Na quarta-feira, um deputado do PT falava de sua intenção de propor a redução do número de ministros do governo para 15. Um dos chefões do PP, que também esperava a vez, interveio de pronto, lembrando que já há uma outra proposta em tramitação que, se aprovada, permitirá enxugar ainda mais o primeiro escalão: “Dá pra reduzir até para cinco, se a gente quiser”. Na parede, uma foto emoldurada lembra uma das cenas mais marcantes dos protestos de 2013, aquela em que manifestantes tomaram o prédio do Congresso, projetando suas sombras sobre as cúpulas da Câmara e do Senado. “De quando é isso aí mesmo?”, pergunta um deputado de memória curta.

Maia tenta receber um a um. O assunto dominante nas reuniões daquele dia era a tensa relação do governo com os congressistas. Depois de dias seguidos de uma troca de ataques com o presidente Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia parecia disposto a baixar o tom, ao menos publicamente. A intenção não duraria muito tempo. Em outra amostra da montanha-russa que a política de Brasília vem vivendo, pouco antes de chegar ao Congresso ele seria informado de que o presidente voltara a alfinetá-lo (referindo-se à prisão de Moreira Franco, padrasto da mulher de Maia, Bolsonaro tinha dito, pela segunda vez, que o deputado andava “um pouco abalado por questões pessoais”). O presidente da Câmara, então, engrossou de novo o discurso ao ser cercado por jornalistas. Disse que Bolsonaro está “brincando de presidir o país”. “Abalados estão os brasileiros, que estão esperando desde 1º de janeiro que o governo comece a funcionar”, retrucou. Entre os altos e baixos da crise, Maia recebeu Crusoé para uma entrevista em que deixou evidente que o Congresso Nacional pretende marcar posição na relação com o Palácio do Planalto. Ele garantiu, no entanto, que a reforma da Previdência, apesar dos embaraços da relação, será aprovada. Eis os principais trechos.

Afinal, vai ter reforma da Previdência?
Claro que vai ter reforma. Ela é fundamental para o Brasil. Temos que trabalhar para aprová-la.

Até quando?
O Paulo Guedes tem toda a confiança dos principais líderes. O adiamento da sua ida à CCJ foi quase que uma sugestão de boa parte dos líderes, já que ele tem um bom diálogo e não seria correto que ele fosse à CCJ e ficasse sozinho com os partidos cujos parlamentares estão, em tese, contra a reforma.

Qual reforma passa: a desejada por Paulo Guedes ou algo menos ousado?
O ideal é uma reforma que atinja menos a base da sociedade. Até porque estamos no fundo. A economia saiu da recessão de forma técnica, mas, do ponto de vista real, as pessoas ainda vivem a recessão. Alguns economistas gostariam de ver uma economia de 6% do PIB, uma coisa assim. Mas me parece que tem que saber calibrar o que a gente consegue aprovar com algo que não carregue muito, atingindo as pessoas que ganham menos. Todas as projeções hoje dos grandes economistas, das grandes consultorias, são de que, diferentemente do que eu mesmo pensava, não haverá, no curto prazo, um grande crescimento da economia. Então, você vai apertar a sociedade, tirando dela uma parte da sua aposentadoria e atrasando a aposentadoria de outros, ao mesmo tempo em que a economia ainda estará se organizando. Por isso, tão importante quanto fazer a reforma da Previdência, é o governo ter bons projetos na área de infraestrutura, onde parece mais viável haver volumes rápidos de investimentos, com geração de emprego.

Mas o que vai passar?
Não vou ficar discutindo o que passa. O importante é dizer que tem que passar.

Sendo bem realista, quando prevê que a reforma irá a votação?
Estou pronto para pautar no dia em que o governo entender que tem os votos. Dentro da Câmara, vou continuar ajudando como sempre ajudei, fazendo a minha defesa pública da matéria. Agora, qual vai ser o texto que vai sair, dependerá do relator. O relator na comissão especial será alguém afinado com a equipe econômicaVamos fazer todos os gestos para que o governo consiga organizar um texto que seja aprovado e sinalize que o Brasil está caminhando para a estabilização de seus indicadores econômicos.

O sr. não cumprirá mais o papel de articulador da reforma, como vinha fazendo?
Uma coisa é trabalhar para a aprovação. Outra coisa é articular a base do governo. São coisas distintas. Eu posso ajudar trazendo votos, inclusive de partidos que não necessariamente são considerados de centro-direita. Acho que continuo a ter condições de ajudar muito, mas o meu papel não é o da articulação do governo.

O que explica a sucessão de ataques que o Planalto e seu entorno têm desferido contra o sr.?
Não sei. Não tenho nenhuma intimidade com o presidente nem com seu entorno, então não posso avaliar o que está acontecendo. Mas vamos continuar o nosso trabalho. A Câmara tem responsabilidade, sabe da importância da Previdência e de outras matérias. Vamos continuar debatendo, colaborando e tentando ajudar — no meu caso, como presidente da Câmara –, para que o Brasil possa voltar a ser um país que gere emprego e investimentos.

Pessoalmente, como tem recebido esses ataques?
Não fico olhando para ataque. Fico olhando para a minha agenda, para a agenda da Câmara. Acho que temos projetos nos quais podemos avançar, que podemos aprovar e que vão ajudar o Brasil. Importante é a gente ter foco aqui e não entrar nesse jogo, que é um jogo que não ajuda o país. O Brasil tem 12 milhões de desempregados. Se você contar o subemprego, vai a mais de 25 milhões. O país tem 15 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. É grande a quantidade de crianças de 0 a 3 anos que ainda não têm vaga em creche, jovens estão saindo da escola antes de terminar o ensino fundamental e, principalmente, o ensino médio. Acho que essa deve ser a prioridade de todos os políticos: construir alternativas para esse quadro. A gente concorda com uns, discorda de outros, mas nosso papel é tentar construir uma agenda que indique soluções para esses problemas. Não vou ficar olhando para coisas que não são fundamentais para a Câmara e para o Brasil.

Mas há um incômodo de vários parlamentares com esses ataques. Qual é o maior incômodo hoje do Congresso em relação ao governo Bolsonaro?
Acho que o Parlamento tem que compreender e respeitar a decisão do presidente, do governo, que é de manter uma relação de independência com demais poderes. Temos que respeitar isso. Não adianta ficar perdendo tempo com esse debate, que não vai levar a lugar nenhum. A Câmara pode propor políticas públicas em várias áreas, sempre preocupada, claro, com o impacto fiscal de qualquer proposta. Quer dizer, se for gerar despesa tem que ser sempre dialogando com a equipe econômica. E não vejo nenhum tipo de ruptura na relação do Congresso com a equipe econômica. Então, a gente tem que continuar focando nisso. É claro que os ataques incomodam, mas está na hora de ter equilíbrio.

O que seria essa relação de independência?
Os governos no Brasil, nos últimos anos, foram governos de coalizão. O presidente considera que um governo de coalizão não é a formatação que ele quer para o governo dele. É um direito dele, ele foi eleito, não é isso? Se o governo não quer um governo de coalizão, o que temos que fazer? Construir a pauta da Câmara, ouvindo o governo nas pautas que ele encaminha, e construindo outras pautas dentro da casa de qualquer tema que interesse à sociedade brasileira.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/Crusoé“Se alguns indivíduos do entorno presidencial querem desorganizar as instituições, temos que fazer exatamente o contrário”
O presidente tem incendiado a militância dizendo que o Congresso quer é o toma lá dá cá. Afinal, o desejo é por cargos?
O desejo principal de todos é compreender qual é o projeto para o Brasil. O projeto para o país não pode ser aprovar a reforma da Previdência. A reforma da Previdência é um obstáculo que existe hoje para a construção de um projeto de país. Qual é o projeto do governo para a educação, saúde, infraestrutura, transporte de massa nas grandes cidades? De que forma a lei federal pode interagir com estados e municípios?

Está faltando um projeto mais amplo?
Não sei se está faltando ou não. Estou dizendo o seguinte: é essa a preocupação de todos, do meu ponto de vista. Porque o que um partido precisa para apoiar um governo não é cargo. É compreender que o projeto que ele estará apoiando vai gerar resultado na ponta, vai gerar resultado na melhoria da qualidade de vida das pessoas. A partir do momento em que você faz parte de um governo, e não dos cargos do governo, que você faz parte da base do governo e esse governo começa a implementar políticas públicas que reduzem a pobreza, certamente quem estiver ao lado desse governo vai ter benefícios eleitorais, políticos, porque você, de fato, vai estar ajudando a sua região. O importante não é a nomeação. O importante é entender que o governo compreende a importância dos políticos que estão nesses partidos que, em tese, podem apoiar o governo. Na base, os deputados serão tratados como aliados do governo. Quando o governo for inaugurar uma obra, o deputado daquela região que apoiou o governo na aprovação do Orçamento, que apoiou o governo na implementação de novas políticas públicas em qualquer área, estará junto. Isso é o mais importante.

Até agora nenhum partido declarou apoio oficial ao governo. Está faltando essa compreensão por parte do presidente?
Não sei. O governo já está completando três meses. Não adianta a gente ficar olhando esse conflito, quem está certo, quem está errado, se é assim, se é assado. O que a gente precisa é dizer o seguinte: se essa é a posição do governo, de demandar menos o Congresso, vamos começar a organizar a pauta para que possamos cumprir aquilo que a sociedade espera da gente.

Dá certo no Brasil um governo que não seja de coalizão?
Não sei dizer se dá certo ou errado. Mas o presidente eleito tem o direito de construir o seu governo, a sua governabilidade da forma que ele entender melhor. E todos nós precisamos respeitar. Da mesma forma que a agenda do Congresso Nacional, da Câmara e do Senado, é construída ouvindo o governo, recebendo os projetos do governo, caminhando para que as comissões possam tratar de cada um, e também construindo a agenda do Parlamento, o Parlamento tem que ter iniciativa de lei. Tendo iniciativa de lei, a gente pode igualmente apresentar propostas e ideias que consideramos importantes.

Há quem diga que Bolsonaro aposta no tensionamento para jogar a população contra o Congresso e o Judiciário.
Acho que as instituições, com acertos e erros, estão sólidas. Não acho que o presidente tenha essa cabeça nem acho que tenha condições de avançar nessa linha. O que a gente precisa fazer é permanecer cada um no seu quadrado, cumprindo seu papel, colaborando com o Brasil. A gente não pode estar preocupado com o que o governo está fazendo nem o governo preocupado com o que a gente está fazendo. Todos aqueles que têm mandato, que foram eleitos em 2018 ou até em 2014, no caso de alguns senadores, temos que estar preocupados é como tirar o Brasil dessa grande crise. Mais próximo ou mais distante do governo, o foco do Parlamento tem que ser a possibilidade de transformar a vida das pessoas.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, dias atrás, que um governo que compra briga com o Congresso costuma acabar mal. A postura de Jair Bolsonaro o coloca sob risco de impeachment no curto ou no médio prazos?
Não vejo esse risco. Nem quero, nem espero, nem vou trabalhar de forma nenhuma por isso. Não podemos ter nenhum tipo de irresponsabilidade na nossa agenda.

Como avalia que está a articulação política do governo?
Vamos construir pautas da Câmara. E nos projetos do governo, vamos trabalhar naquilo que a gente entende que é bom, como a Previdência, como a medida provisória do saneamento — eu preferia lei, mas já veio por MP. Mas a gente não pode achar que as leis resolvem os problemas do Brasil. Temos que melhorar a gestão, reduzir burocracia, o custo do estado, para que sobrem mais recursos  e se volte a investir.

Há muitos parlamentares descontentes.
Ninguém pode imaginar que inviabilizar um governo vai ser bom para o Congresso Nacional. Inviabilizar um governo do ponto de vista econômico acaba se voltando contra a política, contra o Parlamento. Se o governo estiver inviabilizado, o Brasil, em vez de crescer pouco, vai caminhar para a recessão. Vai aumentar o desemprego, vai piorar a renda do brasileiro. Isso tudo vai atingir o Executivo, mas vai atingir também o Legislativo. Não podemos caminhar para a inviabilização das ações do governo de forma nenhuma. Isso talvez seja vontade de alguns, não do presidente, que ficam jogando no quanto pior melhor. Não há espaço para esse tipo de provocação que às vezes acontece não da parte do presidente, mas de algumas pessoas próximas a ele nas redes sociais. Queremos que a Câmara caminhe, que seja um instrumento para ajudar o Brasil voltar a crescer.

Quem são essas “pessoas próximas”?
Não sei, não conheço. Não sou do mundo virtual. Uso as redes sociais apenas para me comunicar, para informar aquilo que faço. Não conheço as pessoas que vivem nesse mundo virtual, nessa guerrilha virtual. Se alguns indivíduos do entorno presidencial querem desorganizar as instituições, temos que fazer exatamente o contrário. Se alguns querem desestabilizar as instituições, temos que reafirmar que o Parlamento é fundamental para a democracia, assim como o Supremo Tribunal Federal. É isso que aqueles que têm compromisso com a República precisam fazer.

Há o temor, por parte de alguns parlamentares, de que após a aprovação das reformas e com a possível melhora na economia, o Bolsonaro se fortaleça e queira endurecer ainda mais a relação com o Congresso. O sr. vê esse risco?
Dentro da democracia, não vejo nenhum problema em um presidente ser mais forte ou mais fraco politicamente. Quando existe uma divergência maior, temos que nos voltar para os brasileiros que estão ainda olhando a política como instrumento de transformação das suas vidas. No momento em que há conflito, a gente reafirma as instituições e foca naquilo que sabe que é fundamental. Estou ouvindo os líderes dos partidos mais à direita e mais à esquerda, para que a gente possa ter uma agenda. Para que a gente possa cuidar, de fato, dessas mudanças que os brasileiros esperam da gente.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/Crusoé“É um direito do presidente não querer um governo de coalizão”
A tendência não é que o discurso de criminalização da política se fortaleça?
O Parlamento, se aprovar as reformas, também ficará forte, assim como o Executivo e o Judiciário. Todos ficam fortes quando a economia melhora e o Brasil volta a gerar empregos. Todos ficam fracos quando se tem 12 milhões de desempregados e renda média baixíssima. É por isso que não podemos entrar no debate do quanto pior, melhor. Temos que reafirmar a importância dos três poderes, do presidente da República, e colaborar com ele. Começando, claro, pela reforma da Previdência, porque pode ser um divisor de águas para o futuro do Brasil.

Tem deputados perguntando seriamente se o desejo do presidente Bolsonaro, ao acirrar os ânimos, não é promover um autogolpe.
Quando você continua legislando, sinalizando para a sociedade que o Parlamento aprova leis que podem ajudar o governo a melhorar a vida das pessoas, quando o Supremo faz os seus julgamentos, a gente reafirma a democracia.

Não vê essa possibilidade hoje?
Não vejo. Para mim, está longe disso. E cabe a cada um de nós, neste momento, não entrar na linha do enfrentamento com aqueles que desejam desorganizar o Parlamento, desorganizar o Supremo, para criar um sistema fora da democracia representativa. A gente não pode entrar nisso.

Dias atrás, um assessor do presidente fez um manifesto nas redes pedindo apoio ao que ele chamou de ala anti-establishment do governo. Como compreender uma afirmação como essa vindo de alguém situado dentro do Palácio do Planalto?
Eu vou continuar o meu diálogo com o presidente. Não vou ficar dialogando com os assessores do presidente.

Mas o próprio Bolsonaro afirmou que o sr. estaria abalado por questões pessoais, referindo-se à prisão de Moreira Franco, padrasto de sua esposa.
Isso mostra que não está bem informado.

A aprovação da PEC do Orçamento impositivo é um recado ao Palácio ao Planalto e uma forma de demarcar o poder do Congresso?
Olha, o voto de ontem (terça-feira) contou com o apoio de todos, inclusive do filho do presidente, que fez um bom discurso no microfone. Para mim é uma votação histórica. Estamos há anos dizendo que o orçamento brasileiro é uma peça de ficção. O governo aprova o orçamento, pega uma margem de remanejamento e muda o orçamento inteiro. Então na hora que a gente faz, aprova uma emenda com a preocupação com limites de gastos, com respeito a todas as regras constitucionais, estamos de fato fortalecendo a execução de um orçamento real. Quem manda a peça orçamentária é o governo, e ele tem seus deputados para aprovar os investimentos de seu interesse, em sinergia com os projetos de interesse das bancadas estaduais e dos parlamentares. A partir daí o Parlamento vai atrair para si debates que hoje ele não atrai. O que não pode é aprovar uma emenda de um projeto, o governo mudar todo o orçamento e o projeto virar discurso.

Diante da crise na segurança pública que o país vive, não seria possível fazer tramitar o pacote anticrime do ministro Sergio Moro paralelamente à reforma da Previdência?
Está tramitando. Eu disse ao ministro Moro esta semana, depois que ele me mandou uma mensagem: ‘Olha, ministro, vamos olhar para frente. O importante é que a gente possa tocar os projetos’. Eu acho que a comissão vai ajudar (refere-se à comissão criada para analisar as propostas da área, incluindo as que já tramitavam antes da chegada do pacote de Moro). É um órgão que eu construí juntamente  com o Conselho Nacional de Justiça, juristas e o ministro Alexandre de Moraes (do STF), para aprofundar o debate. Não tenho nenhuma intenção de atrasar o projeto. Eu disse isso ao ministro Moro, que ficou preocupado com o prazo de 90 dias. A gente consegue fazer um debate num prazo menor e, depois, ou faz tramitar pelas comissões ou tenta uma urgência para votar no plenário. Mas, de forma nenhuma, a intenção é prejudicar o projeto.

Mas o pacote do ministro Moro é prioridade?
O tema da segurança pública é prioridade.

Não é o pacote de Sergio Moro?
Sempre haverá prioridade para projetos do governo. Mas há também prioridade para o projeto que os líderes apresentaram no ano passado, do grupo de trabalho que constituí com o ministro Alexandre de Moraes, que tem muitas coisas convergentes. Então, por que não podem tramitar de forma conjunta? Não tem problema. O ministro Moro me perguntou se tinha algum problema um senador fazer tramitar o projeto do governo como de autoria de um senador. Eu não vejo problema, e disse a ele. Para demonstrar que não existe nenhuma linha de obstrução do projeto, mas apenas de fazer um debate profundo com os melhores quadros que temos, da direita e da esquerda. Todos estão lá para debater. Num grupo desse, temos condições de avançar. Mas para provar que eu não tenho nenhuma indisposição minha ao projeto, quando ele me perguntou sobre a tramitação no Senado, respondi que tudo bem. A gente continua fazendo o nosso trabalho aqui, eles fazem lá.

O fato de o ministro ter incluído a criminalização do caixa dois no pacote virou um entrave?
A criminalização do caixa dois é outro projeto. Está tramitando. Só posso falar sobre o que chegou à Câmara. O projeto principal que chegou à Câmara está sendo debatido pelo grupo. Nem a lei complementar nem o caixa dois estão nisso. Da minha parte, não tem problema nenhum. Ninguém pode dizer que os projetos que têm mais relação com corrupção estão parados na Câmara.

Qual é a prioridade: os projetos anticrime ou a reforma da Previdência?

Dá para tramitar os dois. Mas em determinado momento você vai ter que escolher qual vai primeiro. Mas não vejo porque não possam tramitar em conjunto. Reafirmo: se o Senado quiser apresentar e tramitar lá, eu não serei um problema para o Moro, para o governo, para ninguém.

O quanto o ministro Sergio Moro é benquisto no Congresso?
O ministro Sergio Moro é um cara, como qualquer outro, do qual existem pessoas que gostam e não gostam. Mas ninguém pode deixar de reconhecer a importância dele para desvendar parte importante do que foi, no passado, um esquema de corrupção montado dentro do estado brasileiro.

O ânimo dos que não gostam dele atrapalha o projeto?
Não acho. O importante é que ele está fazendo uma coisa correta, ao abrir diálogo. As pessoas não podem misturar a posição pessoal com a representação parlamentar. O ministro de estado vai discutir tema de segurança e as pessoas com interesse direto no tema têm a obrigação de ouvir e debater.

O senhor foi provocado por um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro. Como enxerga o papel que ele tem exercido em Brasília?
Eu foco no Brasil. Não foco nas redes sociais, repito. Eu voto e pauto aquilo que acredito que pode ajudar o país. Para alguns segmentos da sociedade, do ponto de visto macroeconômico, o mais importante é a reforma da Previdência. Esse é o meu foco.

Há dúvidas se a vontade do presidente de aprovar a reforma da Previdência é a mesma do ministro Paulo Guedes.
O ministro Paulo Guedes é o ministro da economia escolhido por ele. A partir do momento que ele escolheu Paulo Guedes e foi pessoalmente entregar (o projeto à Câmara), ele quer. Agora, quando faz aquelas declarações de que ‘por mim não faria a reforma, mas é obrigado porque o Brasil vai quebrar’… É uma declaração correta, mas para algumas pessoas, que têm menos informação da matéria, pode ficar parecendo que ele não está a favor. É só isso, mas quem sou eu para consertar o que o presidente está dizendo? Sou mais objetivo e digo que a reforma da Previdência, justa, não atingindo os mais pobres, é que vai gerar condições de melhorar a qualidade do serviço público no Brasil.

Jair Bolsonaro estaria correndo risco de repetir Dilma Rousseff em certos tipos de comportamento?
Não. São pessoas diferentes. O momento é diferente. A gente não tem que ficar olhando para trás, nem para um governo que não foi bom para o Brasil. Vamos torcer para que o presidente Bolsonaro construa um governo que possa de fato responder ao anseio de milhões de brasileiros.

Já é assinante?

Continue sua leitura!

E aproveite o melhor do jornalismo investigativo.

Só R$ 1,90* no primeiro mês

Edição nova toda Sexta-Feira. Leia com Exclusividade!

Assine a Crusoé

*depois, 11 x R$ 14,90

Deixar para mais tarde

Os comentários não representam a opinião do site. A responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos.

500
  1. Não façam seus leitores perderem tempo. Muito mais profícuo entrevistar Kim Kataguiri, Alexandre Frota, Bia Kicis, Joyce Hasselmann e Carla Zambeli. Para contraponto Ivã Valente, Gleisi Hoffman, Pimenta, Damous.

  2. Gostaria de pedir um favor a CRUSOÉ de não fazer mais entrevistas com esse senhor e o presidente do Senado por dois motivos. Primeiro. porque 90 por cento é de falta com a verdade e segundo porque a testosterona, hormônio masculino passa longe dos dois , pelos semblantes que apresentam.

  3. Quando a pergunta direciona a resposta, não há isenção e sim intenção. Sabemos quem é Maia. E sabemos qual é a sua agenda: a do poder do qual já tem desfrutado. O resto é encheção de linguiça.

  4. Que perguntinhas capiciosas do Antagonista!!! Praticamente todas foram nesta linha. Será que não existe outros assuntos de interesse do publico, só questões para provocar mais mimimis? Voces estão perdendo o rumo! não sei se renovo minha assinatura ano que vem.

  5. Eu me pergunto: prá que, afinal, mudaram os presidentes da câmara e do senado? Tenho a nítida impressão que foi uma troca de 6 por 1/2 dúzia.

    1. Entrevista de encomenda e a Câmara tem grana para isso. Nenhuma pergunta sobre planilhas da Odebrecht, sobre Moreira Sogrão Franco, sobre o que realmente importa. Crusoé, que me prometeu ser uma ilha está carecedo de um Robinson. O " quadrado " mesmo será o sol que Botafogo Maia, protagonista de planilhas da Odebrecht verá, tal como Lula e outros bandidos.

  6. Quanto mais demoram com as reformas propostas por Guedes e Moro, mais o país afunda. Tenham dó do povo do país onde vcs, parlamentares nasceram. Vcs, em seus belos carros blindados e com segurança até os dentes, não tem a menor ideia do que está sendo a vida do lado de cá sem essas reformas tão necessárias a dar um grande impulso ao país.

  7. A urgente e necessária reforma da previdência tem sido instrumentalizada pelo próprio Rodrigo Maia, como biombo de interdição aos avanços do combate à corrupção no Brasil. Isto de sobrepujar um tema ao outro, forjando um aparente conflito político entre prioridades, economia e combate à corrupção, é parte crucial da estratégia do Acordão do Jucá para o ‘estancamento da sangria.’

    1. Aliás, a última estratégia da Orcrim é se valer dos dois lados - Segurança Pública e Combate à Corrupção - da mesma moeda - Pacote Anticrime - para separar a discussão e priorizar convenientemente só a Segurança. O aceno do presidente da Câmara ao projeto do Alexandre de Moraes, que versa quase que exclusivamente sobre Segurança, é sintomático disso, sob a justificativa de que é anterior. ‘Curiosamente’ fica parecendo que tais posições são alinhavadas em reuniões com uma banda do Supremo.

    2. Não é por acaso que a ênfase dada pelo entrevistado ao Pacote Moro diz respeito à Segurança Pública, tangenciando, propositalmente, o outro aspecto anticrime de suma relevância, o combate à corrupção. Essa trincheira montada pelo entrevistado et caterva (Gilmar, Renan, Aécio ,Gleisi ...) será destruída ou por bem (diálogo institucional) ou por mal (pressão popular e a espada da lei).

  8. Âmago político constituído pelos ventos das pressões de seus pares, fez-se forte em meio ao redemoinho do diabo de Riobaldo. O discurso de ficção lufa os ribaldos. O cangaço de Brasília não deve soprar a direção da realidade.

  9. Esse cidadão é que deu início a essa “papagaiada” , devia ele trabalhar antes de pedir aos outros, o presidente enviou a proposta , a bola estava com ele, ao invés de fazer o serviço dele começou a colocar terror em ambos projetos , o da previdência e o da corrupção apresentado por Moro. Temos que ter estômago arght.

  10. Caros repórteres da ilha do jornalismo, faltou coragem para perguntar se o que está faltando é a velha política, aquele tão conhecido "toma lá - dá cá"?

    1. Há muito em jogo! Claramente os Antagonistas querem queimar o Bolsonaro e agora se aliam e adotam cada vez mais o velho jornalismo manipulador da grande mídia. Triste. Mainardi constrói "narrativa" de golpe e agora entra no papo do globo de milícia. O problema é o CAOS babacas! Sabem quando isto se implantou no Rio? Quando Brizola (e o pai do Maia) se elegeu com apoio do tráfico e o compromisso de proibir polícia de "subir morro". De lá para cá, nenhum governador decente se elegeu mais no Rio.

    2. O globalismo, manipulado ou não, pode ser entendido como uma ideologia, uma diretriz de pensamentos. Antas amoedistas são globalistas sim. Estado laico não é estado de pessoas sem religião, ou seria o ateísmo a "religião", mas querem assim. Por que Trump recebeu e citou Eduardo, e Netanyahu elogiou Flávio? A Inglaterra pende entre a Europa e os EUA no Brexit. A Venezuela balança. A influência política da Rússia e principalmente da China na América latina ainda são uma ameaça, as ORCRIMs também!

    1. Para a lava jato completar o serviço, precisamos limpar o STF, é ele que dá cobertura às ORCRIMs no parlamento. Se o Senado não cumprir este papel o país não vai caminhar e sim pegar fogo!

  11. O Politico que não entender o recado das urnas será enterrado numa cova de 70 palmos....trabalhar pelos interesses nacionais, sem interesse partidário, pois só a esquerda e a extrema direita é cega, surda e muda, o restante tem senso critico, e é mais que 50% dos votos validos, trabalhar pela minoria, mas respeitando a MAIORIA, que é quem paga a conta, e quer um estado menor e que,e estes velhos políticos vão aprender pelo amor (se adaptando) ou pela dor (sendo expelidos da vida vida publica).

  12. Se Maia não for provocado nada fará sem o "toma lá dá cá". quem ainda tem dúvidas,basta olhar para trás, coitado do Bolsonaro apanha igual boi ladrão da imprensa,mas o povo não mais pelos formadores de opinião,ou seja o quarto poder.

  13. Eu não sei o quê, e pra quem, ele fez qualquer tipo de promessa. Mas sei que a vergonhosa venda de apoio, a verdadeira máfia em que se tornou o grupo político que alavancou os próprios rendimentos e que nadaram em propinas astronômicas têm que ser debelado. E quem estiver ligado a esses assassinos tem que ser exposto e cair.

    1. Sem dúvida. Quero crer que Bolsonaro está meio quietao com respeito à Ref. da Previdência para dar um tempo tanto para sossegar os parlamentares fisiológicos (a turma do toma-la-da-ca) como para os trabalhos de debates começarem oficialmente.

  14. Fica a pergunta: como um político inexpressivo se tornou tão poderoso. Qual é a real virtude de Rodrigo Nada? Ele seria o Cunha do Bolsonaro? Nesse caso, Bolsonaro seria a Dilma eletrocutada ? Esse pântano chamado Brasil ...

  15. FERnando Henrique Cardoso, se f, por causa das coalizões, o ministro Padilha, mora em Florianopolis, e, aqui sabemos como a esposinha dondoca gastava o nosso dinheiro...Ajudem o Bolsonaro, ou perderão minha assinatura

    1. Também...esperando fim do contrato...imprensa sórdida...uma pena...

    2. Ja Perderam a minha. Estou apenas esperando fim do contrato

  16. Impressiona-me o nível capcioso das perguntas. A cada edição esse comportamento desta revista fica mais evidente. Parei na metade da entrevista. Tentando mostrar o Maia como pacificador e o Bolsonaro como intransigente. Vocês merecem o limbo. Com certeza não renovarei.

  17. Sinto muito.. Maia não é confiável .. Não sabe jogar limpo.. tem o ego inchado e quer o poder para manter o status quo do velho jeito de fazer politica . Cresceu cercado de maus exemplos e joga mesmo é no time dele .. e é bom pois ainda engana muita gente ..

  18. ESSA TURMA DO PP NAO ERA PRA TA PRESA, QUER MAIS, TEMOS MEMORIA, DE DIA ORAM EA NOITE DORME COM CAPETA. SABEMOS TUDO. CADE PAULO MALUFF SAUDADES......

  19. NÃO VAI HAVER REFORMA ALGUMA! MAIA E DA VELHA TURMA POLÍTICA. QUER GRANA. NÃO É DE CONFIANÇA. TRAI O BOLSONARO E O POVO BRASILEIRO!

  20. O Maia é o Botafogo da lista da odebrecht!!!! O Brasil tem mudar, o Maia tem a obrigação de fazer o melhor para o Brasil! Independente de tudo ele é nosso funcionário e tem que trabalhar para o Brasil e não para os políticos e os ricos e poderosos... Se ele pretende se redimir de seu passado nebuloso tem a obrigação é dever de atender os anseios do povo em especial aos menos favorecidos e sem proteção.

    1. Máxima, bom estadista para os colunistas da Crusoé, imprensa lixo, veja os comentários e verá o que o povo acha do maldito.

    2. Por pouco, Maia não sai dessa entrevista como um grande estadista, mesmo sem ter sido Presidente da República. Bolsonaro que se cuide! A nossa imprensa ainda vai criar um estadista e derruba'-lo.

  21. Coalizão com bandidos tem que ser feita para que o Brasil, e seu povo que sustenta esses vagabundos consigam uma melhora. Acho até que o governo tem que fazer uma coalizão com o PCC, CV, não pode deixar ninguém de fora. Não podemos esquecer dos ministros e desembargadores que já tem coalizão com diversos bandidos.

  22. Maia não resiste a mais uma eleição, está se esfarelando a cada dia e, pior é que acha que somos burros, tapados. Maia sua hora está chegando, aguarde!

    1. Ia dizer isso! fiquei indignada com esses caras! Que fissura em arrancar uma declaração do Maia.Parabens ,Maia escorregou de todas as perguntas insistentes do quanto pior, melhor

  23. Só gostaria de entender como manter a independência dos poderes se os congressistas, para legislarem precisam de articulação do Executivo.

  24. Todo mundo quer cargos propinas, dai estar tudo parado e tudo continua a mesma coisa. essa gentalha continua enrolando de terça a quinta feira ninguém trabalha uma semana sequer inteira nem Joyce Hasselnan Kim Kataguiri é Alexandre Frota. Só papo furado e turismo inútil com o nosso dinheiro.

  25. Quando Darcy Ribeiro foi candidato a governador do Rio contra Moreira Franco num debate de TV ele disse para o "gato siamês"-tu nunca trabalhaste,nunca fizeste nada,tu és o 'GENRO DO GENRO".Moreira era casado com a neta de Getúlio.Agora 40 anos depois,temos essa excrecência,eternizando a velha política e liderando o partido do toma lá-da-cá.Cínico,asqueroso nas respostas ao repórter da "Capricho".O"sogro"preso,o pai rejeitados nas urnas e o "genro do genro,do genro"salvando os acólitos.PODRE!!!

  26. Na minha opinião está havendo muita contradição do que diz MAIA na entrevista a Crusoé e o que realmente ele pensa e age. Não acho ser uma pessoa confiável. Tem envolvimentos familiar com a Lava Jata (pai, sogro e ele mesmo).

  27. Crusoe,,sei que vocês jornalistas tem que entrevistar até o demônio se aparecer,vocês estão perdendo tempo entrevistando esse cara, Bolsonaro perdeu tempo com esse cidadão deu muita bola ,agora está vendo a bolada que o gorducho preparou .Esse é o político péssimo gosta de bajulação teve professores péssimos , amiguinho do Orlando da tapioca veja de onde veio,um conselho a Crusoe seja vocês autênticos não caia na raia dessas mídias retardadas,retrógrados ,mecenarias do contrário vão perder ass

  28. É um bagre ensaboado. Joga contra o país por interesses pessoais. Eu disse aqui que seria um erro Bolsonaro apoiar este escroque para a presidência da Câmara.

  29. Não tem alternativa pro nhonho. 80% gostam não do Bolsonaro, seu procer e de todos nós, mas da nova política. Ele se salva e será protagonista dos desejos de todos os deuses.

    1. José, queria entender sua frase.Nao está faltando letras, vírgulas

  30. Não dá pra acreditar em um indivíduo que muda de opinião diversas vezes em tão pouco tempo. A criação e filho de quem é não podia ser diferente. que DEUS nos proteja desse indivíduo.

  31. Rodrigo Maia é a face da velha política, profundamente corrupta, e sempre procurando o toma-lá--dá-cá. Bolsonaro foi eleito para acabar com essa prática nefasta. Maia, sabendo que nada avançaria na Câmara sem sua colaboração, resolveu mostrar as garras. Passou a agredir em tom cada vez mais ofensivo o presidente. Crusoé agora põe a culpa dessas desavenças em Bolsonaro, quando o presidente sempre procurou um convívio necessário. Crusoé se tornou mais um dos órgãos da mídia de oposição.

    1. concordo 100%.o repórter foi muito tendencioso em relação ao Bolsonaro e bastante condescendente com Maia. o problema do Bolsonaro foi o de ficar passando recibo para o Maia, aliás muito estúpido com o juiz Moro.

    2. Muito bem observado. Percebe-se a aversão visceral da imprensa contra o Bolsonaro. A ponto de fazerem a população esquecer das promessas que elegeram o atual presidente.

  32. Pessoal reclamando das perguntas como se o jornalismo tivesse que fazer as perguntas que nós queremos...fosse assim, nem precisava de entrevista...

    1. A verdade é que cada vez mais o jornalismo escancara sua verdadeira face. E ela não é nada bonita. E pior ainda um jornalismo que quer posar de moderno mas não é nada mais que o velho jornalismo só que em formato digital. Ave , redes sociais!

  33. Eu queria acreditar que o Nhonho falou isso de verdade, de coração, mas...... Deus abençoe que o seja🙏🙏🙏 E o jornalista é um motoboy de treta de primeira categoria. No meio das perguntas relevantes enfiou um monte de perguntinhas de revistinha de fofoca. Ain, sabia que fulano falou isso de vc? Vc vai deixar barato? Beltrano te chamo de bobo,vc achou ruim? O clube dos bocós não gosta do Moro, isso atrapalha o país? Sua cueca é de seda?🤦

    1. kkkkEu ia dizer o mesmo mas não sou boa em expressar o que li e o que achei KKK Parabéns!

    2. Concordo com vc em tudo falou, mas vamos em frente, apoiando Bolsonaro e seus ministros, qdo der errado troca, muda etc.o importante é ter um governo com vontade de acertar e não ser desonestos, incompetente como os outros foram.

  34. Como tem coragem de mencionar que os últimos governos foram de coalizão? Foi de corrupção e muita roubalheira. É um sujeito sem caráter. Articulou essa rebeldia em conjunto com o centrão para pressionar o governo. Quer cargo ou seja dinheiro fácil através de propinas. vagabundo perde pra esse sujeito.

  35. Eu assisti Os pingos nos is de ontem. A ida do Paulo Guedes conversar com o legislativo mudou o quadro de sinistro pra maravilhoso. Eu sou bipolar tenho.que tomar remédio pra dormir fiquei feliz de mais, tive que dobrar o Clonasepan de 1/2 pra 1. Dia 28 foi um dia inesquecível. Achei o questionario pro Rodrigo Maia fora do tom. Ele está bonzinho e eu muito feliz. Viralizei no Watzap o programa do dia 28.Deixei muita gente feliz

  36. Este artigo não é tendencioso. Levanta informações de políticos e, na maior parte, publica entrevista de Maia.Fica evidente que o governo está sendo tocado, no que respeita à Previdência, por Maia e Guedes, com a ausência (inexplicável) do Presidente. Somando-se a essa entrevista a informação de hoje do Infomoney, com base no Estadão, fica evidente a dupla Maia-Guedes como sustentáculo da Previdência. O Presidente distanciou-se e a Paz não está sólida. Preocupante !!!

  37. Acompanho diariamente/semanalmente os comentários de Gadelha e Rangel e de todos da Crusoé. Neste artigo foram infelizes e tendenciosos. Lamentável

  38. A entrevista é tendenciosa, com o objetivo claro de pintar o escroque Rodrigo Maia como fiador da democracia e fustigá-lo com fofocas. Tá chegando o fim da assinatura e não vou renová-la.

  39. Armaria merirmão, que entrevista grande! Nada mais que um político falando. "Dá pra tramitar os dois" o problema é que ele não faz, não apoia. Fica de mimimi, vai dizer que não fez nada para ajudar o sogro a ser liberado da prisão? Que não foi abalado por problemas pessoais, porque não perguntaram o que foi conversado entre ele e Gilmar Mendes no almoço do dia seguinte as prisões de Temer e Moreira Franco?

  40. Igor e Rodrigo Gostaria da exposição de vocês sobre os "seus quadrados" . O que Maia diz estamos cansados de escutar "lorota requentada". Ficaria decepcionado ; não sigam o caminho dos esquerdopatas.

  41. Se agisse como fala os brasileiros ficariam mais tranquilos porém por experiência sabemos que não é assim...a votação relâmpago deixou claro a postura do RM que infelizmente nem sempre agiu em acordo com os anseios da sociedade talvez seja o momento demostrar maturi dade já que lutou pra ficar no cargo que corresponda e esqueça as picuinhas e a vaidade pessoal e deixe um legado melhor que do antecessor

  42. Excelente entrevista. Se não tivesse lido o título da matéria pensaria que estava sendo entrevistado um estadista. Embora tenha mostrado uma figura de bom moço sabemos que não é bem assim que procede. Ele ainda pertence a mesma ala do pai César Maia, e não são nenhum santo. Vivendo e interpretando.

  43. Uma vergonha essa entrevista. As perguntas favorecem a narrativa do Rodrigo Maia que quer parecer preocupado com o Brasil e "tentando ajudar" mas, pelas costas, coloca pauta-bomba contra o país. Não houve uma pergunta sequer sobre a responsabilidade com a economia, com o povo, separação dos poderes. A Crusoé esqueceu quem era o Botafogo?? Esqueceu também que Temer propôs uma reforma e que, apesar de ser ótimo articulador, ficou parada? e as 10 medidas? O povo não se engana com o Rodrigo Maia.

  44. O partido do presidente atraves do frota, foi o primeiro a aderir ao projeto de reeleiçao desse porco. Dai se infere q o presidente se elegeu mas nunca teve a intençao de governar. Vai ser defenestrado com diversos pontapés, inclusive desse porco. Faz por merecer. Enganou-nos acima da pior expectativa. O cara é muito ruim de tudo

  45. As perguntas feitas estavam mais na linha de fomentar fofocas do que apurar fatos que justificassem a postura do entrevistado. Acreditar que Rodrigo Maia está preocupado com os 12 milhões de desempregados é acreditar que existe coelhinho da Páscoa.

    1. Exatamente! Lamentáveis as perguntas... Isso não é jornalismo profissional.

  46. Uma decepção a reportagem com essa figura. Com tanta gente interessante, com agenda positiva vão entrevistar logo esse?? Melhor seria entrevistar as pessoas da oper. lava jato e dar a oportunidade deles exporem seus temores..os ataques, a pressão que sofrem diariamente. Sinceramente, não há nessa figura que me faça perder tempo lendo. Lamentável isso...

  47. Definitivamente Maia não é a pessoa certa no lugar certo. Como pode liderar um congresso para votar um pacote anti crime se ele mesmo está enrolado com propinas disfarçadas de caixa 2? Evidente que ele está engolindo o Ministro Moro e a consistência do governo Bolsonaro com as promessas de campanha.

  48. Os deputados, com raras exceções, estão c. para o país. Só pensam em reeleição, conchavos, mamatas e dinheiro. Precisamos mudar essa m. toda. Voto distrital, redução drástica de gastos com a diminuição da cota orçamentária ao poder legislativo. A Câmara e o Senado são do povo. Esqueceram disso há muito tempo. Precisamos enquadrar esses folgados.

  49. Pelo visto os jornalistas da Crusoé já aderiram ao antibolsonarismo e estão promovendo o Sr. Maia como grande estadista que irá salvar o país do "ogro do Planalto". Contando os dias para cancelar minha assinatura.

    1. Nunca vi uma só pessoa com o nome Maia valer alguma coisa...

  50. A canalhada podia aproveitar a vontade de reduzir ministérios e reduzir o congresso a um terço do que é, teríamos grande economia e menos ignorantes e mal intencionados falando e praticando asneiras.

  51. Agora estou tranquilo. A matéria deixa claro que o Maia é um anjo... um santo que só quer o bem dos mais pobres. Não só ele, como todos os deputados. São divindades cheias de amor pelo povo. Ele vem de uma família que há anos está na política, e se misturou com outra (Moreira Franco) da mesma linha, que tiveram protagonismo na política, e voltaram a ter com ele. Anos e anos na política, com protagonismo, e o Brasil está a "m" que ele próprio descreveu. Ou seja, além de pilantra é cara de pau.

    1. Excelente! Maia é o novo queridinho da imprensa. Ninguém questiona o uso da agenda do Congresso para chantagear o governo, mesmo que a pauta seja ruim para o país. Ninguém questiona a troca de voto por alguma coisa e o abandono da noção de votar por convicção, independente da necessidade de "articulação" . Crusoé abandonou a ilha e morreu afogado...triste

  52. O ponto nevrálgico da celeuma entre ambos - na minha perspectiva - é uma superlativa "dor de cotovelo" (para não dizer inveja) de Maia em relação a Bolsonaro. Lembram-se de chegou a lançar-se candidato a presidente e depois recuou? Maia, outrora, sempre ridicularizou e depreciou o ex-colega. Jamais supôs que se tornasse Presidente. Doutrotanto, Maia jamais foi vestal (tanto que tem a pecha "botafogo). Ademais, há outro complicador: A contaminação do DNA paterno, o notório César Maia. Encerro...

  53. O tom das perguntas constrói o clima da narrativa que se quer criar. O jornalismo pode contribuir para o otimismo ou para o pessimismo da opinião pública. Achei essas perguntas muito provocativas no sentido de sinalizar o conflito no governo. Óbvio que o jornalista acredita nela e quer vender seu ponto de vista. Estou observando a construção da narrativa dessa revista que vai se alinhando com as outras. Já penso em um cancelamento de assinatura ali na frente.

    1. Fabio, não só você mas milhares de assinantes pensam igual. E ainda por cima nossas opiniões não são respeitadas.

  54. Entrevista altamente tendenciosa e provocadora levando sempre para o lado do embate. Sr. Rodrigo Maia, os brasileiros, seus chefes que lhe colocaram aí - um empregado do povo brasileiro assim como todos demais deputados e senadores - exigem que o Sr fale menos e comece a realmente a trabalhar votando o fim do foro privilegiado - nem foi mencionado pelo entrevistador - e lute pela mais rápida aprovação da reforma da previdência e do pacote anticrime. Depois deixemos com a Op. LAVA JATO!

    1. Resumindo: Rodrigo Botafogo Maia, vulgo nhônho, quer chantagear o governo e sabotar o país, em detrimento da escória política que ele lidera. Militares, aproveitem o momento! Fecha o congresso e o stf, tortura e mata uns 50 mil, executam o Luladrão e os problemas estarão resolvidos. Aço Selva 💀💀💀💀

    2. Francisco tem razão. A entrevista teve a característica de forçar a exposição de um conflito entre o Sr. Rodrigo Maia e o governo. Devo admitir que o Deputado foi muito habilidoso em suas respostas, blindando as tentativas de provocar mais desavenças.

  55. Um político, julga-se pelas ações e suas consequências, nunca pelo papo! Pelo histórico, não dá para confiar. Maia não tem crédito, credibilidade, por seu passado. Se ele se diz da "nova política", tem que provar com ações primeiro, logo. Se esconder atrás das instituições sabidamente capengas não vai convencer ninguém, é jogo de fachada, é papo inútil que só irrita mais o cidadão.

    1. Cada um no seu quadrado = o governo na sua caixinha? Eu falo e repito, isto é papo de PDT brizolista, do Cangaciro. Tramitar o quê? Aprovar o quê? Qual reforma? Uma que permita o crescimento pífio de sempre? "Senhores de escravos" e seus "causídicos" não os matam. O Brasil quer, e vai, se libertar. A indignação do cidadão está mais que evidente. Melhor sair da reta.

  56. Bandido ou artista, verdadeiro ou mentiroso, bom ou mau caráter, bem ou mal intencionado, o tempo dirá... MAS qualquer espaço que o Capitão deixar vazio - e ele de fato e infelizmente tem feito isto - o Maia - irá espertamente e bem rapidinho preencher (e não só ele, tem mais raposa no pedaço, toff-toff, rs). O pior é que em termos de articulação, não só nos bastidores quanto em público, o Botafogo é muiiito mais ‘articulado’ que o Bolsonaro e se partirem para o têt a têt, o gordo engole ele...

    1. O cara é um cobra no discurso! Aí, tal qual a bem “articulada” cobra de Saint Exuperry em O Pequeno Príncipe, quanto mais se puxar a língua, mais atraente, convincente, pura, encantadora e ‘envolvente’ a verve dela aflora e...’hipnotiza”, rsrs...Nesta arena do blá-blá-blá, o Maia massacra até os mais avisados... O que pode contra isto, um explosivo, destemperado e intempestivo Bolso? Entrar na arena ou ficar lá no alto da tal CADEIRA???!!!

  57. Entrevista é algo surpreendente, falamos o que não pensamos e no rastro fazemos o que pensamos. Rodrigo Maia tem que mudar muito para ser um político que o Brasil está querendo.

    1. Este senhor esquece que trabalha para os brasileiros...é nosso empregado e com tal deve deixar seu estrelismo e orgulho de lado e trabalhar para um Brasil melhor...deve lembrar que a velha política caducou , definha e já está moribunda...

  58. Que repórter tendencioso é da Folha é se for me avise que vou cancelar minha assinatura. Quer dizer que os ataques partiram do Presidente aaaa vai se catar.

  59. Uma das coisas com prioridade,e o Presente da Câmara votar de uma vez esta medida da previdência para liberar o País e tudo daí para frente será destravado e o país se desenvolve, agora ficar neste blá blá blá não é bom para o país nem pra Câmara e nem para o senado, isso para tudo Trabalho Educação Saúde não se desenvolvem e o país está estagnado está bomba vai estourar a qualquer momento nas mãos do Presente da Câmara

  60. "... no passado", a importância de Sergio MORO "no passado". Ei !. A teoria, na prática ... é outra. Padrão duplo, ao que parece. Combate a corrupção, cadê !

  61. Se o Rodrigo Maia, daqui para frente, pautar sua atuação de acordo com o que declarou nessa entrevista, o Brasil realmente dará um salto que irá beneficiar as pessoas no curto e no médio prazo. O Brasil deixaria de ser o eterno País do futuro para realmente se tornar um país digno do seu porte territorial, de suas riquezas e de seu povo. Torço para que tudo isso o que foi dito seja posto em pratica.

  62. Essa visão do Rodrigo Maia quanto a função do estado é igual a de qualquer ditador socialista: observem: - acha que é o Governo que tem que investir pq assim gera emprego. Se esquece que quem gera emprego é a iniciativa privada. - acha quer será o congresso que irá resolver o problema da educação. Esse dirigismo central é que gera esse desmonte educacional. - acha que o parlamento transforma a vida das pessoas. Só se transformar para pior meu amigo. Estamos na República socialista do Brasil.

  63. O Mentiroso, como sempre, diz uma coisa, e faz outra. não confio nesse Rodrigo Maia, já mostrou para o que veio. engana somente os mais incautos.

    1. Segundo a revista veja o STF mandou recado pro Rodrigo Maia "partir pra cima do ministro Moro" .

    2. Esse Rodrigo Maia é um farsa, está chantageando o presidente!

    3. Esse Rodrigo Maia é um farsante , está chantageando o presidente .

Mais notícias
Assine
TOPO