Pedro Ladeira/Folhapress"O que explica (as suspeitas de corrupção no governo) é a desorganização, a falta de diretrizes claras, de capacidade de mexer na estrutura e modificar os vícios existentes"

O governo do show

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz diz que o presidente age para transformar tudo em espetáculo, blefa ao sustentar que tem o apoio dos quartéis e se mostra incapaz de mexer nas estruturas viciadas do governo
02.07.21

Dois meses após ser demitido da Secretaria de Governo pelo presidente Jair Bolsonaro, em junho de 2019, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz decidiu abrir uma conta no Twitter para se manifestar politicamente, algo que ele não podia fazer de maneira aberta nos 47 anos em que serviu ao Exército e nos seis meses em que ficou na Esplanada dos Ministérios. A lucidez do oficial reformado o transformou em uma das principais vozes críticas ao governo entre os militares. O objetivo de Santos Cruz ao aderir às redes sociais e emitir suas opiniões sem reservas, diz ele, era alertar para o fanatismo encravado no Palácio do Planalto e para o risco do Exército ser “arrastado para a política“.

Aos 69 anos de idade, o general deve, muito em breve, se lançar de vez na política partidária. Ele tem conversas avançadas para se filiar ao Podemos e, possivelmente, disputar um cargo nas eleições do ano que vem, quando terá uma meta para perseguir: ajudar a evitar não só a reeleição de Bolsonaro como também a volta do PT ao poder. “Tem que vir alguém que represente um projeto, uma nova opção. Não tem que ter mito ou gente em missão divina“, afirma. Nesta entrevista a Crusoé, Santos Cruz fala das suspeitas de corrupção e da atuação de extremistas no governo e critica as tentativas de uso político das Forças Armadas pelo atual presidente da República.

O que explica essa sucessão de suspeitas, até na compra de vacinas, em um governo que se elegeu prometendo combater a corrupção?
O que explica é a desorganização, a falta de diretrizes claras, de capacidade de mexer na estrutura e modificar os vícios existentes. Como consequência disso, surge todo tipo de ocorrência.

Quando o sr. estava no governo, já percebia sinais de corrupção ou da falta de controle para evitar desvios?
Não. A minha participação foi apenas no início do governo. Ainda havia ali uma tentativa de modificação da estrutura. O que estamos assistindo não é só de agora. Os vícios são antigos. Para mexer em estruturas viciadas você precisa de tempo, ter planejamento, diretrizes claras, uma liderança que conduza esse processo. O governo não mostrou até agora capacidade de modificar essas estruturas problemáticas. É muita preocupação com coisas supérfluas, é uma campanha eleitoral permanente. Você não senta para trabalhar e mudar essa estrutura. A atenção fica desviada para outras questões menos importantes e daí acontecem essas coisas.

Como o sr. enxergou a decisão do comando do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participar de ato político com Bolsonaro?
Normalmente, a gente não critica a decisão do comandante do Exército por uma questão cultural. A cultura da minha geração é a de não criticar o comandante por não saber a quais pressões ele está submetido. Acho que houve uma fixação muito forte à questão da punição ou da não punição. O comandante pode punir ou não. Não é todo erro que você conserta com punição, e erros acontecem. Mas o fato criado é um fato inaceitável na cultura militar. Esse não é só um caso disciplinar, é muito maior do que isso. É um fato político que tem um responsável maior no cenário, que até faz questão de dizer que é o comandante em chefe. Se ele é o comandante em chefe não pode desprestigiar, colocar em risco e desacreditar a instituição. Tem uma figura maior no cenário.

Que é o presidente Jair Bolsonaro.
Claro, o presidente da República, que atuou de forma completamente irresponsável. Ou ele não sabe nada do regulamento ou não sabe qual a postura que ele tem de ter como comandante em chefe. Comandante em chefe não deve ficar chamando militar para palanque, deve tomar decisões estratégicas. Toda vez em que faz discurso político e fica tentando envolver os militares, ele é o grande responsável. Houve uma fixação muito grande com o general que foi para o palanque, com a decisão do comandante do Exército, mas o pessoal está perdendo o foco, que é de um presidente que desde o ano passado está querendo arrastar o Exército para a política. Esse é o problema.

Por que o presidente faz isso?
Isso, para mim, é falta de noção institucional. O Exército não é a única instituição que tem sofrido com esse comportamento. Por exemplo, o Ministério da Saúde: um dia o ministro diz que tem de usar máscara e no outro dia o presidente da República sai na rua sem máscara. Ou a Anvisa, que é um órgão técnico: aprova a vacina um dia, e no dia seguinte o presidente diz que a vacina não tem amparo técnico. É um vício dele desprestigiar as instituições. São muitos os exemplos. É uma falta de noção pessoal. Todas as instituições devem ser valorizadas, não o contrário. A democracia funciona porque tem um processo permanente de aperfeiçoamento das instituições.

Nesse contexto, que recado o Exército passa à sociedade ao decidir não punir o general Pazuello?
Faz muito tempo que estou fora do Exército, na prática desde 2012, e não posso falar pelo Exército. Não sei se o comandante fez alguma recomendação interna, mas isso é uma coisa tão lógica, tão parte da cultura militar, que todos os militares sabem que não devem fazer (participar de ato político). Por não ter havido uma manifestação pública, as pessoas podem ter achado que estão mudando a cultura dentro do Exército. Não vão mudar. Isso está muito enraizado. O Exército não se envolve com política. Quando houve o incidente com os três comandantes, do Exército, da Aeronáutica e da Marinha (substituídos por Bolsonaro em março), eles saíram sem falar nada. Deve ter sido por alguma discordância. Não adianta porque não é esse tipo de investida que vai destruir a cultura militar.

Isso é da porta do quartel pra dentro. E do quartel pra fora? Ao decidir não punir Pazuello, a instituição não passa a impressão de que se curvou aos interesses políticos do presidente?
Sem dúvida nenhuma existe uma percepção na sociedade de que o Exército está participando do governo do presidente Bolsonaro. Ela começa pelo grande número de militares que exercem funções de destaque no governo. Como a representação social está desequilibrada no governo, passa essa impressão. Concordo que existe essa percepção, e ela não está errada, mas não bate exatamente com a realidade. Isso é feito de maneira proposital pelo presidente para transferir o prestígio das Forças Armadas para o governo e mostrar para a sociedade que o Exército está envolvido em assuntos de governo. E, o pior de tudo, de que está envolvido em projeto pessoal de poder. E não está, mas a impressão é a de que está. As pessoas que acompanham mais de perto o Exército sabem que isso é um blefe. Tem várias indicações disso.

Quais indicações?
Tem várias ameaças (da parte do presidente) de que vai fazer um decreto para isso ou aquilo. Mas você percebe que aquilo não se concretiza. No geral, porém, o show acaba tendo algum efeito.

Agência BrasilAgência Brasil“Não podemos esquecer que foi o próprio PT que começou a investir na divisão social”
Quem deve conter esse ímpeto do presidente?
Em primeiro lugar, eu acho que esse tipo de conversa que estamos tendo faz parte de um alerta para a sociedade. O pessoal da ativa não vai fazer isso, nem pode fazer. A postura militar não permite. Se fizer, gera uma crise maior ainda. Os comandantes trabalham e ficam quietos. Veja que os três comandantes que saíram não falaram nada sobre o episódio, mostraram como é a cultura militar. Agora, quem alerta para isso? É a imprensa, são os militares que estão na reserva, como eu. E a população, sabendo disso, começa a formar a convicção dela. A grande participação da população é o momento do voto. Fora disso, você tem o Ministério Público, o Congresso Nacional, o Judiciário. Se perceberem alguma coisa fora da legislação. eles têm de atuar.

O sr. vê semelhanças entre o governo Bolsonaro e o de Nicolás Maduro?
Vejo, sem dúvida nenhuma. Particularmente, no estilo populista de transformar tudo em espetáculo, de sempre tentar arrastar as Forças Armadas para a disputa política. Chamar a instituição de “meu Exército”, esse pronome possessivo que não tem sentido nenhum porque absolutamente demagógico, é populismo. Existe um jogo político e você tem que jogá-lo, mas sem envolver as Forças Armadas. Aí vem a similaridade com Nicolás Maduro.

Acredita que Jair Bolsonaro possa ser reeleito no ano que vem?
Pode até acontecer. Se acontecer, temos que respeitar. Mas vejo hoje um quadro com duas opções que o Brasil não merece. O Brasil merece uma opção que entregue paz e união. O Brasil está desunido e não é de hoje. Por que estamos mal na condução da pandemia? Porque não tem união nacional. Se tivesse união nacional desde o início, nós passaríamos melhor por esse período. Mas não. O que temos é briga com todo mundo, com as instituições. É desrespeito pessoal, desrespeito funcional, desrespeito institucional. Não é assim que uma sociedade vive.

O fato de o presidente ser militar e de o governo ser formado por muitos militares alimenta o temor de que ele poderia promover um golpe para se manter no poder. O sr. acha isso possível? 
Eu acho que se uma meia dúzia inventar de fazer tumulto vira caso de polícia e aí a polícia resolve. Não vamos considerar que haverá uma convulsão nacional se o presidente perder a eleição.

O sr. crê em uma candidatura competitiva de terceira via que possa romper a polarização entre o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula?
Sem dúvida. A sociedade brasileira está se conscientizando sobre essa necessidade, tirando os extremos. Porque nos extremos há fanatismo, o que não é racional. Fanatismo se alimenta de fanatismo, anda junto com crime e sempre termina em violência. Então, tirando esses extremos, a maior parte da sociedade quer paz, harmonia, tolerância, convivência, desenvolvimento, e vai optar por uma alternativa que traga paz social e união.

Dos nomes que já estão postos, tem algum que lhe agrada mais?
Tem que ver a proposta. Alguns já são mais conhecidos, mas acho que ainda pode aparecer gente nova. Não tem que vir mais nenhum salvador da pátria. Tem que vir alguém que represente um projeto, uma nova opção. Não tem que ter mito, gente em missão divina. Tem que ter uma pessoa que seja menor do que o projeto e que cumpra o projeto.

Um novo governo do PT pode trazer esse clima de paz e união, como Lula tem pregado?
Essa é uma manobra política que é válida, de tentar transmitir essa sensação, de que a convivência política será melhor. Mas não podemos esquecer que foi o próprio PT que começou a investir na divisão social. E tem outra coisa importante: o Partido dos Trabalhadores teve oportunidade de governar por três mandatos e meio, praticamente. Teve a oportunidade dele. Realizou algumas coisas e outras não realizou, como qualquer governo. Mas terminou o ciclo muito desgastado por escândalos e demagogia. Acho que a volta do PT, sem nenhum exagero, é um retrocesso. Nós precisamos andar para a frente.

Agência BrasilAgência Brasil“Nos extremos há fanatismo, o que não é racional. Fanatismo se alimenta de fanatismo”
O que fez o sr. acreditar no governo Bolsonaro e ter sido ministro por seis meses?
Assim como eu, mais de 57 milhões de brasileiros também fizeram a mesma opção. Em primeiro lugar, era importante encerrar aquele ciclo de quatro mandatos em que o PT era o partido central do governo. É bom politicamente para um país ter alternância de ciclos. Em segundo lugar, tirando as coisas espetaculares que uma campanha sempre tem, essa parte mais emocional, o que foi falado durante a eleição era importante: combate à corrupção, fazer uma nova política, que não fosse toma lá dá cá. Se afastar desse modelo de tentar explorar o estado, no seu orçamento, nas emendas parlamentares, no recurso público uma forma geral. Foi isso tudo que (me) levou (a integrar o governo). Na campanha, o presidente falou tudo que a sociedade queria ouvir: que a Lava Jato iria continuar, que o ex-juiz Sergio Moro iria ser ministro da Justiça. Só que, depois, na prática, aquilo não se concretizou. Falava-se em união nacional, porque se acusava o ciclo anterior, do PT, de ter dividido o país entre nortistas e sulistas, entre pobre e rico, coxinha e mortadela. Mas não foi isso que aconteceu. Logo os extremistas passaram a ter influência do governo.

Quando o sr. se deu conta que não havia um projeto de governo?
Se você voltar lá para o início do governo, vai ver a influência de um grupo muito extremista, que não era numeroso, mas era muito atuante, radicalizando em um nível baixíssimo na internet. A gente mudou o governo para melhorar o nível do nosso relacionamento social e político, não para chegar ao nível daquela escória extremista. Não há mais discussão de ideias. Há apenas ataques pessoais, os mais baixos possíveis.

O sr. foi um dos alvos desse grupo extremista.
Particularmente não me afeta, mas é uma vergonha social. A sociedade brasileira não merece ter um grupo de influencers governamentais daquele nível, que é o mais baixo possível. Se não concordamos com as coisas, vamos mudar, fazer alguma coisa construtiva, e não fazer um show de xingamentos para todo lado. Não fui lá para isso.

Nesse grupo está o vereador Carlos Bolsonaro, filho 02 do presidente, que atacou o sr. nas redes sociais pouco antes da demissão. A quem o sr. credita a sua saída do governo?
Em primeiro lugar, alguém se torna ministro porque é convidado pelo presidente, e depois deixa de ser porque o presidente não quer. Não tem nada de errado quando o presidente decide substituir um ministro. Nenhum governo no mundo termina com a mesma equipe que começou. O que é ruim para a sociedade é ver uma grande quantidade de crimes medíocres para justificar (a demissão).

O sr. se refere ao famoso print de uma suposta troca de mensagens do sr. criticando o presidente?
Sim. Para tirar um ministro, não precisa dar show. Tem um grupo que eu considero uma escória social que tenta influir em todas as ações de governo.

Aquelas mensagens divulgadas foram montagens?
Claro. É uma coisa até burra porque fizeram a montagem no momento em que eu estava embarcado em um avião, sem internet. Foi ridículo, é medíocre.

Qual é sua opinião sobre o tratamento que o presidente Bolsonaro tem dispensado ao vice Hamilton Mourão, escanteado do governo?
Não quero falar da pessoa de um ou de outro, mas isso é péssimo para o país. Mostra falta de liderança, de capacidade de convivência. Tem que convidar para trabalhar alguém em quem se tenha confiança, admiração, respeito. Isso passa por uma questão pessoal, de valores. Dá para fazer desse relacionamento uma coisa extremamente construtiva, mas, infelizmente, isso não existe.

Quais foram os maiores erros do governo na condução da pandemia no Brasil?
Em primeiro lugar, a falta de liderança. Diante de uma situação complexa como essa, a autoridade maior tem de chamar a responsabilidade para ela e conduzir o processo. Outra coisa é a falta de união nacional. A autoridade maior tinha de convocar governadores, prefeitos, toda a classe política, para esquecer temporariamente os objetivos partidários e pessoais e se unir. A falta de liderança tem como consequência a falta de união nacional. E daí vem a politização do assunto e a falta de utilização  da estrutura existente dentro do governo para um aconselhamento técnico. Nós tivemos politização até de medicamento. Ainda estamos discutindo se tem remédio que funciona ou não funciona. E o pior é que uma discussão que não é técnica. É mais um show no qual escutamos mais coisas absurdas.

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  1. Considero de muita energia e responsabilidade do general C,ruz a um dia coloquei o nome dele pra ser vice de dr Sergio MORO sera uma alternativa valioza para o Brasil

  2. Sérgio Moro & Santos Cruz... ou Moro e Tebet (a séria, honrada e super qualificada deusa do Congresso). Para qualquer destas duplas entrando no páreo, o resto é resto e todos virarão lanterninhas sem bateria.

  3. É de pessoas lúcidas e incorruptíveis como o Gen. Santos Cruz, que precisamos no governo e nas instituições, em todos os níveis, não dessas pessoas estúpidas e corruptas que povoam Brasília e os governos estaduais. Moro e Santos Cruz seria uma chapa imbatível já no 1º turno.

    1. Concordo em grau, gênero e número. Votaria neles sem a mínima dúvida.

    1. Ele dá show desde a época em que pertencia ao governo e saiu porque é honrado e lúcido.

  4. A lucidez e precisão nas palavras do General é um alento para todos que sonham com um país um pouco melhor. Parabéns General!!

  5. Entrevista boa. Só pecou por nāo perguntar ao general o quê avalia sobre a ideologia do “inimigo interno” que está sendo utilizada fartamente para urdir um golpe. Ilusão desconsiderar esse caldo que permeia a pior elite do mundo que abusa deste infeliz país (agora agronegócios, evangélicos e canalhas de sempre)…

  6. Não é mais do exército mas representa o pensamento do nosso exército. Tomara que os outros que estão na ativa, pelo menos os mais importantes, tenham essa mesma postura

  7. O governo Bolsonaro é um verdadeiro manicômio. O General SANTOS CRUZ e SERGIO MORO deixaram o governo para preservar suas biografias. Parabéns General Santos Cruz!!! Para 2022, uma chapa presidencial, reunindo SERGIO MORO Presidente e General SANTOS CRUZ Vice, seria imbatível e ganharia a eleição no primeiro turno. Pedro Geraldo

  8. Parabéns General Santos Cruz suas palavras são verdadeiras.Continue assim ,vá para a política precisamos de pessoas como o Sr.

  9. Total admiração pelo general Santos Cruz, a esperança é que realmente se candidate a um cargo de influência e que seja eleito. Excelente entrevista.

  10. Acho que este militar foi coerente com o pensamento,pois saiu do governo e poderia ter ficado ganhando um ótimo DAS além do soldo auxílio moradia,celular,carro com gasolina e motorista ,segurança,auxílio paletó .Mas abriu mão e escancarou o governo.Foi coerente e honrado

  11. Parabéns Gal. Santos Cruz. Entrevista pedagógica e clara. Aos mais responsáveis pelo futuro, trabalhem pra um Brasil melhor. Tenhamos em 2023 um governo que faça uma transição para o desenvolvimento da nação. Percebam que a sociedade se afasta dos políticos e do Estado, e se no futuro isso concretizar, teremos mais ou menos Democracia.

    1. kkkkk...ninguém fez mais pelo PT do que Jairnocida...nem LULA! nem LULA! Graças ao Capitão Cloroquina Lula está livre....

  12. NEM LULA NEM BOLSONARO EXISTE VIDA INTELIGENTE ALÉM DESSA DISPUTA DOIS POPULISTA E CAUDILHOS! A HISTÓRIA NÃO SE APAGA OS CRIMES COMETIDOS

  13. Parabéns! Lucidez deveria ser a regra.Virou exceção. Presidente da OAB sustentando exame da ordem? Não seria um atestado do baixo nível dos cursos que formam os brasileiros? Você faz a faculdade, mas não está pronto para exercer? Não seria mais inteligente investir na formação? Ver professor universitário do direito apoiar propaganda do Bolsonaro usando o exército para terminar estrada? Competência dos Ministérios?Saúde Coletiva: diferença entre conhecimento e ciência? Gestão do SUS. Difícil!!!

    1. Sonia gostaria de dar os parabéns ao seu presidente Bozonaro pq ele conseguiu trazer o PT de volta

    2. Pessoas que ajudam a chocar o „Ovo da Serpente „,, não percebem o mal que fazem ao país. Certo General Santos Cruz,, saiu a tempo deste governo e não será levado a erro. Assim também MORO(quase enredado. Eu também demorei pra perceber, Ainda bem que descobri quem era o „messias „ espero que possamos tirar a hiena do poder.“FORA BOLSONARO“ , MORO PRESIDENTE,!!!

  14. No Brasil infelizmente é assim,quem realmente tem valor,não é valorizado. É o caso deste importante brasileiro ;General Santos Cruz !.parabéns 👏👏👏👏

    1. Santos Cruz é uma mente aberta, segura e coerente. precisamos de pessoas assim para o Brasil

  15. Seria muito bom se essa Crusoe enaltecesse a expressão “suspeita”. Porque até agora só se viu retórica e textos confusos que não provam nem chegam a nada. Inclusive, acho até que as eternas e constantes publicações da Crusoe contra o Presidente atrapalha em muito uma “possível” descoberta de fraude. Mas isso é querer muito desse tipo de imprensa, que apoia seres como Renan Calheiros e Omar Azis. Francamente…

  16. Excelente entrevista! Santos Cruz pode ser uma alternativa para o nosso futuro. Mostra equilíbrio, competência e, acima de tudo, honestidade.Vamos manter a esperança.

  17. para os bolsominions general mesmo é o maria fofoca a.k.a mary gossip , aquele que se vacinou escondido porque queria viver. CAGÃO. depois os velhinhos viagra adicted vestem blusões de motoqueiros e mijando nos pés fazem fotos radicais. gostaria que o MONTY PYTON visse isso.

  18. Por quê esse ancião melancia reformado está fazendo becinho? ... Poucas pessoas sabem, mas o Exército de Caxias se livrou de um cancro sifilítico crônico.

    1. Ciro é retrógrado, pensamento estatista, o pais merece um novo momento, sem salvador de pátria e populista.

  19. independente de concordar ou não com o General, oq vale é o debate lúcido, assim como na entrevista. hj temos muitos gritos de todo lado e as pessoas só estão escutando oq querem.

  20. SE O EXÉRCITO TIVESSE TOMADO A ATITUDE DE EXPULSAR O PALHAÇO FANFARRÃO TERIA CONTRIBUÍDO MAIS PARA O PAÍS. O LUGAR DE MILITAR COVARDE E ARRUACEIRO É NA CADEIA SEGUIDO DE EXCLUSÃO A BEM DA DISCIPLINA, E ISSO NÃO OCORREU QUANDO REFORMARAM O PÉSSIMO EXEMPLO DE MILITAR ACABARAM CHOCANDO O OVO DA SERPENTE. O RESULTADO QUE ESTAMOS ASSISTINDO É DE UM CENÁRIO CAÓTICO E DEPRIMENTE DE UM PAÍS SEM GOVERNO. QUE SIRVA DE EXEMPLO PARA QUE JAMAIS DEVEREMOS COMETER O MESMO ERRO. MORO PARA PRESIDENTE EM 2022🚔

    1. Faço minhas as suas palavras. Hoje é exatamente o que penso.

  21. Se os militares querem ter influência política, que apóiem alguém como o gen. Santos Cruz, e não um capitão arruaceiro e desqualificado.

  22. Cumprimentos e aplausos, CRUSOÉ, pela especialíssima escolha do entrevistado, um BRASILEIRO DE VERDADE capaz de iluminar o fim do túnel!!!

  23. Entrevista magistral, perfeita, irretocável!!! Parabéns e obrigada pela lucidez, integridade, inteligência e competência de sempre, General ALBERTO DOS SANTOS CRUZ!!!! Terá o meu voto e os dos meus familiares para qualquer que seja o cargo que escolher. O POVO BRASILEIRO E O BRASIL lhe esperam para que tenhamos uma opção perfeita como candidato, como o representante de verdade que merecemos!!!!

  24. Santos Cruz é daqueles que viu as coisas darem errado na pior sequência possível (a Lei de Murphy surgiu no Bananão), saiu e agora está usando uma visão ampla e tentando uma alternativa para os erros que continuam no poder ou que lá já estiveram e não deram certo também...é alguém a considerar para formar uma visão e chegar em algum lugar melhor.

  25. Esse outro generaleco se rebaixou e lambeu os coturnos do capitão, ajudando-o a se eleger. É um dos culpados de termos esse sujeito no (des)governo, juntamente com seus outros colegas lambedores. Portanto, o bom que ficasse quieto, botasse seu pijama e fosse para casa. Só se manifeste se tiver alguma prova concreta para ajudar o País - pois deve saber dos malfeitos quando estava babando o capitão.

    1. Gado com a doença da vaca louca! Volta pro cercadinho, de onde nunca deveria ter saído! Vade retro, Capetão! Volta pra cadeia, Luladrão! #nenhumdos22022

    2. Da casa da senhora que te pariu certamente eu não vim, com todo o respeito a ela que não tem culpa do teu nascimento. Lambe coturnos sim, que ajudou esse sujeito, e só reclama depois de mandado embora por ele pelos filhotes. Aliás, falando em lambe coturnos, utilizando um termo teu, é insuspeito que és um paisano de algum cargo público que adora militares, ou és um militar puxa-saco de superior.

    3. Cara esse seu bostamentário é de uma estupidez galopante. Terias tido muito melhor proveito do nosso tempo e atenção se tivesses ficado calado e recolhido à tua insuspeitada ignorância. De onde viestes, palerma?

  26. O General Santos Cruz sempre honrou as FFAA pela sua firmeza, retidão e caráter. Já o capitãozinho capacho do Centrão fez e continua fazendo o oposto.

  27. Essa opção única para o país felizmente já existe, estamos torcendo por Eduardo Leite e seu forte grupo de bons e honestos gestores, se vier com Sérgio Moro então aí sim vamos ver a justiça de verdade e o bem comum de volta aos corações e mentes dos brasileiros

  28. Caráter é caráter e esse general reformado está cheio de caráter e sapiência. Um homem desses podia se candidatar na chapa do Mandetta.

  29. Tenho acompanhado as entrevistas do General Santos Cruz nas quais são evidentes sua retidão de caráter, dignidade, lucidez, posicionamento ético com relação aos temas nacionais. Considero de suma importância e relevância que participe do projeto 3.ª via.

  30. Tem um Roberto aqui nos comentários que não sou eu, Roberto Bruzadin, brasileiro de estatura mediana, 80 anos de idade, duplamente vacinado (AZ) contra a Covid e produtor musical. Gostei muito da entrevista do general Santos Cruz. Poderia se abrigar no Podemos junto com Sergio Moro e lançar-se na política. Moro e Santos Cruz é poule de 10 nesse próximo páreo de 2022.

  31. Muito lúcido o ex ministro. Bolsonaro governa como quem governa um buteco. Os bons quadros que começaram no governo (exceto Agricultura e Infraestrutura) já sairam. Espero que Santos Cruz se candidate

  32. Essa entrevista não deveria ficar restrita aos assinantes de Crusoé. Como assinante eu abro mão dessa exclusividade (e peço que outros também). Por outro lado, a divulgação da íntegra dessa entrevista, traria para Crusoé publicidade ainda maior.

    1. Acho q não. A pobreza de ideia do general, é militar

  33. Caráter é isso. Manter-se firme com seus valores e princípios do começo ao fim. O Gal. Santos Cruz é, realmente, um homem.

    1. Meio homem. Onde estava com o cérebro quando soube das ligações do miliciano com as milícias?

  34. Perfeito, em todos os níveis o equilíbrio, a conduta ética e o bom caráter são fundamentais numa sociedade saudável.

    1. Gostaria de me associar aos cumprimentos, mas não vejo merecença- o militar é ingênuo na mais caridosa das hipóteses

  35. Parabéns pela entrevista! Eu sempre presto muita atenção no que é dito pelo General, esse sim um brasileiro de verdade. Ainda tenho fé que os extremistas irão perder a eleição. Lula e Bolsonaro, nunca mais!! Mas se eu tiver que votar em um dos dois, não farei como fiz na última eleição em que me omiti, vou cravar Lula! Dos males o menor!!

    1. Faz isto não simplesmente vote nulo ou não vote. A insatisfacão se demostra tb com o não comparecimento

  36. Parabéns Gal. Santos Cruz, tenho a sua idade, servi o EB e conheci generais, homens bem formados, inteligentes e leais. Acredito que o Cap. ou seria ten.PR (?!) simplesmente nunca comandou mais do que 1 pelotão ou 1 companhia. Sua formação política, ao que parece, como membro do baixo clero da Câmara ou ex-militar não lhe deu competência para dirigir o nosso grande país, simples assim. O próprio governo armou a arapuca que o levou aos braços do Centrão. Seu 1o. ato deverei ser como o de Abrahão:

    1. entregar o filho acusado de rachadinhas à Justiça; 2º. Manter Sérgio Moro no Ministério e, agora, nomeá-lo para o STF; 3º. Conduzir com firmeza o combate à Pandemia de COVID-19 comprando vacinas a partir de Julho/2020 pois a mortandade poderia no máximo chegar a 150 mil mortes; 4o. Manter base de apoio suprapartidária; e por último, só por último, lutar pela reeleição depois de debelada a Pandemia. Era muito para o Capitao não é Gal. Santos Cruz?!

    1. Olá Mercia. Do seu lado, tem Lira, Barros, Waldemar, Jefferson, Bezerra...

    2. não precisei ler mais nada,do que disse Crusoé. se Santos Cryz tem interesse de fazer o PT voltar ao PODER, é mais um cabo eleitoral de Bolsonaro. Renam Aziz, Sarney é muito do mesmo....

  37. Este me parece um posicionamento que se enquadra no que se está acostumando chamar de “terceira via”. Taí mais um nome importante!

    1. Kkkk falar mal de Bolsonaro e' gente altamente capacitada! Eita gente bocó!

  38. Grande entrevista, General. Das melhores que já deu aqui para os Antagonistas e que são sempre ponderadas, com críticas certeiras e soluções sugeridas com sabedoria. Aguardo com carinho uma sua candidatura à algum posto relevante para o Pais.

  39. Nós, cidadãos, agradecemos os serviços prestados pelo Oficial General. Afirmo que este foi um investimento produtivo para o país com o retorno que este Servidor público com seu trabalho, seriedade, ponderação, inteligência, honradez, equilíbrio e pelo cumprimento dos seus deveres assumidos ao jurar servir à Pátria. Pago este salário com prazer, seguro de que Este faz Jus. Quanto ao do nosso atual líder e alguns Of. Generais no Executivo entendo ser um Mau Investimento que sou obrigado a arcar.

  40. Santos Cruz merece o respeito do povo brasileiro! Pelas atitudes sensatas, pelo caráter, pela coragem demonstrada durante a sua carreira militar, pela lucidez ao fazer uma radiografia deste governo! Seria ótimo se pudéssemos contar com ele em 2022!

  41. Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” O Brasil finalmente terá Um Governo Fundado no “IMPÉRIO DA LEI!” Não seremos LUDIBRIADOS com o “Velho Truque de MELHORAS na ECONOMIA!” Triunfaremos! Sir Claiton

  42. Sou admiradora do General desde que o conheci no início do atual governo. A foto emblemática do general ao lado da criança no Haiti expressa o homem inteligente, sensível e responsável que ele é por si só. Parabéns ,General Santos Cruz!

  43. Sabino, Mainardi aproveitem a oportunidade e convidem o Santos Cruz para ingressar o quadro de colunistas da Crusoé, seria uma aquisição de peso

  44. Excelente entrevista. Aos poucos, o cidadão Santos Cruz vai se soltando e demonstrando toda a sua capacidade de comandante e sensibilidade cívica em relação aos problemas de condução político-administrativa do Estado. Quanto ao Jair, disse tudo: é um blefe.

  45. Sou fã desse homem inteligente, lúcido e líder nato. Precisamos de homens como o senhor Santos Cruz para reerguer esse país !

  46. Diferentemente do que diz o general, o comandante do exército amarelou no caso pazuello e, com isso, apequenou a instituição. Não satisfeito acovardou-se da decisão tomada e impôs 100 anos de sigilo a ela.

    1. Perfeito. E o general entrevistado se não fosse um bosta diria isso

  47. Meu apoio do Sr Santos Cruz á Câmara Federal,!!! Precisamos muito de Gente Idónea , Inteligente pra Ajudar o Brasil a sair desse Lamaçal...

  48. Muito boa entrevista. O general descreve bem a essência do bozolulismo. Entretanto, ele não explica como um homem sério como ele aceitou fazer parte de um governo liderado por um psicopata compulsivo desde a época de soldado raso. Qualquer general bem informado sabia muito bem da trajetória do Bozo, do extremismo que ele representa e da falta de valores que ele sempre demonstrou. Portanto, general, deixe de ingenuidade e fale a verdade. Você foi para o governo por alguma outra coisa. Qual foi?

  49. lúcido, como deve ser um militar. Porém, Cruzoé não fez uma pergunta básica: os altos reajustes sistemáticos que o Bolsenero vem oferecendo ao soldo lá do teto da militada, isso não "compromete" apoio? Afinal, milico no nível aí do Gal Cruz elevou de 30 para 80 mil o salário, nada mal para quem possui a "Cultura" do silêncio.

  50. Excelente entrevista. O general é um homem de brio. Precisamos de mais pessoas assim na política . O Brasil precisa de uma terceira via urgente. Alguém competente e não salvador da pátria.

  51. Excelente entrevista, como sempre foram excelentes todas as suas manifestações, desde quando ainda integrava o governo. Pessoa lúcida e íntegra!

  52. Parabéns General Santos Cruz...foi decepcionante ver as FAs sendo usada por Bolsonaro e apoiando o que ele está fazendo. #NemLulaNemBolsonaro

    1. Bolsonaro espezinha o exército q froxo não é capaz de mandar um recado. Cala, co sente e por um milhão de dólares o ademar de Barros comprou um general;

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