Alex Silva/Estadão Conteúdo"O corrupto é um sociopata, além de um jogador, que só age após medir riscos"

‘Penso em pendurar a lupa’

Desolado com o atual cenário político do país, o fim da Lava Jato e a possível polarização entre Lula e Bolsonaro, o economista fundador do Contas Abertas prepara sua aposentadoria
11.06.21

Aos 68 anos, o economista Gil Castello Branco é um dos mais conhecidos fiscais das contas públicas do país. Fundador da premiada organização Contas Abertas, que desde 2005 realiza um trabalho de controle social dos orçamentos públicos, ele ajudou a revelar grandes escândalos da cena política brasileira das últimas décadas, como as pedaladas do governo Dilma Rousseff, e expôs privilégios imorais do setor público. Nos últimos cinco anos, entretanto, a escalada rápida da impunidade no país fez arrefecer o ânimo de Castello Branco e ele agora prepara-se para aposentar as chuteiras. Ou melhor, para “pendurar a lupa”, como prefere dizer. Defensor ferrenho do bom uso dos recursos públicos, o economista cansou de enxugar gelo e sente-se hoje numa “missão quixotesca”.

“Havia uma grande expectativa de mudança a partir dos resultados da Lava Jato, mas, de uma hora para a outra, entramos em uma curva no sentido contrário, tudo começou a ser revertido, o que gerou uma frustração grande”, explica o economista. “O cenário é muito desolador. De alguns anos para cá, passamos a vivenciar a construção de um pacto pela impunidade”, afirma o fundador da organização Contas Abertas, que desagrada a políticos desde a década de 1980.

O economista também não esconde o desânimo com relação ao cenário eleitoral de 2022 e lamenta que, mais uma vez, os brasileiros possam ser obrigados a escolher entre o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. “A tendência é que, mais uma vez, tenhamos essa radicalização. Isso vai dividir ainda mais o país. Dividido, o país não caminha”, afirma. Confira os principais trechos da entrevista.

 O sr. tem um trabalho de mais de três décadas de fiscalização de gastos públicos. O que mudou nesse período?
Há muitos anos eu me dedico a fomentar a transparência, aumentar o acesso à informação e combater a corrupção. Essas são as missões da minha vida. Talvez eu tenha sido um dinossauro nessa área, um dos pioneiros na disseminação de informações sobre o controle, notadamente na área econômica, do Orçamento da União. Muitos reconhecem essa minha atividade como pioneira. O Contas Abertas foi a primeira entidade a ter uma senha do Siafi (sistema tecnológico que reúne informações orçamentárias). De alguns anos para cá, passamos a vivenciar a construção de um pacto pela impunidade. Esse pacto já vinha sendo costurado desde 2016.

Houve um momento de inflexão?
O fato marcante foi quando o então ministro Romero Jucá teve diálogos gravados com o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, dizendo que era preciso uma mudança no governo federal para resultar em um pacto para “estancar a sangria”. Essa expressão ficou muito marcada. Os dois eram investigados pela Lava Jato. A operação, ainda que possa ter imperfeições, o que é normal em uma ação desse tamanho, em cinco anos gerou 285 condenações, 600 réus e mais de 3 mil anos de penas. Foi uma operação que realmente parecia o início de uma nova fase no combate à corrupção no Brasil. A meu ver, o principal fator que realimenta a corrupção é a impunidade. O corrupto é um sociopata, além de um jogador, que só age após medir riscos. Ele avalia o perigo de cometer um ato ilícito. E com tudo o que a Lava Jato vinha gerando, a tendência seria que um corrupto pensasse duas vezes antes de cometer um ato ilícito, porque ele começou a imaginar a possibilidade de ser preso, o que não acontecia antes no Brasil.

E o que gerou esse pacto pela impunidade?
Esse pacto teve a participação dos três poderes. O Judiciário decidiu, por exemplo, que crimes comuns correlatos ao caixa dois passariam à Justiça Eleitoral, que sabidamente não tem estrutura para julgar. Depois, paralisou temporariamente as trocas de informações entre o Coaf e delegados e procuradores. A Justiça suspendeu investigações da Receita Federal que eram republicanas, mas atingiram ministros do Supremo e seus familiares, anulou a condenação do Aldemir Bendine, reinterpretando a lei para gerar benefícios, anulou o processo julgado pelo Sergio Moro no caso do Banestado, o que já era um indício do que vinha pela frente. O Judiciário mudou a interpretação da prisão após condenação em segunda instância, que a meu ver foi o pilar principal a ser derrubado. Tudo isso diminuiu a percepção de risco por parte dos corruptos. O cúmulo desse processo a gente vivenciou na semana passada, quando o ministro Dias Toffoli votou contra uma delação premiada que o incriminava, com fatos significativos.

De que forma o Congresso contribuiu para esse quadro?
O Congresso aprovou a Lei de Abuso de Autoridade, nitidamente não para melhorar a legislação, mas para constranger procuradores e juízes. Essa foi a origem da proposta, todos nós sabemos. Os parlamentares desidrataram e desfiguraram totalmente o pacote anticrime do Sergio Moro e engavetaram as 70 medidas de combate à corrupção, que foi um trabalho sério, desenvolvido pela sociedade civil, com a participação de 285 colaboradores. O Legislativo criou o juiz de garantias e não votou a PEC da Segunda Instância, que é um anseio de todos aqueles que pretendiam um país menos corrupto.

Alex Silva/Estadão ConteúdoAlex Silva/Estadão Conteúdo“Os parlamentares desidrataram e desfiguraram totalmente o pacote anticrime do Sergio Moro e engavetaram as 70 medidas de combate à corrupção”
Qual o papel do Executivo nos retrocessos recentes?
O Executivo contribuiu para o quadro atual. Assim que o atual governo entrou, decidiu rasgar a carta branca dada ao Sergio Moro. O presidente designou um procurador-geral da República fora da lista da lista tríplice, escolhido a dedo por ser uma pessoa da confiança do presidente da República. O MP é um quarto poder, que representa a sociedade institucionalmente. Mas estamos vendo que a atuação do MPF hoje é muito mais passiva do que foi anteriormente. Há ainda fortes indícios de intervenção política na PF. Mas o presidente disse que acabou com a Lava Jato porque não havia mais corrupção. Talvez nós estejamos vivendo a maior corrupção da história do Brasil. No enfrentamento da Covid, foram gastos 600 bilhões de reais. Se imaginarmos, como hipótese, que tenham sido desviados cerca de 3% desse valor, que é um percentual até otimista, isso geraria um desvio de 18 bilhões de reais. A Lava Jato recuperou efetivamente cerca de 5 bilhões de reais, podendo chegar a 14 bilhões de reais. O enfrentamento à Covid gerou uma corrupção horizontalizada, já não é mais em um único partido ou empresa estatal, é uma corrupção no recebimento do auxílio emergencial, na compra de máscaras, respiradores, álcool gel. Talvez a gente esteja sofrendo com o maior montante de desvio de recursos de toda a história, maior até do que teria sido descoberto pela investigação da Lava Jato.

O Centrão, que cada vez mais conquista novos espaços no governo, não tem interesse em mudar a estrutura do serviço público ou profissionalizar a gestão. Essa é uma das causas para as reformas não andarem?
O presidente assumiu o governo com o discurso da nova política, mas não conseguiu se relacionar com o Congresso e viu que isso era inviável. No Brasil, se Jesus Cristo assumir a Presidência do país, ou ele vai se relacionar com o Centrão de alguma forma, ou será destituído. Essa é uma questão que tem que ser enfrentada, para conseguirmos um aprimoramento da política. Ainda tenho algumas esperanças. Quando a gente fala em ampliar a participação social, basta ver quantos seguidores têm movimentos sociais como o MBL, o Vem pra Rua, o Nas Ruas. Essa participação social, ainda que de uma forma desordenada, sem uma liderança forte, com objetivos desconectados, está cada vez cada vez mais ampliada. Outro exemplo foi o fato de que nas últimas eleições vários movimentos suprapartidários elegeram uma quantidade grande de pessoas. Esses movimentos elegeram 30 deputados e quatro senadores. É um trabalho de formiguinha, que leva tempo, mas são tentativas que podem mudar um pouco a realidade.

O cenário político caminha para uma nova eleição polarizada entre o PT e Jair Bolsonaro. Como vislumbra o combate à corrupção nesse horizonte?
As perspectivas para as próximas eleições não são nada animadoras. As últimas pesquisas têm mostrado um contingente de pelo menos 49% de indecisos. Tirando os polos radicais a favor de Lula e Bolsonaro, teria um grupo que, se convergisse para uma única candidatura, elegeria esse candidato. O problema é que é improvável que isso aconteça. As pesquisas mostram que a polarização tem aumentado. Em vez do surgimento de uma terceira via, está havendo o fortalecimento de ambos. A tendência é que, mais uma vez, tenhamos essa radicalização. Isso vai dividir ainda mais o país. Dividido, o Brasil não caminha. Temos diagnósticos suficientes sobre as necessidades do país, mas não temos ambiente político para que as coisas aconteçam. Sob a ótica do enfrentamento da corrupção, nenhum dos dois conseguiu demonstrar que essa seria uma linha de suas ações.

DivulgaçãoDivulgação“O presidente assumiu o governo com o discurso da nova política, mas não conseguiu se relacionar com o Congresso e viu que isso era inviável”
 

É em razão desse cenário que o sr. pensa em pendurar a chuteira?
Na verdade, eu penso em pendurar a lupa. Uma vez, a minha sogra me deu uma lupa de presente, por conta do meu trabalho de fiscalização, e guardo ela com muito carinho. Mas, sim, o cenário é muito desolador. E não mencionei em detalhes os problemas no Ministério Público, onde já víamos um corporativismo institucional e a personalização dos membros. Antes de assumir, Augusto Aras já havia se manifestado contra as forças-tarefas e fez várias referências negativas à Lava Jato. Então, já estava desenhado o que provavelmente aconteceria se ele fosse nomeado. E aconteceu. Quando Bolsonaro assumiu, talvez até por questões familiares, que envolviam os filhos, ele tentou protegê-los de todas as formas. E a corrupção continuou a acontecer. Como eu disse, entre Lula e Bolsonaro, eu vou buscar a minha própria terceira via, que pode ser uma mudança para a praia.

O sr. trabalhou para deixar algum sucessor nesse campo da fiscalização das contas públicas?
Eu até tentei conquistar meu filho para essa causa. Ele sempre gostou muito de esportes, uma vez o levei no Contas Abertas, passei uma manhã com ele mostrando o orçamento do Ministério do Esporte. Navegamos pelo orçamento, falei que dava para ver quem recebe Bolsa Atleta, por exemplo, e depois de uma manhã ele falou: pai, não me interessei pelo que você faz, você está na contramão do mundo. Achei até engraçado, não sabia que o mundo tinha mão e contramão. Mas ele via sempre o desgaste de enfrentar essas situações, de tentar algo que é difícil, uma atitude meio quixotesca.

Como imagina a vida depois de pendurar a chuteira, ou melhor, a lupa?
Vou mudar o telefone, passar para alguns amigos, com a condição de que me liguem para conversar sobre assuntos leves, e não sobre governos. Um amigo sugeriu que eu fizesse um livro, porque eu tenho tantas histórias. Ele sugeriu até o título: histórias de um vovô fiscal. Tenho a ideia de me dedicar mais à minha mulher, Gabriela, aos três filhos, aos netos, isso tudo me faz pensar se agora não tenho que passar a lupa para alguém que continue nessa intenção. Como a gente vive em ciclos, em determinado momento, talvez quando a gente estiver no fundo do poço, pode haver uma inversão disso. Não acredito que a situação seja definitiva, mas acho que vai levar muito tempo para que a gente consiga sair desse buraco. E talvez a minha contribuição já tenha sido dada. 

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  1. Grande cidadao nao desista o senhor e jovem eu com meus 91 anos ainda espero que antes de partir ainda veja esse paiz nos elevar nada e definitivo ha momentos que virao e nos acalente esperando uma vida digna a toda a humanidade.. o brasil esta numa onda terrivel de alucinacao, os 3 poderes precisam se orientar. desculpe essa observacao me a rita mendes queirozss

  2. Excelente entrevista! Uma pena que os bem intencionados tenham que sair de cena enquanto os desprezíveis picaretas só saem quando morrem.

  3. Excelente o depoimento de Gil Castello Branco, fundador da Contas Abertas, sobre o pacto pela impunidade, com a participação do Judiciário, Legislativo e Executivo. Entrevista à Crusoé, edição 163, " Penso em aposentar a lupa".

  4. Último completo. Essa Plataforma "Contas Abertas" poderia fomentar pesquisa transdisciplinar que promovam ações concretas de conscientização da sociedade, e mesmo criar Cursos e Especializações em Administração e em Direito Públicos, para formação de Novas gerações de Políticos corretos e incorruptíveis. Somente através da educação poderá haver esperança. O financiamento dessas iniciativas devem vir da iniciativa privada e de organizações sociais, bem como do Setor de Imprensa, Notícias e Mídias

  5. Mais um complemento, subsidiar mudanças na legislação brasileira, organização de dossiês que possam ser divulgados e disponibilizados nós períodos eleitorais, sobre os corruptos que permaneçam impunes, subsidiar propostas para melhorar combate à corrupção, propostas embasadas visando limitar o número de Partidos Políticos,centre outras possibilidades. Conforme o caso, agregar Organizações Internacionais que atuem efetivamente e eticamente no combate à corrupção Mundial. Eu te entendo. Boa sorte.

  6. Em complemento, agradeço à Helena se puder contatar o Gil sobre minha sugestão. Essa Rede de Pesquisa organizada pela Plataforma "Contas Abertas" poderia ter como um dos objetivos, desenvolver estudos que possam subsidiar a disseminação de informações nos meios de comunicação, subsidiar ações ao combate à corrupção, gerar publicações a serem distribuídas no ensino superior e até adaptadas para ensino básico e fundamental. Criar um Observatório onde pudesse expor a relação de recursos desviados.

  7. Caro GIL, sugiro que antes de você pendurar sua lupa, que invista em deixar um legado para o Brasil, através da educação. Organize a construção de uma Rede de Pós-Graduação com algumas Instituições de Ensino Superior, Instituições de Pesquisa e algumas potenciais Empresas ou Organizações. Criando uma Plataforma de "Contas Abertas", que desenvolva estudos afins à economia, auditoria, direto, psicologia, políticas públicas entre outros. Com base no seu conhecido tácito, visando combater corrupção.

  8. Lamentável, uma constatação com fatos, sinceridade e coragem que o pacto em favor da impunidade foi realizado e se fortalece.

  9. A que ponto chegamos. E lamentável perceber que o desânimo esteja contagiando as melhores cabeças do País.

  10. Respeitável Gil Castelo Branco !Sinto muitíssimo . Mas vc não vai conseguir . Inicialmente será como estar de férias . Aproveite . Mas logo , vc estará de volta . Foi assim comigo . Há várias frentes de lutas e numa destas, encontraremos nosso novo lugar . O importante é não desistirmos jamais de nosso país ! Por nós , nossos filhos ,netos e pelos ideais ... eles fazem parte de nós . E os queremos vivos . Anime-se !

  11. aproveite para curtir a vida com este sentimento de o dever cumprido ! obrigado por seu serviço aos brasileiros !!! boa sorte! 👍🙌

  12. Depois de ler os comentários pergunto ao senhor: porque não se candidate a presidente da República? Não o conheço mas acredito que seria um ótimo candidato!

  13. Perguntei ao amigo, auditor do ministério do trabalho, fono de um bom apartamento em um condomínio em bairro, com salões de festa, quadra de tênis, enfim, de classe média alta, o que lê achava do auxílio moradia que ele e seus pares recebia, ele disse que achava justo pois era uma compensação por não ter aumento. Essa turma não está preocupada com a ética, honestidade, moralidade, trato correto com a coisa pública. O negócio é ser importante, ter privilégios, mordomias.

  14. Parabéns pela entrevista! Realmente, a situação não é definitiva e nada é para sempre. Concordo também que, infelizmente, até que possamos reverter tal quadro muito tempo passará. Não estarei mais aqui para ver isso acontecer. Só espero 🙏 mesmo, e do fundo do meu coração, que até lá a Amazônia e o Pantanal não sejam destruídos e que a esperança não desapareça dos corações dos brasileiros.

    1. E aí? Esperar que viremos uma Venezuela?

  15. O cenário político está desanimador,realmente.A impunidade ganhando força dia a dia, os corruptos ocupando altos cargos,as instituições sendo controladas e a polarização irracional entre dois candidatos,o quê esperar do futuro?Só um milagre de uma 3ª via com um candidato honesto e independente!Vms acreditar!!!

  16. A entrevista retrata com muita clareza o cenário de desesperança que assola nosso país. infelizmente também não consigo enxergar luz no fim desse túnel escuro.

  17. Estamos nas mãos de quadrilhas de compõem o Mecanismo e será muito difícil mudar isso, mas desistir de lutar é antecipar a derrota.

  18. Aqui é o paraiso dos corruptos infestados nas tres esferas de poder cuja organização tem nome " O Mecanismo" . Aqui não ha esperança, não existe futuro pras pessoas de bem. A melhor saída é o aeroporto rumo a paises que respeitem o cidadão que trabalha honestamente que tem principios e onde a lei seja cumprida e aplicada aos delinquentes e corruptos. Aqui é como uma areia movediça, um barco a deriva. Nem em 50 anos haverá chances de mudanças pra melhor com a continuidade deste cenário.

    1. Perfeito, já fiz esse comentário aqui uma vez ,quem tem condições de sair desse país pegue suas coisa vai embora não espere melhorar

  19. o Brasil parece ser um país fadado ao fracasso, tanta gente competente deram sua contribuição a sociedade, não podemos ficar entre Lula e Bolsonaro, será fracasso total.

  20. Bastante triste ler isso. Meu único pedido é que ele espere até a eleição do ano que vem, vai que alguma coisa acontece e alguém decente assume a presidência... . No cenário atual (Lula e Bolsonaro), é quase impossível, mas tem muita água para rolar, vai que o Centrão se rebela e derruba o maluco e o ex-presidíario é condenado novamente em segunda instância ... Sonhar não custa nada.

  21. "se Jesus Cristo assumir a Presidência do país, ou ele vai se relacionar com o Centrão de alguma forma, ou será destituído." O brasileiro aprende a votar em deputado e senador ou terá que viver refém de interesses diversos/sectários.

    1. Perfeito! É o coração do problema. O eleitor brasileiro não tem discernimento suficiente para votar em candidato honesto. A maioria se deixa levar por falácias pré eleitorais ou então pelo pagamento de uma conta de água, luz ou um par de sapatos etc. Enquanto não tivermos um povo com um mínimo de educação para poder votar de maneira correta estaremos fadados a vivenciar este pesadelo sem previsão alguma para terminar. Triste, profundamente triste nossa situação.

  22. Uma pena. Bons brasileiros estão pendurando as chuteiras/lupas. O senhor fez bem a sua parte. Tem minha admiração.

  23. Sr. Gil Castelo Branco, não se perturbe. Vá para o merecido sossego com sua família, conviva com seus netos, missão muito importante também. O senhor combateu o bom combate, mas até esse tem um fim. Siga sua vida sem olhar para trás. Faz bem mesmo conviver só com amigos. Não se apegue ao passado, o senhor demonstrou ser um ótimo filho de Deus! Fez sua parte! Bom descanso, senhor Gil, que a bênção e proteção divinas cubram o senhor e toda a sua família. Muito obrigada! É pouco! Deus lhe pague!

  24. Muito bem relatado essa matéria sobre a atual conjuntura política brasileira, não conseguimos ver uma luz no final desse túnel, de um lado Bolsonaro, do outro o Lula ( PT), se ficar, o bicho come, se correr, o bicho pega... As esperanças e sonhos, vão se concretizando num pesadelo, infelizmente...

  25. Temos muito a agradecer ao Gil pela contribuição direta prestada à sociedade, mas estou certo de que que vai continuar contribuindo de forma indireta. Com certeza deve ter inspirado muitos seguidores que levarão seu trabalho adiante. Não percamos a esperança! ...

  26. Pois é Gil tambem estou pendurando minha lupa 🔍 no sentindo me alienando para não sofrer mais! Gostaria de ter visto está mudança no Brasil que a Lava jato iniciou, má parece que v as mos ter de aguardar mais temo ! Lá nave vá para nós e a festa continua.... festa do pessoal do mal! Mas o que fazer! Se alienar para não enlouquecer!

  27. Que lastimável! Não podemos abrir mão dessas pessoas. Ao menos deveria se candidatar para que tenhamos algumas exceções de honestidade e sensatez nesse Congresso.

  28. Desalentador. Grande perda para todos nós. Também a pandemia devasta nossa memória. O que dizer para nossos netos ? Como viver sem Esperança ?

  29. Faz um ótimo e, como mesmo rotulou, quixotesco trabalho, em um país que valoriza, sobretudo, a alegoria e a canalhice. O Brasilsambarilove.

  30. ... o Brasil tem solução! Temos gente grande como este senhor o Gil Castelo Branco, só precisamos ajuntá-los e brigar juntos, apoiando-os! Aí que está o perigo e a razão de estarmos neste estágio atual: somos omissos para não dizer irresponsáveis quanto a nosso futuro. Obrigado Gil, talvez o procuremos para nos ajudar novamente.

  31. Essa entrevista deixa a gente desesperançado. Uma lástima o que está acontecendo com o país...quando os homens e mulheres de bem vão acordar???

  32. Excelente entrevista! Mas fiquei deprimida em ñ poder contar mais com o Gil Castello Branco para fiscalizar as contas públicas. Até cheguei a chorar de desalento. Fiquei com a certeza de que o mal está vencendo

  33. Muito triste , a gente ver que as pessoas que dedicam a vida a melhorar o país e nosso futuro , não conseguem mais , Moro que foi um dos mais corajosos a enfrentar tudo , hoje é considerado por um povo cego o vilão , o herói hoje é o mito e a vítima é Lula. E com a parte de cima podre do judiciário trabalhando pela impunidade , até os bons juízes estão sem condições de combater o grandes vagabundos, e o povo sem futuro e sem a quem recorrer , só restar assistir saquearam e destruir a nação.

  34. Que contribuição honrosa !!! Um trabalho dignificante e por décadas de dedicação em prol de um país melhor! Homens de valor nesse país são repelidos , pois existe uma grande organização criminosa. Obrigada pela sua grande contribuição . Parabéns , Gil Castelo Branco!!!👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

  35. É triste saber que diminui cada vez mais, ao invés de aumentar, o número de pessoas como Gil Castelo Branco, que defendem o aprimoramento das instituições republicanas,

  36. É o seguinte: a missão do Castello Branco, foi honrada e quixotesca. Cheio de boas intenções, o rapaz se deu conta de que desperdiçou seu tempo todas essas décadas. E agora, caiu na real. Meteu o galho dentro e, enfim, percebeu que o Brasil é um país de merda, e de merdas. Nunca terá jeito. Os brasileiros são, merecidamente, a "escória" do mundo. E isso nunca mudará. Ta certo Castelllo, vai pra praia mesmo ou melhor, faça como os mais espertos: mude de país. Este aqui é dos Lulas, Renans, etc

    1. Concordo plenamente José e se tivéssemos um povo combativo e não uma massa de manobra da esquerda ou da direita esse Brasil poderia mudar.

    2. Concordo com quase tudo que você disse. Não posso concordar com a afirmação de que o Brasil "nunca" vai mudar. O próprio Castelo Branco acredita que isso de ocorrer após chegar ao fundo do poço. Depende de nós lutarmos ou não. Perder a vontade de lutar e a esperde um Brasil melhor é tudo que os "Jucás", "Tofolis", etc querem.

  37. Como dizia o famigerado Capitão Cloroquina: Esse país tem tudo – eu digo que é mentira – o país não tem o que realmente importa, que são homens honrados e probos. O que temos é uma elite predadora que transforma em ralé o restante do povo – quando a ralé acordar e buscar seus direitos, talvez tenhamos um país que tenha tudo. Em tempo, parabéns pelo combate que, certamente, não foi inglório!!

  38. Falta cérebro pensante, deflexão, leitura, análise dos fatos. É mais fácil colocar a preguiça na frente, e seguir rebanhos de idólatras, do que realmente perceber o quanto é retardada intelectual a grande massa do povo. Cansei, as vezes é melhor esquecer os problemas sem fim deste país do fim do mundo, passar uma borracha, e seguir em frente.

  39. Muito triste, os homens de moral, éticos, corretos e que se preocupam com o futuro do país, só faz diminuir. Parece que grande parte do povo Brasileiro é adorador de ídolos como Bozo e Lula, e quando tem oportunidade, utilizam de todas os meios de se elucubrar do patrimônio público. Este povinho não tem qualquer futuro, BRAZIL. um país do eterno passado inglório.

  40. O economista está certo; a realidade do país é assustadora. Mas ainda acho que falta muita garra e vontade pra cobrar incisivamente dos nossos legisladores, e não praticamos essa cultura. Talvez pela péssima educação, mas tbm pela falta de coragem. Não desista, Gil Castello Branco, ou passe adiante seus conhecimentos. Parabéns.

  41. Adorei a reportagem / entrevista, mas ao mesmo tempo fique muito triste com a situação política muito bem explanada pelo Sr. Gil. Pena, muita pena mesmo que ele pendure a "lupa". Quem sabe a Crusoé / Antagonista continue com a organização "Contas Abertas"? Seria maravilhoso. Capacidade não falta.

  42. O desalento demonstrado na entrevista, infelizmente, é uma realidade que acomete o lado bom da sociedade, os três poderes estão contaminados pela ilegalidade, desfaçatez e desonestidade que caracterizam a corrupção.

  43. A notícia sobre a possibilidade de encerramento do Contas Abertas só piora o cenário já deprimente. Não seria possível buscar outro meio de manter o Contas Abertas atuante?

  44. Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE!” O Brasil finalmente terá Um Governo Fundado no “IMPÉRIO DA LEI!” Não seremos LUDIBRIADOS com o “Velho Plano de MELHORAS na ECONOMIA!” Triunfaremos! Sir Claiton

  45. Gostaria de externar o meu respeito ao trabalho do economista Gil Castello Branco. Concordo com ele quando ele coloca que a corrupção atual tem potencial de ser ainda maior q a corrupção passada. O economista acerta no alvo ao colocar que a corrupção hoje está horizontalizada - e que o corrupto é um sociopata - e em última análise um jogador que mede riscos. O MECANISMO, jesus homem q se tornou deus pela santíssima trindade: executivo, legislativo e judiciário está hoje mais forte do que nunca.

  46. Vai com Deus! Só falou o q a cruzuecapital queria! Sem personalidade alguma! Quem polarizou foi o sistema empurrando goela abaixo o pilantra do luladrao!

    1. A luta contra a corrupção era como uma pequena planta. Precisava ser cuidada, regada, adubada. Coronaro a abandonou. Além de abrir todas as porteiras pra que outros, nos quais finge colocar a culpa, a pisoteiassem, até esmagá-la completamente.

    2. vc é parte nesse processo de corrupção com genocídio, Ricardo. vcs q formam o gado do Bolsonaro, não conseguem ter a humildade de reconhecer que Lula e Bolsonaro são mais do mesmo. Isso q dá o país do futebol começar a discutir política. Candidato não é time de futebol, onde ganhando ou perdendo, vc mantém sua torcida.

  47. Entrevista contundente sobre o Brasil atual! É triste constatar que trabalhos sérios como o Contas Abertas e a Lava-Jato tenham ido pro buraco! Vergonhoso e lamentável o que está em curso no país!

    1. Triste mesmo. Será que existe uma luz no fim do túnel um dia??????????

  48. Difícil entender com até mesmo alguns jornalistas (i.e. Reinaldo Azevedo) apoiam o fim da Lava Jato com base em filigranas processuais. O BR é uma vergonha!

    1. Não são "filigranas". É a lei. Moro estragou a Lavajato. Ele e os procuradores. Não precisava de nada daquilo. As provas eram robustas.

  49. Lamentável, muito lamentável. Como Castello Branco também eu, que sou ninguém, estou completamente desanimado. Há momentos em que penso até abandonar a leitura de jornais e sites mas... vou levando até para não me deixar enganar.

    1. Por incrível que pareça eu também já pensei nisso. É vergonhoso morar em um país que a história hoje só é baseada na corrupção e corruptos

  50. Enquanto houver a promiscuidade entre grandes escritórios de advocacias de Brasília e seus juízes . Não haverá a menor possibilidade de combate a impunidade, e a corrupção. As ações dos MP só servem para encarecer os honorários de alguns advogados.Os corruptos, sabem quais advogados se confraternizam com juízes em jantares . A falta de pudor de um ministro que julga uma ação contra si. Provavelmente não encontra paralelo no mundo civilizado. Que eles tanto gostam de visitar nas suas férias.

  51. Infelizmente, pessoas boas com boas intencoes desistem desse Brasil todos os dias. Enquanto os ratos e sapos barbudos (ou nao) de plantao estao por ai aproveitando cada centavo. Eu desisti...

  52. Caríssimo Gil Castello Branco escreva as histórias, por favor, não deixe de trabalhar, espeerança é necessária para todos nós que acreditamos num país melhor.

    1. Muito triste, após 500 anos, não temos instituições que nos protejam de nenhum tipo de crime. Aliás , sao unidas por eles.

  53. Gostei muito das suas colocações.Vai fazer muita falta. Mas a idéia de um livro é ótima. Nossos netos precisam saber do empenho dos três poderes para acabar com a lava-jato. Fico imaginando quantas coisas estamos sem saber destes presidentes corruptos sem nenhuma moral e capazes de tudo.

  54. O maior problema nosso é que os parlamentares fazem do cargo um meio de enriquecimento próprio e o povo e a nação que vão às favas ! Ninguém se preocupa com o país !

  55. Que tristeza ler esse artigo e ver que o seu trabalho tão importante, pode não ter continuidade! Precisamos muito de pessoas como o senhor. Obrigada pelo que o senhor fez até hoje.

  56. Quando nos defrontamos com realidade percebemos que nossos sonhos são de papel.Voa a qualquer brisa,rasga com facilidade. Só que agora, está que são só cinzas. Fracassamos!

  57. Uma triste realidade que eu compartilho. Vivemos em ciclos e talvez a próxima onda de combate à corrupção demore para voltar…

    1. Muito lúcida entrevista , pena que não posso ir morar na praia.

    2. Lamentável e compreensivel. Há momentos em que cansamos de lutar. A pandemia está devastando também nossas memórias. Aonde encontrar forças para continuar existindo ? Qual esperança , o que dizer para nossos netos ?

    3. Se o Brasil está desta forma é por falta de pessoas como o senhor. Escreva seu livro, abra as portas para que pessoas indignadas com essa situação continuem o seu trabalho. Na sua entrevista , faltou apenas incluir o poder da impressa.... que se na maior parte , com analises partidarias, foi manipulada por esses corruptos enfraquecendo a lava jato.

    4. Um retrato perfeito do momento que estamos vivendo e que vai perdurar por gerações! Um país sem futuro!

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