Reprodução/Youtube"Tomei a Sputnik em Moscou em janeiro e fevereiro. Eu posso servir de coelho de experimento"

O caixeiro da Sputnik

O novo embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Labetskiy, defende a vacina vetada pela Anvisa e aposta alto nos resultados da relação entre Moscou e Brasília
30.04.21

Há um mês, o embaixador Alexey Labetskiy, 64 anos, recém-nomeado por Vladimir Putin para chefiar a suntuosa Embaixada da Rússia em Brasília, pisou no Palácio do Planalto para apresentar suas credenciais a Jair Bolsonaro. O novo representante do Kremlin no país dedicou 38 anos de sua vida à carreira diplomática, na qual ingressou ainda nos tempos da União Soviética, em 1983. Uma das referências da Secretaria de Estado russa para temas relacionados à América Latina, o diplomata coleciona passagens por países de língua portuguesa, como Angola, Guiné-Bissau, Portugal e o próprio Brasil – ele foi cônsul-geral no Rio de Janeiro, entre 2005 e 2010.

Nestas primeiras semanas no posto de embaixador, Labetskiy tem uma prioridade clara: trabalhar pela aprovação da vacina Sputnik V, com a qual ele diz ter sido imunizado em janeiro, antes de embarcar para o Brasil. O assunto esteve na pauta de suas primeiras conversas com autoridades brasileiras, inclusive com o vice-presidente Hamilton Mourão e com o almirante Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa. Os russos estão em pé de guerra com a agência sanitária brasileira, que dias atrás vetou um pedido de importação de 37 milhões de doses da vacina adquiridas por dez governadores, muitos deles de oposição a Jair Bolsonaro. A área técnica da Anvisa aponta falhas graves na fórmula e falta de informações sobre a segurança do imunizante. A agência brasileira afirma, por exemplo, que há replicação no organismo do adenovírus que serve como vetor do imunizante. Labetskiy falou a Crusoé. Eis a entrevista.

A Anvisa tem se queixado de que não tem acesso a documentos e informações suficientes para dar aval ao uso emergencial da Sputnik V. O que tem travado o fornecimento dessas informações?
Eu vou ser franco: não sou especialista em causas regulatórias, nem russas nem brasileiras. Cabe à Anvisa decidir se faltam ou não faltam os documentos, porque eu não conheço o processo nem o regulamento. Mas nós, na Rússia, saímos de um princípio que consideramos básico e muito importante: a pandemia de Covid é um desastre de proporções globais. O desastre é um desafio que só pode ser enfrentado juntando esforços. Nós estamos abertos a todas e a todos que queiram cooperar com as nossas conquistas no domínio médico e epidemiológico. Estamos abertos a cooperar na utilização da vacina que foi inventada e produzida pelo Instituto Gamaleya em Moscou, uma entidade secular que tem grande experiência no domínio da elaboração das vacinas e no controle de situações epidemiológicas na Rússia. Como se sabe, o próprio Gamaleya é fundador dessa entidade (refere-se a Nicolay Gamaleya, cientista soviético de origem ucraniana que foi pioneiro no desenvolvimento de vacinas), ainda no tempo imperial. Ele foi um dos colegionários de (Louis) Pasteur, inegavelmente uma autoridade nesse domínio. Nós partimos do princípio muito simples e muito compreensível de que é impossível vencer a pandemia em apenas um país. Se barramos a doença em um país – por exemplo, na Rússia –, a pandemia vai voltar com as novas cepas e, por isso, nós devemos cooperar, trabalhar juntos.

E quanto às informações que a Anvisa diz faltar?
Na Rússia, todos os contatos sobre a distribuição da vacina Sputnik cabem diretamente ao Fundo de Investimento Direto da Rússia, que é a única instância que tem poderes de negociar o fornecimento da vacina e os contratos de produção desta vacina fora das fronteiras da Federação Russa. O fundo, desde o início, trabalhou com os parceiros brasileiros. No ano passado foi assinado contrato com a União Química, empresa privada brasileira, para a produção dessa vacina e para cooperação na distribuição de vacina Sputnik no Brasil. No dia 30 de março, a União Química produziu em sua fábrica aqui em Brasília os insumos farmacêuticos necessários para a produção da vacina Sputnik. Esses insumos foram enviados a Moscou, para estudo e verificação, no Instituto Gamaleya. Isso significa que a União Química tem a capacidade de produzir a vacina aqui, independentemente do Instituto Gamaleya. O instituto forneceu apenas o material primário e a tecnologia. Esse material primário e a tecnologia foram fornecidos gratuitamente, sem royalties, e pensamos que a União Química é capaz. Outro ponto importantíssimo para a vacina ser utilizada no Brasil é o cumprimento de alguns requisitos prescritos pela legislação brasileira. Isso é de responsabilidade da parte brasileira, não de nossa responsabilidade.

A queixa que se faz é que não há acesso aos documentos que são de responsabilidade da Rússia.
Querem acesso aos documentos, mas que tipo de documentos? Eu não sei. Na legislação brasileira, se não me engano, existe um ponto que diz que, se a vacina está sendo adotada… (por outros países), pode ser adotada aqui. Nesse caso, a Anvisa pode autorizar o uso emergencial. A vacina já foi certificada em 60 países, incluindo alguns países da América Latina – a Argentina e o México, por examplo. Ao mesmo tempo, a OMS e a Agência Europeia de Medicamentos também estudam a possibilidade de certificá-la para uso emergencial. Alguns países europeus já a certificaram, como a Hungria.

Mas na Eslováquia, por exemplo, a Rússia exigiu a devolução de doses após ser questionada sobre documentos.
Na Eslováquia? Sim. Eu não sei qual foi o problema da Eslováquia, de onde foram fornecidas para a Eslováquia e de que maneira elas foram guardadas ou distribuídas e redistribuídas. Isso é uma questão que cada país resolve por si. Mas, com o Brasil, a União Química apresentou duas vezes o pedido. A questão de vacinas foi discutida pelos nossos presidentes durante uma conversa telefônica. Nós esperamos que o processo ande nos moldes da legislação brasileira, para que a vacina possa ser utilizada no país.

O sr. tomou a Sputnik?
Sim, eu tomei a Sputnik em Moscou em janeiro e fevereiro. Eu posso servir de coelho de experimento caso seja necessário estudar esse assunto (risos).

O sr. diz então que cabe à União Química, e não ao governo russo, mostrar que a vacina é eficaz?
Cabe à Anvisa dizer o que falta.

Mas isso a Anvisa tem dito à União Química.
É um processo, e o processo deve ser cumprido, porque é um processo legal. Mas existe outro processo legal: depois de a vacina ser adotada pelas instâncias tais e tais estrangeiras, isso significa que pode ser adotada também pelo Brasil. O que nós não gostaríamos de fazer é politizar esse assunto. Esse assunto deve ser resolvido nos moldes legais.

O senhor mencionou que a Sputnik tem aprovação em 60 países, mas em nenhum daqueles que possuem agências consideradas muito rigorosas, como a da União Europeia e a dos Estados Unidos.
É uma politização aberta, e ainda pior: é uma guerra por mercados. A guerra deve ser contra a pandemia. Nós não devemos pensar em partilhar os mercados das vacinas. Isso não é do interesse de ninguém, nas condições em que vivemos agora.

Neila Rocha/ASCOM/SEAPC/MCTINeila Rocha/ASCOM/SEAPC/MCTI“Consideramos que a candidatura do Brasil é uma candidatura sólida para ocupar um lugar permanente no Conselho de Segurança”
As taxas de vacinação russas são inferiores às do Brasil. Por que, mesmo com taxas tão baixas de imunização, a Rússia tem feito tanta propaganda da sua vacina pelo mundo?
Eu não gosto da palavra “propaganda” (risos). Isso não é publicidade nem propaganda. Isso é uma realidade, porque a vacina, seja a Sputnik, seja a da AstraZeneca, a da Pfizer ou qualquer outra, é o único meio de parar a pandemia hoje. Por isso estamos fazendo a propaganda de vacinas. No nosso caso, da Sputnik, é porque a Sputnik foi inventada na Rússia, e nós temos mais duas vacinas. Estamos trabalhando na quarta e na quinta. Não queremos promover em demasiado a Sputnik, mas o fato é que a Sputnik foi a primeira aprovada na Rússia. O fato de que a vacina é efetiva é consumado. O fato de que a vacina garante 91,6% da proteção é outra certeza. O fato de que a vacina garante 100% de proteção contra a doença grave também. Quanto à vacinação na Rússia, nós adotamos o caminho da vacinação voluntária. Cada um que quiser pode se vacinar. E, sim, existe ceticismo. Esse ceticismo existe não só na Rússia, mas em todos os países. Há gente que não crê que a vacinação é uma solução. É necessário fazer propaganda com a população. Provar que isso é assim, que é a única solução possível.

Por que o presidente Vladimir Putin não se vacinou em público?
Eu tenho o número do Kremlin, o senhor pode telefonar e perguntar. Porque o presidente Putin é um ser humano normal (risos). Ele pode querer se vacinar agora ou depois. Isso não é um show do presidente, é a saúde da pessoa privada.

Outros líderes mundiais se vacinaram.
Eu tenho o telefone do Departamento de Estado. Pode telefonar à embaixada francesa e perguntar o que lá (foi feito)(Putin) É um ser humano! Ele decidiu assim! (Neste momento, o embaixador se irrita, levanta a voz e golpeia a poltrona) Isso não é um show do presidente. Por que o presidente não se vacinou publicamente? Por que ele deve? Por que ele deve? Me explique. A pergunta, eu compreendo. O senhor não é o primeiro que me faz essa pergunta. Mas por que o presidente deve se vacinar assim?

Na semana passada, na cúpula do clima organizada por Joe Biden, os presidentes Putin e Jair Bolsonaro mencionaram a responsabilidade dos países sobre as chamadas emissões históricas de carbono, um conceito que não agrada tanto aos Estados Unidos. Como tem sido a cooperação entre Brasil e Rússia na questão climática?
Eu penso que essa é uma questão que nós devemos desenvolver ainda mais. A cooperação nas questões climáticas entre Brasil e Rússia está apenas no seu início, mas os problemas que nós enfrentamos são parecidos. O Brasil tem na Amazônia o maior produtor de oxigênio, vamos dizer assim, para o nosso planeta. E nós temos grandes territórios da Sibéria cobertos de florestas, que também podem servir como pulmões, e servem, do nosso planeta. Os problemas que nós temos na Sibéria em parte podem ser comparados com os problemas que o Brasil enfrenta na Amazônia. É o corte ilegal, são as queimadas. Eu penso que nós devemos cooperar nessas bases que foram lançadas na conferência climática.

No Acordo de Paris, países desenvolvidos se comprometem a destinar 100 bilhões de dólares anuais para a preservação ambiental em países em desenvolvimento. Na Rússia, quais são as prioridades para esses recursos?
A prioridade é muito simples: devemos reformar a nossa economia para que as emissões caiam e a produtividade cresça.

Em novembro do ano passado, o presidente Bolsonaro divulgou um elogio que Putin fez a ele, sobre suas qualidades masculinas. Ele não esconde que tem admiração pelo presidente russo. Como é, de fato, a relação entre os dois chefes de estado?
Eu penso que a relação entre os nossos dois chefes de estado é ótima, o que foi confirmado pela participação do nosso presidente na Cúpula dos BRICS em 2019 e pelas conversas telefônicas que foram realizadas. Há trocas de opiniões regulares sobre todos os problemas em nível bilateral e global. A última conversa telefônica que foi realizada há três semanas só confirma isso. É ótima a relação entre os líderes, o que facilita muito e nos obriga a trabalhar ainda mais.

A Rússia apoia o pleito brasileiro por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU?
Existe um compromisso entre os membros do Conselho de Segurança de que nenhum dos membros atuais do Conselho de Segurança anuncia abertamente se está a favor ou contra (alguma candidatura). Mas eu estou convencido que o Brasil vai ocupar este lugar no ano de 2022 (refere-se a um assento não-permanente). Nós consideramos que a candidatura do Brasil é uma candidatura sólida (também) para ocupar um lugar permanente no Conselho de Segurança. Nós apoiamos a candidatura do Brasil. Mas o próprio processo de reforma do Conselho de Segurança e de outros órgãos da ONU é uma questão que necessita do consenso. E, por isso, nós estamos abertos a trabalhar.

Os dois presidentes, Putin e Bolsonaro, chegaram a tratar desse assunto?
Me parece que isso é uma questão que agora está sendo discutida no nível dos chanceleres (Carlos França e Sergey Lavrov).

Neila Rocha/ASCOM/SEAPC/MCTINeila Rocha/ASCOM/SEAPC/MCTI“A Rússia não é um país que pode aceitar ser obrigada a fazer assim ou assado”
A Rússia apoia a proposta da Índia e da África do Sul na Organização Mundial do Comércio para a quebra de patentes de vacinas?
Essa é uma questão que entrou na agenda internacional só agora, e a opinião que existe na Rússia sobre a necessidade ou desnecessidade, e sobre a possibilidade ou a impossibilidade, de quebra de patentes é muito complicada. Essa não é uma questão de quebra das patentes só para medicamentos ou só para vacinas. Abrindo o caminho para a suspensão das patentes de multinacionais na produção de vacinas, nós podemos ter uma avalanche de outros problemas. Pode-se imaginar que, no dia seguinte, alguém vai quebrar a patente, por exemplo, de desenvolvidos no Brasil, ou sobre as tecnologias de produção dos propulsores de aviação de mísseis, alegando que isso é necessário para recuperar a economia ou a produção de alimentos no período de pandemia. Tudo deve ser ponderado e deve ser negociado, não é uma questão de apoiar ou não apoiar. É uma questão de estudar, agora, quais podem ser as consequências para o sistema de comércio internacional, porque as normas descritas na Organização Mundial do Comércio estão bem claras e explícitas.

O presidente Putin, em um discurso recente, ameaçou retaliar países que cruzarem o que ele chamou de “linha vermelha” para os russos, o que foi visto como uma resposta ao gesto de Washington de sancionar e expulsar diplomatas da Rússia. O que seria essa linha vermelha?
Hoje há uma tendência bem clara e evidente de tentar fazer voltar o mundo atual para o mundo unipolar. Isso é impossível. E a Rússia não é um país que pode aceitar ser obrigada a fazer assim ou assado. A Rússia tem seus próprios interesses. A Rússia tem sua soberania. As nossas tarefas estão bem claras e óbvias: queremos garantir o desenvolvimento de nosso país, queremos garantir o aumento no nível de vida. Não estamos interessados, de maneira nenhuma, em voltar ao tempo que se chama de Guerra Fria ou a algum tipo de confrontação. O que estamos observando é que, tentando impor a unipolaridade, os nossos “colegas” querem nos ensinar a fazer isso ou aquilo, esquecendo que todas as tentativas de ensinar a Rússia pela força falharam. Seja a tentativa empreendida há dois séculos por Napoleão Bonaparte, seja a tentativa empreendida no século passado pela Alemanha nazista. O resultado foi trágico. Nós não queremos isso. Queremos cooperação à base de soberania e observação do respeito aos interesses mútuos. As linhas vermelhas estão muito claras. Nós não podemos permitir a imposição de obstáculos ao nosso desenvolvimento, não podemos permitir criar situação de confronto e desrespeito com a Rússia.

Os Estados Unidos querem a libertação do líder opositor Alexei Navalny. Como o sr. vê essa situação?
Sobre o Navalny, eu posso dizer apenas uma coisa: ele não está detido, ele tem a pena que lhe foi dada por um juiz.

E sobre os pedidos de libertação vindos do Ocidente? E os protestos?
Os pedidos do Ocidente que fiquem com o Ocidente. Ele (Navalny) não cumpriu o que deveria cumprir, e por isso ele foi detido. Coisa política. Quem é Navalny? Talvez ele tenha alguns seguidores? Talvez. Mas eu estou convencido de que a Rússia não precisa de nenhum destruidor. O Navalny quer destruir tudo. A Rússia necessita de criadores. Navalny é uma figura que está promovida pelo Ocidente, com apoio mínimo dentro Rússia (risos). Com o mínimo, mínimo, mínimo.

O sr. o compara com que outro “destruidor”?
Havia muitos. Eu posso oferecer ao senhor uma história da Federação da Rússia no século passado, e o senhor vai escolher os destruidores, seja no âmbito de 1917 (o ano da Revolução Russa), antes e depois. Existem vários nomes que o senhor conhece muito bem na Revolução Bolchevique, que prometeram destruir tudo, destruíram e construíram uma coisa que é parte da nossa história que não funcionou. Como (Leon) Trotsky, que foi um destruidor, não conseguiu construir nada que tenha sobrevivido.

Navalny é como Trotsky?
Eu não estou dizendo que Navalny é como Trotsky. Eu estou dizendo que Navalny pertence ao grupo de homens que pretendem ser políticos e não se baseiam na criatividade, não querem criar, querem primeiro destruir.

E o presidente Putin, ele é um criador?
É criador. Para mim, é criador.

Já é assinante?

Continue sua leitura!

E aproveite o melhor do jornalismo investigativo.

O maior e mais influente site de política do Brasil. Venha para o Jornalismo independente!

Assine a Crusoé

CONFIRA O QUE VOCÊ GANHA

  • 1 ano de acesso à CRUSOÉ com a Edição da Semana: reportagens investigativas aprofundadas, publicadas às sextas-feiras, e Diário, com atualizações de segunda a domingo
  • 1 ano de acesso a O ANTAGONISTA+: a eletrizante cobertura política 24 horas por dia do site MAIS conteúdos exclusivos e SEM PUBLICIDADE
  • A Coluna Exclusiva de Sergio Moro
  • Podcasts e Artigos Exclusivos de Diogo Mainardi, Mario Sabino, Claudio Dantas, Ruy Goiaba, Carlos Fernando Lima e equipe
  • Newsletters Exclusivas

Os comentários não representam a opinião do site. A responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos.

500
  1. que nojo, Estou até agora escorregando na vasilina desse cara. Esse é mesmo diplomata.. sabe surfar sobre a vasikina como ninguém. pura perda de tempo entrevista o corisco

  2. A Rússia serve a Venezuela, Cuba, governo PT, China que está matando no mundo todo com seu vírus, e elevando 18% do PIB no trimestre. Pra isso que serve comunistas. Destruir.

  3. A entrevista deixou ainda mais claro, que a ANVISA fez um ótimo trabalho. Querer liberar uma vacina p/ os brasileiros na carteirada, sustentando o argumento na aprovação por outros países, nenhum de grande relevância, e na parceria com a União Química, um laboratório cujo portfólio de produtos são de BO (na fala de um executivo do setor, significa BOM PARA OTÁRIO), ñ pode ser bem sucedida. Um fundo e um laboratório de BO. Questões financeiras sobretudo. Responsabilidade e Segurança em 1° Lugar.

  4. Como se pode confiar em qualquer produto, especialmente uma vacina, produzido por um país que DOPOU TODOS OS SEUS ATLETAS NAS ÚLTIMAS OLIMPÍADAS ????

    1. Excelente! Havia me esquecido desse fato. A Russia está banida dos próximos Jogos Olímpicos, não está? Todo apoio à ANVISA!

    1. Elvio, eu também. Vamos ver se eles conseguem rebater os argumentos da Anvisa, que para mim, parecem bem consistentes.

  5. Respondeu às principais perguntas sobre a vacina Sputnik dizendo que não sabe. Poderiam entrevistar algum russo que saiba alguma coisa sobre o assunto?

  6. *Anvisa apresenta documentos que comprovam replicação de adenovírus na vacina Sputnik V. Entenda* Um enorme risco para a saúde do brasileiro. https://portalnovonorte.com.br/anvisa-apresenta-documentos-que-comprovam-replicacao-de-adenovirus-na-vacina-sputnik-v-entenda/

  7. A Crusoé permitiu essa entrevista com o russo? O entrevistador deve estar se mordendo de raiva... Viva Bolsonaro, viva o Brasil!!!

    1. Oi, Beto! Já ouviu falar de democracia? Por outro lado, discordo ser você um muar.

  8. a palavra colegionário deveria ser substituída por correligionário quando se refere ao cientista russa pioneiro no desenvolvimento de vacinas.

Mais notícias
Assine 7 dias grátis
TOPO