ReproduçãoMarcelo Odebrecht fala aos procuradores: o empreiteiro finalmente abriu o verbo sobre as relações com o Judiciário

Nas coxias da corte

Marcelo Odebrecht narra os bastidores do esforço descomunal da empreiteira para tentar vencer uma guerra bilionária no STJ e expõe como os poderosos se movem para obter decisões favoráveis nos mais altos tribunais do país
06.11.20

O Poder Judiciário sempre foi um tabu para a Lava Jato. Por mais que tenha passado perto por diversas vezes, a operação nunca conseguiu avançar a contento sobre os tribunais. Delatores dos mais variados calibres hesitaram em relatar, entre suas confissões, histórias envolvendo magistrados. As raras menções a togados enfrentaram resistência da cúpula da Procuradoria-Geral da República, a única responsável por dar andamento a apurações sobre magistrados das mais altas cortes do país, como o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.

Episódios não faltam. Em julho passado, para se ter um exemplo, o ministro Dias Toffoli enterrou, a pedido do procurador-geral, Augusto Aras, inquéritos sobre desembargadores e ministros do STJ e do TCU, com base na delação do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral. Uma parte da colaboração de Léo Pinheiro, da OAS, que menciona o próprio Toffoli, se arrasta há quatro anos sem um desfecho. Em 2016, quando surgiu a possibilidade de o empreiteiro delatar pagamentos para custear uma reforma na casa do ministro, o então procurador-geral Rodrigo Janot suspendeu as negociações. Já em 2019, na gestão de Raquel Dodge, a procuradora-geral promoveu o arquivamento do relato do ex-executivo que mencionava uma contribuição à campanha do irmão do ministro, José Ticiano Dias Toffoli, à prefeitura de Marília – em reação, procuradores que integravam o grupo de trabalho da Lava Jato na PGR pediram demissão coletiva.

Em setembro, Crusoé mostrou que, já durante a gestão Aras, a equipe da Lava Jato na PGR voltou a se debruçar sobre o relato de Léo Pinheiro e encontrou, nos registros do departamento de propinas da empreiteira, pagamentos para a reforma na casa do ministro, além de registros dos repasses à campanha de seu irmão. De novo, os procuradores responsáveis pela apuração deixaram suas funções em junho por discordar de investidas de Aras contra a Lava Jato. Àquela altura, no entanto, já haviam deixado um pedido para que o procurador-geral requeresse a abertura de uma investigação formal sobre a relação de Toffoli com a OAS e Léo Pinheiro. Até hoje não se tem notícia de que Aras submeteu o material ao Supremo Tribunal Federal, onde deveria correr a apuração.

Um pedido semelhante, que também está parado na PGR, foi feito pelos procuradores para que Aras pedisse a abertura de um inquérito sobre a relação de Toffoli com a Odebrecht. Essa apuração nasceu a partir de um e-mail cuja existência foi revelada por Crusoé, em abril de 2019. Na mensagem, Marcelo perguntava ao diretor jurídico da Odebrecht, Adriano Maia, se havia fechado com “o amigo do amigo de meu pai”. À época, Marcelo esclareceu à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba que o “amigo do amigo de meu pai” era Toffoli, e que as tratativas de referiam a “temas envolvendo hidrelétricas do rio Madeira”. A reportagem foi censurada pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido do próprio Toffoli, no famigerado inquérito do fim do mundo. O ministro acabou revogando a própria decisão dias depois.

Por citarem pessoas com prerrogativa de foro, os e-mails de Marcelo foram remetidos ao relator da investigação no STF, Edson Fachin, que enviou as peças para a Procuradoria-Geral da República. De volta à PGR, os procuradores chegaram a ouvir Marcelo em um depoimento de quatro horas sobre o tema. Em seu novo relato aos investigadores, Marcelo explicou que os e-mails se referiam a tratativas que envolveram a contratação de um escritório de advocacia indicado pelo próprio ministro para intermediar a relação entre ele e a empreiteira. À época dos e-mails, Toffoli era advogado-geral da União do então presidente Lula, e a Odebrecht teria pedido a ajuda dele em temas de seu interesse.

Mesmo com a resistência do comando da PGR, histórias sobre o Judiciário têm sido, aos poucos, desveladas – inclusive pelos próprios delatores que, em um primeiro momento, as deixaram de lado temendo represálias. Em mais um trecho inédito do depoimento prestado reservadamente a procuradores por Marcelo Odebrecht em maio deste ano, para além das explicações sobre as tentativas de aproximação com Toffoli, o empreiteiro narra os bastidores do esforço descomunal empreendido pela empreiteira para vencer uma guerra bilionária no STJ. E expõe de forma nua e crua como os poderosos se movem nas coxias para obter decisões favoráveis nas mais altas cortes do país.

Os bastidores dessas tratativas surgiram na mesma baciada em que os investigadores encontraram as menções a Toffoli. Em arquivos até então nunca alcançados pelos peritos, havia dezenas de outros e-mails reveladores sobre a relação da empreiteira com o Judiciário. Essas mensagens mostram que, à diferença do que acontece com os reles mortais, para quem a Justiça é cega e não observa capa de processo, quando se trata de querelas multimilionárias envolvendo figurões as engrenagens se movem de outra maneira: as partes procuram se aproximar dos julgadores de diferentes formas, algumas bastante heterodoxas, para tentar puxá-los para o seu lado.

No depoimento, gravado em vídeo (veja ao longo desta reportagem alguns trechos), Marcelo Odebrecht é questionado sobre os detalhes dos e-mails e revela como a companhia procurou a ajuda de padrinhos políticos de ministros, advogados influentes em gabinetes e outras pessoas próximas dos magistrados em busca de um resultado favorável no julgamento de uma contenda que envolvia cifras bilionárias entre a Kieppe, holding familiar controladora da Odebrecht, e a Graal, da família Gradin, que era dona de 20% das ações da construtora.

A disputa judicial se iniciou quando, em 2010, a família Odebrecht exerceu a opção de compra da parte dos Gradin por 1,6 bilhão de dólares. Os Gradin queriam um valor mais alto e moveram uma ação em que pediam uma solução do conflito pela via da arbitragem – a Odebrecht era contra. A disputa se arrastou por dez anos, e, recentemente, terminou em um acordo para que os Gradin se tornassem credores de 6 bilhões de reais da Odebrecht, hoje em recuperação judicial.

Os e-mails de Marcelo a outros executivos da Odebrecht identificados pelos investigadores compreendem o período entre 2012 e 2014, quando a disputa estava no Superior Tribunal de Justiça. Em riqueza de detalhes, o empreiteiro expõe a estratégia para cooptar ministros da corte: “Em suma, se tentou trabalhar, acho que uns dois ou três… quando eu digo trabalhava, se tentou influenciar dois ou três ministros fora dos autos. Ou seja, se tentou influenciar por pessoas que poderiam ter influência neles”. O caminho, no entanto, seria tortuoso, porque, segundo o executivo, no mundo do Judiciário, seria difícil de diferenciar intermediários confiáveis dos ministros de advogados que vendem fumaça: “Você fala com pessoas que você acha que têm influência no ministro ou que vendem que têm influência com o ministro. Aí, o voto ocorre. Você nunca vai saber qual foi a influência e o pessoal brincava: o cara simplesmente vendeu. Se ele conseguir, é 50% que ele ganha sem ter feito nada. Se ele perder, ele diz que não conseguiu”.

O empreiteiro conta que mesmo antes de a disputa chegar a Brasília já tinha havido uma tentativa de “interferência política” na tramitação do processo no Tribunal de Justiça da Bahia, onde tudo começou. Para isso, a Odebrecht teria procurado o então governador Jaques Wagner, do PT. “O Jaques, a gente acionou o Jaques, pelo peso da Odebrecht na Bahia, o próprio Jaques se preocupava com os rumos. Ele acabou se envolvendo quase de uma maneira institucional nesse assunto”, disse.

Em abril de 2012, quando o caso estava em vias de desaguar no STJ, já existia a desconfiança na cúpula da Odebrecht de que seus adversários teriam ao seu lado o ministro Raul Araújo. Isso porque ele seria ligado ao ex-ministro César Asfor Rocha – que se aposentaria em setembro daquele ano e cujo filho, Caio Rocha, seria ligado a Eduardo Ferrão, então advogado dos Gradin. Nos e-mails, os executivos já chamavam Cesar Asfor de ministro de “reputação duvidosa” — atualmente, o ex-ministro é investigado pela suspeita de vender, por 5 milhões de dólares, a decisão que abriu caminho para enterrar a Operação Castelo de Areia, que apurou, em 2009, esquemas de corrupção envolvendo pagamentos da Camargo Corrêa a políticos.

O julgamento do recurso da Odebrecht só aconteceria no fim de 2015. Raul Araújo foi o autor do voto divergente que conduziu à vitória dos Gradin sobre a Odebrecht. Para tentar convencer Araújo e a ministra Nancy Andrighi, a Odebrecht tentou usar como atalho a influência do ex-presidente José Sarney, identificado nos e-mails como “Bigode”. No depoimento, Marcelo explicou que ele próprio tinha dúvidas sobre o custo-benefício de buscar a ajuda de Sarney. Primeiro porque a companhia ficaria em “dívida” com o emedebista e segundo porque, segundo ele, nem sempre Sarney era eficiente. Alternativamente, a empreiteira procurou se aproximar de Raul Araújo por meio de um advogado do Ceará, estado do ministro.

Os e-mails e o depoimento também revelam que a Odebrecht teria buscado o apoio do então governador do Rio, Sérgio Cabral, para influenciar os votos de outros dois ministros. Para tanto, o plano passou por assinar um contrato com o escritório da mulher dele, a advogada Adriana Ancelmo. No papel, ela seria contratada para prestar serviços à Braskem, o braço do grupo na área petroquímica. Mas na prática o objetivo era outro. Indagado pelos procuradores sobre os motivos de não poder registrar em contrato os serviços que realmente seriam prestados por Adriana Ancelmo, Marcelo Odebrecht respondeu: “Porque você não… Você tem que escrever… ela não era nossa advogada, é aquele drama que tem, não era contratada, a gente tinha advogados contratados para atuar com a gente no STJ. Ela não era (nossa) advogada”.

O auxílio da então primeira-dama custou caro, segundo o empreiteiro: 1 milhão de reais de partida e outros 6 milhões de reais pelo êxito na empreitada. Um dos votos cuja influência de Cabral seria importante era, segundo Marcelo, o do ministro Luís Felipe Salomão. No depoimento, Marcelo disse que Salomão provavelmente votaria contra o pleito da Odebrecht – por isso, era importante que ele ficasse de fora. O ministro de fato não participou. Ele se declarou impedido para julgar o caso, em fevereiro de 2013, alegando que seu filho, então recém-formado como engenheiro naval, foi escolhido em um processo seletivo para trabalhar na Odebrecht. Segundo o empreiteiro, porém, ele se afastou do caso a pedido de Adriana Ancelmo e Cabral. “Por conta dessa questão, se mostrou que Luís Salomão tenderia, seria pró-arbitragem, e aí, para ele… e claramente ele não daria voto a favor da gente (…) Tinha um pedido lá do Cabral dizendo da importância de ajudar a gente e tudo mais.” “A história que eu lembro é que o Cabral indicou o Salomão para o STJ para o Lula. Mas foi a pedido da mulher do Cabral. Quer dizer, o Salomão era uma pessoa do contato da mulher que o Cabral recomendou pro STJ”, afirmou o empreiteiro.

Uma vez afastado do julgamento, sempre segundo Marcelo Odebrecht, Salomão teria atuado junto a outro ministro do STJ, Antônio Carlos Ferreira, para votar favoravelmente à Odebrecht, a pedido de Adriana Ancelmo. A advogada, disse o empreiteiro, também teria se reunido com o ministro. O encontro teria sido intermediado por Sergio Cabral. Ainda em 2016, a Lava Jato identificou pagamentos de 2,1 milhões de reais da Braskem a Adriana Ancelmo. Àquela altura, a empresa afirmou, em nota pública, que os repasses correspondiam ao pagamento de honorários a um sócio da primeira-dama para atuar nas cortes superiores, em Brasília. Marcelo Odebrecht, porém, dá outro significado para a história: diz que o plano era facilitar o “acesso” ao ministro.

O interesse da Odebrecht era tanto que várias frentes paralelas foram abertas na tentativa de obter a vitória. Os e-mails da cúpula da companhia mostram que houve gestões junto ao então senador Gim Argello, que arrotava nos quatro cantos de Brasília ter muita influência junto a Dilma Rousseff. O plano era usar Argello, que mais tarde seria condenado a 11 anos e 8 meses de prisão na Lava Jato, para garantir o apoio de Antônio Carlos Ferreira. Marcelo Odebrecht afirma que teria de haver “200% de certeza” quanto ao voto do ministro, e, por isso, a empresa também tentaria usar a influência do senador.

Em mensagens datadas de março de 2013, Claudio Mello, responsável pelas relações da Odebrecht com o Congresso, diz a Marcelo Odebrecht que Gim Argello “tem garantido que o ministro está comprometido”. No julgamento, Antonio Carlos Ferreira, a quem os executivos se referiam nas mensagens como AC, votou parcialmente a favor da Odebrecht. A atuação de Gim Argello na história não sairia de graça, segundo o próprio Marcelo. “Não necessariamente você paga agora, mas você paga depois, porque aí o cara vai pra campanha e você se sente obrigado moralmente… É uma questão, o cara fica com crédito com você. Essas contas, aliás, muitas vezes são as mais caras, porque o cara acha que tem um cheque em branco, entendeu?”, disse ele aos procuradores.

Marcelo Odebrecht foi indagado também pelos procuradores a respeito de e-mails da época do julgamento que se referiam ao ministro Marco Aurélio Buzzi, outro integrante da turma do STJ que julgou o recurso. As mensagens mostram, segundo o empreiteiro, que o executivo Fernando Reis, da Odebrecht Ambiental, procuraria o então governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do PSD, para tentar convencer Buzzi, seu conterrâneo. No entanto, haveria uma “linha alternativa” para tentar convencer o ministro. Na mensagem, Fernando Reis, disse ter encontrado esse outro caminho, que alinharia os “intere$$es” – ele escreve assim mesmo. Marcelo explica que o uso dos cifrões é uma referência clara um “acerto monetário” com um suposto intermediário.

“Eu entendo que aqui quando ele fala em interesse, ele botou… É tão obvio que eu não sei porque ele bota isso, mas é que na verdade eu entendo que houve algum acerto financeiro”, afirma, esboçando risadas. Marcelo Odebrecht ressalva, porém, que o ministro Buzzi não apenas votou contra a Odebrecht como também tentou convencer o ministro Antonio Carlos Ferreira a “mudar o voto”. Na visão do delator, o ministro teria sido “cooptado pelo outro lado”.

Embora nesse caso concreto a Odebrecht não tenha obtido êxito, o enredo é ilustrativo da maneira como a empresa se movimentava os bastidores do Judiciário. Há, inclusive, passagens curiosas. Marcelo Odebrecht relata um insólito “teste” envolvendo a ministra Isabel Gallotti. Executivos da empreiteira chegaram a discutir, por e-mail, a possibilidade de encontrar um padrinho político próximo da ministra para convencê-la a votar a favor do interesse da empresa. De Newton Souza, um dos chefões da área jurídica da Odebrecht à época, Marcelo Odebrecht recebeu uma resposta desanimadora: a de que, com aquela ministra, o pedido a eventuais padrinhos políticos não teria “eficácia”. “Quando ele tá dizendo o seguinte: ‘na esfera política, não vejo eficácia’, aqui, sendo aqui correto com ele, ele tá dizendo o seguinte: ‘Não é eficaz você ir lá porque não existe esse caminho’”, diz. “Olhando aqui, eu acho que essa aqui passou no teste, entendeu?”, afirmou, com alguma dose de ironia.

O julgamento do recurso discutido nos e-mails sobre os quais Marcelo prestou esclarecimentos aos procuradores do grupo de trabalho da Lava Jato na PGR foi encerrado somente em dezembro de 2015, e representou uma derrota para a Odebrecht. Gallotti, a ministra que “passou no teste”, era relatora e acabou dando o voto mais contundente a favor da empreiteira, que determinava inclusive a extinção do processo envolvendo arbitragem na Justiça da Bahia. Antônio Carlos, acolhendo parcialmente o pedido da Odebrecht, votou para que a Justiça abrisse espaço para a empreiteira se defender, mas deixou livre o caminho para a primeira instância decidisse sobre o tema. Raul Araújo abriu divergência para rejeitar integralmente o pedido da Odebrecht e foi acompanhado pelos ministros Marco Buzzi e João Otávio de Noronha, que deu o voto de minerva. Àquela altura, Marcelo já havia sido preso pela Lava Jato. Em seu acordo de delação homologado em 2017, o episódio não rendeu sequer um capítulo – só agora, depois que os investigadores conseguiram alcançar os arquivos criptografados de seu notebook, ele começou a falar sobre o tema.

O relato do empreiteiro está agora nas mãos da PGR. Esse, porém, não é o único empecilho para o bom andamento da apuração. Ela esbarra também na resistência de ex-integrantes do departamento jurídico da Odebrecht em colaborar. Maurício Ferro, cunhado de Marcelo, chegou a ser alvo da Lava Jato e no endereço dele foram encontradas diversas chaves de criptografia que dariam acesso a mais dados mantidos em segredo pela empreiteira. Com ele — e com o executivo Adriano Maia, apontado por Marcelo como o responsável por cultivar as relações com intermediários de Dias Toffoli – poderiam ser obtidas as explicações que complementariam os relatos do empreiteiro sobre o Judiciário. Só que, para além de não estarem dispostos a colaborar, ambos estão hoje ao lado de Emílio Odebrecht na rumorosa contenda familiar que o patriarca da empreiteira trava com o filho. O avanço das investigações depende ainda da boa vontade de Augusto Aras, que não tem demonstrado disposição de esmiuçar as suspeitas – nem aquelas primeiras sobre Toffoli, nem estas relacionadas ao STJ. Ao que tudo indica, é mais uma história que ficará sem um ponto final.

O ministro Marco Buzzi afirmou, por meio de seu gabinete, que, em razão da indisponibilidade da rede de computadores do STJ, alvo de um ataque hacker, “está sem acesso aos sistemas (agenda, processos etc.) e não tem condições de responder os questionamentos no momento”. Os ministros Luís Felipe Salomão, Antônio Carlos Ferreira, Raul Araújo e Nancy Andrighi não se pronunciaram.

Os comentários não representam a opinião do site. A responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos.

500
  1. Pode esquecer essa possibilidade de o PGR Aras dar prosseguimento ao processo, pois ele vai lembrar, sempre, da fala do presidente sobre a sua possível indicação para STF ou STJ, “ dependendo de como ele se comportaria na PGR. ”

  2. Pois, é! Quando o garoto disse, no avião, ao Lewa, que “o STF é uma vergonha”, ele estava errado? O coitado foi preso arbitrariamente e sofre as consequências até hoje. É muita podridão. Precisamos de uma nova constituição e, a partir dela, ministros só serem de carreira, e concursados.

  3. Parte dos "ministros "formam a pior das máfias. Colocam a justiça no esgoto, na fossa mais imunda querer pode imaginar. Quem é atento ao noticiário já percebia a sujeira dessa gente, mas os valores são assustadores. Tb estão na mesma fossa muitos advogados famosos como Adriana Ancelmo. Uma piranha! É o Pior que muitos desses ministros continuam na ativa e qdo saem colocam seus filhos no lugar. Um nojo!!! btan

  4. Quem pode dar uma dura no Aras e fazer a PGR trabalhar de verdade? o cargo de PGR dura 2 anos certo? quando termina? acoes do PGR sao reportadas a quem? quem pode investigar o PGR? PGR tem responsabilidade juridica pelos seus atos ou e mais um semi-deus? alguem me responda por favor..... 2022 vamos acabar com tudo isso pelo VOTO!

  5. Resumo. Se a cúpula da Santa Sé já foi corrompida, mesmo sem o voto do Papa, imagem essas Entidades de outros mortais intocáveis!

  6. Este e o NOSSO PAIS DOS MAGISTRADOS E DOS POLITICOS !!! Precisamos começar a rever esta situaçao. nao podemos continuar nas maos dos politicos e na parte final na mao dos magistrados. PRECISAMOS RAPIDAMENTE DE UMA LAVA TOGA !!!!!!!!

  7. Não era o ministro Salomão que o ministro Fux queria colocar no STF na vaga do ministro Celso de Mello? Quer dizer: o ministro Fux queria aumentar a área do galinheiro para a ação da raposa... É incrível o Brasil!!!

  8. Antes pensava que a banda podre dos Três Poderes estava concentrada no Legislativo. Agora tenho certeza que o Judiciário é o responsável por termos nos tornado uma republiqueta de corruptos e bandidos. Se não se julga com imparcialidade e não se sentencia com firmeza o resultado é um sistema esgarçado ingovernável! É o que somos atualmente.

  9. o Judiciário no Brasil sempre foi uma caixa preta. Para os pobres mortais é aplicada à Justiça "Cega" e para os poderosos é aplicada a Justiça dos "olhos bem aberto" pra ver os milhões que os Juizes receberão com sua decisões favoráveis ais ricaços.

  10. excelente matéria, muitos dados e origem dos fatos, há muito sabe-se da origem do maior problema do Brasil: A IMPUNIDADE. Está no Judiciário e OAB. Advogados em sua maioria são por profissão RECEPTADORES.

    1. Entendo Máfia como Castas, judiciária, legislativa e executiva.

  11. Judiciário podre fedorento, pobre povo brasileiro, esse país está agonizando há décadas, o quê fazer?? é só uma pergunta de quem não acredita nesse lixo que está hoje...

  12. Tô cansado de ter O Antagonista interrompido, cortado,s porpropostas de assinatura! Já configurei, desconfigurei, email, mil telefonemas...conserta...e estraga de novo, como agora! Assim não dá! Por favor! 788181928-68

  13. Como advogado, fiquei muito satisfeito com o conteúdo da matéria, mostra claramente que há mundos diferentes, o nosso dos rélis mortais, e dos "acima de qualquer suspeita", e dos políticos.

  14. Somente um braço da ORGANIZAÇÃO valia 8 BILHÕES DE DÓLARES. 20% era o contencioso. O capo dos capos, CORLEBRECHT, ficou dependendo dos humores do baixo escalão de agentes corruptos, com preços de “consciência jurídica inferiores a 2 MILHÕES. Roteiro ruim, inverossímil. Se for verdade, o CORLEBRECHT deveria reassistir Copolla/Puzzo várias vezes. Melhor alternativa é curso intensivo com Vladmir(Putin). Não se pode sobreviver em mundo de quadrilhas com melindres de coroinha, sacristão.

  15. nao me interessa mais seus comentários custou acabar como disse lincoln voce angana todos... voce engana alguns... mas não engana todos ... basta de voces .. adeus

  16. Nunca acreditei na santidade de Jaques Wagner! O mais incrível é a gente assistir tudo isso e constatar como nossas Leis são inóquas diante do crime organizado espalhado na política e na justiça! A única política realmente eficiente no Brasil é a do crime organizado!

    1. Concordo plenamente contigo ! Tudo podre neste reino da Dinamarca

  17. Primeiro, essa empreiteira precisa ser fechada, é uma indústria da corrupção e um exemplo de má engenharia, com obras sempre apresentando problemas pouco tempo após a entrega. Segundo, o problema do Brasil é o povo pilantra, chegado a uma maracutaia. Isso explica a canalha da rua “se matando” por assuntos periféricos quando deveríamos estar todos juntos combatendo os safados que comandam o país desde 1889.

  18. O ponto é: temos que exercer pressão absoluta e inflexível sobre o mundo político (parlamentares, mandatários e juízes de tribunais superiores). Nesse ponto, Crusoé tem sido essencial. O nó está aí e precisamos desatá-lo. É trabalho para mais de uma geração, mas alguém tem que começar. Que seja a nossa, então!

    1. A triste realidade é que falação e choradeira nunca mudarão nada. E não vejo ninguém disposto a pegar na enxada para carpir esse lote e remover as ervas daninhas. Desejo muito boa sorte aos filhos desta geração, eles vão precisar... eu tive a lucidez de não fazer filho...

  19. Como acreditar que há justiça no Brasil quando juízes bandidos incorporam todas as instâncias do judiciário e nada é feito para parar isso e quando tentam são punidos isso é um câncer que não tem cura

    1. Justiça é uma ideia teórica a ser propalada aos incautos! O poder corrompe e o pior que em todos os níveis e faces da democracia! Ainda o melhor regime mas que precisa de um povo educado e com valores morais básicos para subsistir co. Honra

  20. O amigo do amigo do meu pai é esse aí mencionado pelo Marcelo Odebrecht com todas as letras. Sabem o que vai acontecer ? NADA

    1. Eles tentam legalmente! Mas o que fazemos nós na hora do voto????

  21. Cancelei minha assinatura três meses atrás. Me arrependi profundamente. Reativei e indiquei para mais 32 amigos. Tá bom pra você aí abaixo?

  22. Eu cancelei minha assinatura três meses atrás. Me arrependi profundamente. Reativei e indiquei para mais 32 amigos. Tá bom pra você aí abaixo.

  23. Por essas, e outras, Sérgio Moro e a Lava Jato de Curitiba ainda acabarão como réus. É muito podre uma parcela do alto juduciário brasileiro.

  24. E o problema é o Bolsonaro, faz me rir, as oligarquias desse país é que ditam a música e pouco jornalistas querem falar disso.

  25. há algo de pobre numa grande banda podre e infelizmente ainda blindada na justiça injusta.... a maquina da justiça não tem e não merece crédito

  26. Como essa bandidagem de alto coturno e capa preta serve para amortecer os deslises criminosos da turma de plantão no poder e dos muito ricos, uma grande onda de desânimo e revolta toma conta dos brasileiros decentes. MORO 2022 é a esperança!

  27. BANDO DE VERMES. POVO DE M.... PAIS DE M.... - SÓ EXPLODINDO ESSES VERMES PARIDOS DE ÚTEROS MALDITOS MUDAREMOS ESSA M... TODA

  28. A SUB-RAÇA REALMENTE MEREÇE ISSO. SOMOS UM POVO DE MERDA - NUM PAIS DE MERDA QUE TEM UMA JUSTIÇA DE MERDA. ELES NOS FAZEM DE IDIOTAS, E ESTÃO CAGANDO E ANDANDO PRA SUB-RAÇA. SÓ EXPLODINDO UM A UM, ESSES VERMES PARIDOS DE ÚTEROS MALDITOS, PRA MUDAR ALGUMA COISA.

  29. Se Marcelo Odebrecht não estiver mentindo, é caso para impeachment, julgamento e prisão do Toffoli e uma série de outros bandidos de colarinho branco citados nesta reportagem. Acontece que Jair Bolsonaro é corrupto também e todos têm o "rabo preso" lá em Brasília e por todo o Brasil este câncer se alastrou. Não é possível que o Brasil conviva com tais personagens na direção do nosso país. Socorrrrrrro! Gostaria que um general patriota e corajoso prendesse todos eles, pois provas não faltam!

    1. Putz cara. Essa cantilena de que "só um general pra resolver pelo bem do BR", já era. Os generais estão lá enturmados com JB dando-lhe total suporte pra manutençào do "status quo". Parem com essa ingenuidade. apscosta/df

  30. INJURIADA, essa Corte me negou Danos de Residuos de FGTS / Saldo Habitacional roubados de minha conta inativa na Caixa Economica que nunca provou origem de deposito e saque de 25.000 em 27 e 30 /12/98. Palmas pra CE/ Eduardo Cunha....Roubo escancarado.

  31. A CPI do judiciário de 1999 que apontou vários juízes desonestos, teve seus resultados solenemente ignorados pelo judiciário. Naquela época a CF/88 tinha 11 anos.Ou seja a corrupção do judiciário é antiga e resiliente. Interessante que naquela época os juízes ganhavam bem mas não como agora, verdadeiros marajás. Aquela afirmação de que juiz tem de ganhar bem para não se corromper é besteira. Ganhavam bem, havia muitos corruptos. Ganham fortunas, há muitos corruptos.

  32. Resumindo a história, tudo é possível, tudo é comprável. Que decepção ver o nome de membros da alta cúpula do poder Judiciário envolvidos em falcatruas, isto sem dúvida alguma denigre ainda mais o nome da instituição a qual tive a honra de servir por 42 anos. Se estes relatos forem verdadeiros, não resta outra alternativa a não ser punir com extremo rigor estes maus serventuários

    1. Meu chapa, o ser humano é imutável. O cheiro da grana é irresistível. O último dos moicanos, Dr Sobral Pinto, já morreu faz tempo. É tudo farinha do mesmo saco. apscosta/df

  33. Não tenho o menor pejo em afirmar: O judiciário é o pior poder da República. Tudo enquanto é procaria está alojada ali. É o maior empecilho do crescimento do País.

  34. Somos tapados, por achamos que os políticos são os piores bandidos quando na realidade estão no judiciário! Estes são intocáveis!

  35. Ficou claro o medo que eles sentem de Sergio Moro: Moro sabe que são corruptos e, se for eleito, tentará colocar todos na cadeia.

  36. É revoltante. QQ manifestação além dessa indignação, pode ser classificada como ataque às instituições e para na mira do inquérito do fim do mundo.

  37. A gente aqui tendo que quebrar pedra todo dia no Judiciário para tirar o sustento, estuda, estuda, estuda e, se depara com muito juiz horroroso, você se questiona, "como essa mula" conseguiu passar? Desembargadores "donos de escritórios de advocacia", votos "HerryPotteranos" e, ai STJ todo envolvido em lama. Como me sinto um idiota. Discordo de muitas opiniões da Revista, mas continuo firme aqui, porque ao menos, aqui sabemos o que mais ninguém tem coragem de mostrar. Parabéns Cruzoé!

  38. Existe no Br algo que possa chamar 'Justiça'? Só para exemplificar pergunto: Quantos recursos de Lula já foram ao stf? Alguém sabe? Pois é!

  39. Qualquer pessoa com meio cérebro conclui sem muita dificuldade que nenhum esquema de corrupção como o que graça no Brasil a décadas poderia existir sem a participação de membros do PJ, sendo isso consequência direta da forma como eles são alçados a tais cargos, tendo-se como exemplo a última nomeação para o STF.

  40. É muito bandido por metro quadrado neste pobre rico Brasil, querendo roubar o seu e proteger os outros bandidos pra se blindar contra denúncias... Alguém precisa desequilibrar esse castelo de cartas para que todos sejam julgados e punidos antes da prescrição... (Desejo de Ano Novo...).

  41. Estes pilantras de capa são muito piores que os criminosos do PCC, estes pelo menos se assumem como bandidos. O Marcola é bandido iniciante se comparado a esta turma. Estamos perdidos, todas as instituições corrompidas. Só uma revolução armada resolve. Acorda Brasil!!! 🇧🇷🇧🇷🇧🇷

    1. As FFAA estão no mesmo lado de sempre, meu chapa. Ao lado da grana alta que corrompe a tudo e a todos. Parem como este sonho pueril de que FFAA é sinonimo de honestidade. apscosta/df

    2. ... e com o poder nas mãos, nossas FFAA saberiam o que fazer pelo bem da sociedade ? Porquê não o fizeram em 64 ? Infelizmente, não vejo saída ...

    3. Certíssimo! Só uma revolução armada resolverá o problema. Falta saber de que lado estão as FFAA!

  42. Para que serve os tribunais superiores? Para safar os políticos que os nomeiam? FicArem ricos com conchavos? Venderem sentenças ? Acho que por tudo isso. E o Brasil cada vez pior , um república bananeira

  43. O Brasil nas mãos das castas familiares e dos amigos, a pergunta é: qual origem de tanta corrupção? o brasileiro é passivo? talvez a história possa explicar, iniciou-se com os colonizadores sem escrúpulos algum vieram povoar a colônia, atualmente a maldita CF 88, dita cidadã, criou esse sistema de domínio, que permite a mordaça, um cala boca para quem for contra a corrupção, a passividade é da desunião, cada brasileiro pensando em si próprio, a famosa lei de Gerson levar vantagem em tudo.

    1. Corcordo com tudo que vc coloca Inês, mas tenho certeza que a maior contribuição para o atual nível de corrupção no Brasil é a leniência e a conivência do judiciário. Se o judiciário de um país é corrupto o resto segue no mesmo nível. O juíz corrupto deveria ser punido exemplarmente e no Brasil não é.

  44. É lama para todos os lados. Fico olhando todos esses ministros vestidos de capa, circunspectos, passando uma credibilidade que não tem. São sórdidos, são vendidos, são chefes de facções pagos com os nossos cinco meses anuais de trabalho honesto e árduo. Com meus 63 anos vividos de trabalho sério, de pagamento dos meus impostos, de respeitar as leis, meus símbolos e instituições, me sinto roubado, enganado e vilipendiado como cidadão. Não tenho esperança que esse país melhore..infelizmente!

    1. Tô cansado de reclamar que vira e mexe meu Antagonista é interrompido por proposta de assinatura! Já configurei, desconfigurei, email, telefonemas...mil vezes! Agora de novo! 788181928-68. Assim não dá! Por favor!

    2. Tenho a mesma idade que você. Trabalhei e recolhi pelo teto de acordo com as regras. Esperava aposentar pelo teto do INSS - 5 SM - e eis que FHC introduziu o Fator Previdenciário que me ROUBOU 60% dos meus proventos. Pergunta se uma aposentadoria do setor público foi afetada. Ou mesmo as múltiplas aposentadorias do FHC. O cidadão brasileiro não tem defesa contra essa “nobreza” encastelada no setor público

  45. entendi porque tantos juízes , inclusive do TSF, tem ódio, medo, pavor e inveja do Sérgio Moro, Deltan e toda equipe da LAVA JATO

  46. Com essa promiscuidade na justiça o país jamais sairá dessa fossa, o judiciário é o entrave, pra que votar? Eles decidem tudo, eleição do faz de conta.

  47. Esse judiciário é um esgoto a céu aberto, o que coloca todas as decisões sob dúvidas. Alguém duvida da dívida contraída pelo ministro Kassio junto ao presidente ? Muitos favores estão a caminho.

  48. Com um judiciário desse o país jamais será passado a limpo ... começa com o STF a mais alta corte e vai até o mais baixo sistema judiciário... bando de corruptos !

  49. Aquilo que se percebe de longe a Crusoé vai aos poucos colocando às claras: e enorme promiscuidade no judiciário mormente nas altas cortes. A CPI Lava Toga infelizmente não sairá por conta de um escroque como o batoré, e a sociedade continuará pagando estruturas caras e viciadas como as altas cortes. Também entende-se como um bi reprovado e um plagiador se tornam ministros da "alta corte". Bom trabalho Luiz Vassalo.

  50. Repúbliqueta Bananeira ontem, hoje e PARA SEMPRE! Boa sorte para vcs que habitam neste curral! Graças a Deus Brasil pra mim só em mapas de papel e olhe lá! Hoje Britânico com muito orgulho 🇬🇧❤️

    1. Parabéns! Enquanto isso no país Banânia... a bandidagem deita e rola sob a proteção de Deusonaro! Êta paísinho dificil!!!

  51. Esse "ataque de rakers" foi encomenda de gente poderosa do próprio STJ e STF para sumir com documentos que o incriminam. Estou cansado de dizer que o Brasil só se resolve na bala e na corda.

Mais notícias
Assine
TOPO