"Wesley Safadão não quer que eu seja presidente", diz Renan
Pré-candidato diz ter sido processado pelo cantor após críticas a shows pagos por municípios pobres
O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta segunda, 27, que o cantor Wesley Safadão não quer que ele seja eleito presidente.
Em vídeo divulgado nas redes, Renan disse ter sido processado pelo artista após publicar uma gravação em que critica a realização de shows financiados por prefeituras, especialmente em municípios com poucos recursos.
"E aí o homem surtou, o homem ficou pistola. No vídeo eu digo isso aqui, somente entre 2024 e 2025, Safadão fez mais de 50 contratos a um valor de R$ 52 milhões de reais, enchendo bolso de grana em municípios que não sabem explicar até agora como é que fizeram isso. E isso é referendado por prints, imagens e matérias na grande Pensa, não é culpa minha, Safadão", diz o pré-candidato.
Renan questiona o fato de Safadão achar "normal" fazer shows pagos por prefeituras, que, segundo ele, não têm capacidade de se "sustentar".
("...) Pobres para caramba ao redor do Brasil, fazendo shows caríssimos com ele e outros artistas, não só do sertanejo, mas DJs e músicos de toda a natureza, e você pagar essa conta e não poder reclamar."
No vídeo, Renan lista as prefeituras da região Nordeste que contrataram apresentações de Safadão que, segundo ele, foram pagas com emendas Pix.
"Eu citei no vídeo a relação dele com o político Junior Mano lá do Ceará, relação estranhíssima que envolve passeio em jatinho. Vamos lá. Não é muito aceitável um cara que use emendas para fazer shows seus, você homenagear ele no pau e ainda por cima ele andar no teu avião. Me parece que existe uma idade que cruza muito a ideia do princípio da impessoalidade no serviço público. Mas os shows não param por aí.
Eu vou listar mais alguns shows muito 'adequados' do senhor Safadão. Em Malhador, no Sergipe, cidade de 11 mil habitantes, fez um show cobrando R$ 900.000 envolvendo emenda Pix de um deputado federal. Pires Ferreira no Ceará, cidade de 10.000 habitantes. Cachê de R$ 800.000 no aniversário da cidade, dispensado de licitação. Município não tem nada, é paupérrimo, não tem condições de sustentar, mas tem que bancar esse super show. Areia branca também no Sergipe. Mesma coisa. Cachê de R$ 500 e poucos mil pro Wesley Safadão. Cidade sem nada de infraestrutura insustentável, dependendo de recursos estaduais e federais. Bahia, Conceição do Jacuípe, outra cidade muito pobre, ausência de infraestrutura, ausência de saneamento básico, cachê multimilionário. Eu podia passá-lo o dia inteiro fazendo lista de shows em que o Wesley Safadão fez parte e que não poderiam ser executado, porque essas cidades estão hoje inviáveis. Mas não apenas ele, como boa parte do circuito sertanejo, do tecnobrega, do forró de grandes DJs vivem disso."
Renan termina o vídeo afirmando que a contratação dos shows, na verdade, é um esquema de "compra de votos e consciência".
"E como o dinheiro é escasso num país que cobra cada vez mais impostos, fica a pergunta: justo o pagador de postos. Eu já denunciei e continuarei denunciando. Existe um esquema de compra de votos e consciências de política de pão e circo em lugares que não tem condição de se sustentar. E esses lugares, em focar em educação, saneamento, saúde e segurança, eles focam na prática em comprar as consciências da pessoas com festa. No meu governo, isso vai acabar e essa é uma das grandes propostas que nós temos para mudar o Brasil."
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