Courtesy of Victor MillerImagem de campanha de VIC, o robô criado por Victor Miller para concorrer como prefeito de Cheyenne

Você votaria em uma inteligência artificial para prefeito?

19.06.24 17:51

Votar ou não votar em uma inteligência artificia para prefeito? Esta é a pergunta que os cerca de 65 mil moradores de Cheyenne, a capital do estado americano do Wyoming, tem de se fazer até o dia 20 de agosto. E, também, é o que se perguntam as autoridades do estado.

A candidatura de VIC, sigla para Virtual Integrated Citizen (Cidadão Integrado Virtual, em tradução livre), foi apresentada por Victor Muller, um professor de informática de 42 anos que treinou um modelo de inteligência artificial do ChatGPT com decisões e documentos da administração municipal. Como a máquina não vota — e portanto não pode se candidatar— é Victor que se coloca como o nome na urna. Ele concorre como independente.

A proposta de governo do humano, no entanto, é única: confiar exclusivamente nas decisões dadas pela máquina. O sistema de inteligência artificial tomará as decisões e se comunicará com eleitores por meio de uma caixinha da JBL — a voz, masculina, passou a ser feminina em uma atualização recente. Miller seria apenas o “boneco de carne” assinando papéis em nome da máquina, como ele próprio definiu à revista americana Wired.

Ninguém parece ter gostado da ideia em um primeiro momento. O secretário de Estado local, Chuck Gray, disse à revista que a proposta seria uma “violação à legislação e ao espírito do Wyoming”, e que o bot de inteligência artificial não é um eleitor qualificado.

A OpenAI, que gere o ChatGPT, não permite o uso da plataforma para fins políticos, mas o uso para governança seria uma brecha explorada por Miller. De qualquer modo, a empresa afirmou que vai tirar o acesso ao robô pelo que seria uma violação dos seus termos de uso. Miller disse que, caso o ChatGPT tire seu acesso, ele levará o “candidato” para a base da Meta (dona do Facebook), que tem um modelo de Inteligência Artificial semelhante.

Ele ainda acredita que a máquina poderá dar conta do trabalho. “À medida que elas ficam mais inteligentes, elas destroem os vieses”, disse Miller ao canal de TV NBC, “e a gente acaba com mais inteligência, menos vieses e um certo tipo de análise de dados pura sobre o que está acontecendo no mundo.”

Leia mais em Crusoé: O plano de Biden para cortejar eleitores velhos como ele

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  1. Pelo menos nos últimos 22 anos, sería muito melhor um presidente com IA do que essas drogas de presidentes que tivemos...

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